Deus precisa de Sacerdotes para povoar o Seu Reino

Por Jeane Vidal(*) / Foto: Walter Rane

"Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.” (1 Pedro 2.5).

O texto acima descreve a condição de todos aqueles que um dia ouviram a Palavra de Deus a respeito da Salvação e tomaram a decisão de submeter toda a sua vida – pensamentos, sentimentos, vontades, desejos e escolhas – a Ele.

Entretanto, o bispo Clodomir Santos destaca que muitos não têm essa fé que salva e que dá condição de uma pessoa viver uma vida diferenciada, despertada no seu entendimento, porque questionam tudo o que ouvem por intermédio dos homens de Deus, como se fossem pensamentos humanos e não do próprio Senhor. Ele destaca que, em vez de essas pessoas se submeterem à disciplina de Deus, insistem em questionar e discutir opiniões, como se a pregação fosse baseada naquilo que o pastor acha ou pensa e não na Palavra.

A pessoa chega até Deus com a vida destroçada, mas, mesmo assim, não se submete. Todavia, quando olha para dentro de si, o que vê é inquietação, desassossego, uma mente confusa e uma alma amargurada, consumida pela tristeza, mágoa, pelos rancores, pelo ódio e pelos ressentimentos.

Se você se enxerga nessa condição, saiba que o Espírito de Deus deseja mudar o seu interior. Entretanto, para que isso aconteça, é preciso, antes de tudo, entender que o seu maior problema não está do lado de fora – em coisas e pessoas –, mas dentro de você. Esse é o primeiro passo para a condição de que falamos no início do texto e que é confirmada no Salmo 110, versículo 4: “Jurou o Senhor e não se arrependerá. Tu és um Sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque”.

Para o Bispo Edir Macedo, esse versículo não deixa nenhuma dúvida sobre a autoridade sacerdotal daqueles que foram escolhidos pelo Sumo Sacerdote, o Senhor Jesus Cristo.

Quando Melquisedeque – Sacerdote do Deus Altíssimo e que tipifica a pessoa do Senhor Jesus – foi ao encontro de Abraão, impôs as mãos sobre ele e o abençoou. E, como se não bastasse, entregou a ele os elementos que simbolizam o corpo e o sangue do Senhor Jesus: o pão e o vinho (leia na Bíblia em Gênesis 14.18,19). Milhares de anos depois, o Senhor Jesus fez o mesmo com os Seus discípulos.

O bispo Clodomir destaca que, quando participamos da Santa Ceia, estamos recebendo de Deus autoridade e poder para vivermos de acordo com a Sua vontade e sermos vitoriosos não apenas no que diz respeito às lutas travadas do lado de fora (problemas financeiros, familiares, físicos, etc.), mas, sobretudo, às travadas no nosso interior (a nossa carne – vontade, que está sempre contra a vontade de Deus –, as ciladas do diabo e o brilho e as propostas que este mundo nos apresenta com o intuito de ofuscar a nossa visão espiritual). Ou seja, Ele nos capacita para vencermos tanto no plano espiritual como no material, para vivermos uma vida que O glorifique.

O Bispo Macedo afirma que “assim é cada um daqueles que têm levado a sério a sua fé e a sua responsabilidade de Sacerdote do Senhor Jesus, o Sumo Sacerdote. Pois aqueles que O servem como verdadeiros ganhadores de almas também são Sacerdotes. Da mesma forma como o Altíssimo abençoou Abraão sob juramento, também jurou, sem chance de arrependimento, que cada fiel Seu é um Sacerdote eterno do Eterno”.

Quando, acima de desejar resolver os seus problemas circunstanciais, uma pessoa quer resolver o problema que há dentro dela, quando ela manifesta essa fé de querer ser transformada, o Espírito Santo vem e realiza essa Obra, como realizou na vida de Abraão.

A partir daquele encontro com Melquisedeque – que representava o Senhor Jesus –, Abraão foi mudado em um outro homem e o relacionamento dele com Deus se tornou algo natural. “Tanto é que ele, imediatamente, apresentou o dízimo. Não havia lei a respeito do dízimo e das ofertas, mas ele, naturalmente, convencido pelo Espírito de Deus, devolveu o dízimo de todos os despojos e ainda manifestou o desejo pelas vidas, pelas almas”, observa o bispo Clodomir.

É isso que acontece com aqueles que têm um verdadeiro encontro com Deus: imediatamente nasce dentro deles o desejo de levar para outras pessoas o que receberam.

“Quando Abraão deu o dízimo a Melquisedeque não foi porque queria uma vitória, ele já tinha vencido. Ele deu porque reconheceu aquela autoridade, creu naquela bênção que recebeu com a imposição de mãos do Sacerdote.”

Responda a si mesmo: você vive em função da fé que diz professar no Senhor Jesus ou o seu suposto relacionamento com Deus diz respeito aos seus anseios e necessidades? Há em você o desejo de que outras pessoas sejam salvas?

Quando uma pessoa se torna um Sacerdote eterno do Eterno, o maior desejo dela é de que todos recebam a Salvação. Quando ela pensa em prosperar, é com o propósito de ganhar almas. Ela não depende mais da oração de terceiros, mas exclusivamente do seu relacionamento com Deus, de uma vida de obediência a Ele. Ela exerce a autoridade que tem como Sacerdote.

Talvez você seja uma pessoa que tem vivido no erro, na mentira, mas dentro de você existe um desejo de ser transformado e de ter a força que vem do Altíssimo para vencer a si mesmo. A boa notícia é que você também pode se tornar um Sacerdote de Deus. Basta apenas tomar a decisão de renunciar a essa vida cheia de impurezas e se render completamente a Ele.

Quando essa entrega vem acompanhada de arrependimento sincero, Ele muda o interior da pessoa e dá a ela essa condição de Sacerdote.

(*) Texto baseado em pregação do bispo Clodomir Santos

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