eb3c52f78ce3362254213324871c7984 Do ódio ao amor: um namoro inconsequente que se transformou em um casamento de sucesso - Universal.org

Do ódio ao amor: um namoro inconsequente que se transformou em um casamento de sucesso

Por Ana Carolina Cury / Fotos: Arquivo pessoal

Nascidos em Jacareí, interior de São Paulo, Jonas Pelegrini, de 33 anos, e Telma, de 32 anos, se conheciam muito tempo antes de pensarem na existência de Deus. Uma relação difícil, que rendeu até socos e pontapés no passado, hoje revela o significado da fé e do poder transformador que ela teve na vida deles. Confira a história de vida do casal responsável pelo trabalho da Universal no estado de Alagoas, onde atuam fortemente na evangelização.

Como era a vida de vocês antes de chegarem à Universal?

Ele: Eu era uma pessoa traumatizada por conta dos problemas que existiam na minha família. Meu pai e minha mãe se separaram após uma crise conjugal. Meu pai era alcoólatra e minha mãe era uma mulher depressiva. Todos os meus irmãos também tiveram depressão. Cresci em meio a esse desequilíbrio e desenvolvi um complexo de inferioridade. Minha fuga eram as drogas. Comecei a fumar maconha aos 12 anos de idade, depois usei cocaína. Por causa do vício, passei a vender as coisas de dentro de casa para comprar entorpecentes. Tive três overdoses. Na terceira estava com 14 anos e quase morri. Além de tudo isso, andava armado e me envolvi com pessoas no mundo do crime. Nessa época eu conheci a Telma, nós estudávamos na mesma sala, ela sabia de tudo de errado que eu fazia. Eu me interessei por ela.

Ela: Vim de uma família tradicional japonesa. Eu não via brigas entre meus pais, porém também não havia diálogo entre eles. Meu pai morou no Japão por quatro anos, bem na minha adolescência. Eu era a caçula da família, mais protegida da família e era muito apegada à minha mãe. Quando comecei a namorar o Jonas, passei a querer fazer as mesmas coisas que ele fazia. Eu comecei a beber, a ficar rebelde e a mentir para minha mãe.

Vocês começaram a namorar logo depois que viraram amigos, ainda na época da escola?

Ele: Sim, logo depois pedi a Telma em namoro. A gente teve um namoro muito conturbado. Sabe aquela possessão que a gente vê hoje em dia nos adolescentes? Era o meu namoro. Até o dia em que a Telma não aguentou mais e rompeu o relacionamento.

Ela: Eu batia nele e ele me batia. Era uma coisa absurda. Hoje olho para trás e vejo como eu era inconsequente. Cada briga era uma aliança que ia para o esgoto.

Como vocês chegaram à Universal?

Ele: Quando ela terminou comigo, entrei em depressão. Me entreguei à bebida e às amizades para fugir e esquecer os problemas, mas não adiantou. Foi quando, em uma conversa informal com um amigo, eu falei que queria mudar de vida e ele disse para irmos à Universal. Era uma segunda-feira, me lembro até hoje, e daquele dia em diante nunca mais saí. Comecei a frequentar, fiz a corrente de libertação e, aos poucos, fui largando a vida errada. No dia 16 de dezembro de 1996 eu tomei a decisão de romper a aliança que eu tinha com o mundo e fazer uma aliança com Deus.

Ela: Quando as férias acabaram, eu percebi uma mudança no Jonas. Eu vi, em pequenas atitudes, que ele não tinha mais aquela ansiedade, aquele ciúme possessivo. Então, eu dei mais uma chance para o nosso amor. Ele me falou que estava indo à Universal, mas eu tive uma péssima reação, pois tinha preconceito contra a igreja, achava que era fanatismo. Eu seguia as tradições japonesas e nunca me imaginei em uma igreja. Depois de um tempo, tomei a decisão de ir. Pensei “se está fazendo bem a ele, vai fazer a mim também”. Nas primeiras reuniões, ia escondido da minha família. Aos poucos, fui vendo a transformação em mim. Meu pai tentou me proibir de ir, mas, depois que viu o bem que estava me fazendo, parou.

O que mudou no relacionamento de vocês depois que começaram a frequentar a Universal?

Ele: Nosso namoro passou a ser um namoro cristão. Quando me batizei, avisei a Telma que não teríamos mais relação sexual antes do casamento. Daquele dia em diante, não brigamos mais e recomeçamos a nossa história.

Ela: Mudou da água para o vinho. Antes eram somente brigas, ciúme, pensamentos de ódio e inseguranca. Depois de conhecer a Deus, passamos a ver nossa vida juntos de forma diferente. Entendemos que somente o sentimento que tínhamos um pelo outro não sustentaria nossa relação, teria que haver a presença de Deus entre nós.

Quando vocês casaram e decidiram dedicar a vida inteiramente à Obra de Deus?

Ele: Eu fui levantado obreiro e logo depois ela também foi. Na época do casamento, eu tinha uma empresa com meu pai. Eu ia a igreja todos os dias, participava dos núcleos e o desejo de ser pastor começou a nascer em mim. Meus pais não queriam que eu saísse da empresa. Mas logo fui chamado para ser pastor. Isso aconteceu no dia 23 de julho de 2003.

Como foi a reação da família?

Ele: Meu pai não queria que eu saísse da sociedade. Então, no início, foi contra. Ouvíamos muitas críticas, suposições do tipo “Ah e se não der certo?”, mas fomos em frente e deu certo. Hoje, minha família frequenta a Universal e até o pai da Telma, que antes julgava, dá graças a Deus que a Universal existe, porque as filhas dele são felizes.

Ela: O sonho do meu pai era que eu fizesse faculdade, tivesse outra vida. Minha irma?, que no início me criticava, viu a mudanc?a em mim, comec?ou a frequentar a igreja. Tempos depois se casou com o pastor Luiz Moraes, hoje responsa?vel pela Universal de Sergipe. Como somos as u?nicas filhas, minha ma?e ficou frustrada em ver as duas indo para longe dela. Enta?o, no comec?o, ela passava em frente da igreja e dizia que o bispo Edir Macedo tinha roubado as duas filhas dela. Mas hoje, 11 anos depois, a minha fami?lia nos respeita e nos admira muito.

Como foi para vocês a decisão de ter um filho?

Ele: Não estava nos planos, foi um susto porque não queríamos, em função de nossa responsabilidade na Obra de Deus. Mas depois nos adaptamos. Hoje, temos o equilíbrio para dar atenção e carinho a ela e cumprir nossa missão evangelística. Somos uma família muito unida. A gente procura diariamente colocá-la nos princípios da Palavra de Deus, mostramos para a Isabela que nada é fácil.

O que vocês mais gostam um no outro?

Ele: O que eu mais gosto na Telma é a maneira dela me compreender, saber dos meus defeitos e, mesmo assim, me entender. Ela sabe ser a auxiliadora. Ela é completa.

Ela: O que eu mais admiro no meu marido é o caráter dele. Eu vejo que ele é uma pessoa disciplinada com as coisas de Deus, temente. Nós não perdemos a sintonia depois do casamento. Mesmo com uma filha, não perdemos a cumplicidade.

Qual a mensagem que vocês deixam para os leitores da Folha Universal?

Ele: A pessoa tem que permanecer. Ir até Deus, ser pastor, ser esposa, ser membro, ser obreiro é uma coisa, mas para que ela possa alcançar a coisa mais preciosa, que é a Salvação, ela tem que permanecer.

Ela: Assim como Deus agiu na minha vida, me dando o privilégio de servi-lo no Altar, meu casamento e minha família, não será diferente para a pessoa que está lendo essa entrevista.

Perfil do casal

Um sonho
Jonas: ver minha filha fazendo a Obra de Deus
Telma: o dia em que minha filha nascer de Deus

Um livro
Jonas: "Nada a Perder"
Telma: "Amor de Redenção"

A melhor comida
Jonas: japonesa
Telma: massa

Time de futebol
Jonas: São Paulo
Telma: não tenho

Filme
Jonas: "Monte Cristo"
Telma: "Pearl Harbor"

Música
Jonas: "Sonhos de Deus", de J. Neto
Telma: "Meu Coração é o Teu Altar", do bispo Crivella

Família
Jonas: amor
Telma: união

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