Ela escapou por um triz

Por Flavia Francellino/ Foto: Cedida

A frase “diga-me com quem andas que te direi quem és” fez todo sentido na adolescência de Géssica Santos Costa, que hoje tem 26 anos. A influência negativa dos amigos a levou para um caminho perigoso e cruel.

“Comecei a sair para baladas todos os dias. Isso quando eu tinha 13 anos”, recorda. Ela bebia todos os dias até passar mal. “Comecei a fumar cigarro, três maços por dia, e logo passei para as drogas, como cocaína, maconha, lança-perfume, êxtase e cola de sapateiro. Lembro que, uma vez, roubei uma lata de cola de uma casa de construção, pois estava fissurada querendo droga.”

Uma bala na parede

“Não ligava para o perigo. Dormia fora de casa praticamente todos os dias, sem dar notícias para a minha mãe. Meu convívio familiar era péssimo, não aceitava o que minha mãe falava. Eu partia para cima dela gritando e a xingando com os piores nomes. Ela, que já era da Igreja, sempre estava ali, insistindo por mim, mas eu não queria saber”, relata.

Géssica só namorava pessoas perigosas, pois conta que gostava de ser conhecida como “mulher de malandro”. Em uma balada funk, conheceu um gerente do tráfico. Passou a ajudá-lo a embalar drogas e a confiscar outros pontos de tráfico. A relação se tornou um pesadelo. “Um dia, ele me agrediu com um soco na cara e disse para eu fazer as coisas direito. Fiquei com muito medo. Disse a ele que não aceitava apanhar e que não queria mais nada com ele.”

Insatisfeito, o namorado arrastou Géssica pelos cabelos e a trancou na casa dele. “Ele me bateu muito, com socos, chutes e chacoalhões. Pegou a arma e disse que me mataria. Com medo, falei que não acabaria o relacionamento, mas ele não acreditava e me batia mais. Desmaiei e, quando acordei, continuei apanhando. Percebi que ele queria me matar. No momento em que ele apontou a arma para mim, coloquei a mão no rosto, fechei os olhos e pensei em Deus.”

Ela recorda que ouviu um barulho forte. Era a polícia invadindo a casa onde ela permaneceu apanhando por quatro dias. Naquele momento, a arma do namorado, que estava apontada para ela, disparou contra a parede. “Entendi que Deus tinha um plano para a minha vida.”

Ao olhar para trás, Géssica avalia que só era feliz quando estava alcoolizada ou drogada. “Ao chegar em casa, me sentia vazia, ficava na cama chorando. Lembro que, uma vez, fiquei tão drogada que dormi na rua. Acordei no outro dia toda suja. Tentei o suicídio diversas vezes, mas Deus nunca permitiu que eu fizesse isso.” Cansada de sofrer, ela aceitou o convite da mãe para ir à Igreja.

Virada

Uma oração foi feita assim que ela colocou os pés na Igreja. “Me senti leve. Aceitei o desafio de ser feliz de verdade. Comecei a ir todos os dias à Igreja, minha entrega foi total. Tive o encontro com Deus e entendi quanto valor eu tinha. Hoje, ajudo outras pessoas que vivem da mesma forma que vivi”, completa.

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