Debate ou briga?

Por Marcelo Rangel / Foto: Fotolia

Existem dois tipos de homem: aquele que, durante uma discussão sobre qualquer assunto, expõe sua opinião. Mesmo que seja firme e a situação esteja mais inflamada, ele debate com civilidade. Não tenta impor na marra seu pensamento. Sabe, inclusive, que pode estar errado, ou, quando sabe que não está, mesmo assim ouve o argumento do interlocutor. Até mesmo se rende a ele, se houver sentido. Ou, mesmo que não se renda e mantenha sua opinião, não faz da discussão uma briga sem sentido.

O outro tipo é aquele que também tem uma opinião. Mas, mesmo que todos os argumentos contra ele sejam inteligentes e façam sentido – e lá em seu pensamento ele concorde –, exteriormente não os reconhece. Mas não porque continua a pensar como expôs e sim porque um orgulho patético o faz não dar o braço a torcer.

Então, pensando bem, não há dois tipos de homem. Há um só. E é o primeiro. Porque o comportamento do segundo é o de um moleque mimadinho que não pode estar errado só porque não aceita estar.

Quem não conhece caras assim? Está praticamente escrito na testa deles que concordam com o que a outra pessoa diz, mas eles acham que serão tidos como fracos se reconhecerem isso. Há até os que se exaltam de tal forma que só faltam pular em cima do outro e rasgar sua jugular com os dentes, numa demonstração bastante clara de imaturidade e individualismo exacerbado.

É um dos grandes perigos, dentre muitos, de se deixar levar pela armadilha da emoção. Numa conversa decente, o lugar principal é o da razão. E um ser racional admite que está errado, se for o caso, ou que pelo menos se dispôs a pensar no que o outro lado diz, mesmo que nunca chegue a concordar. Está aberto a analisar os fatos ou dados, a colocá-los na balança para chegar a uma conclusão.

É fácil, entre homens que não pensam muito, querer resolver as coisas no peito e na raça, usando a força. Lutas e guerras sempre existiram e sempre existirão, mas como o último dos últimos recursos e somente quando há uma situação bem definida de abuso contra alguma das partes. E, mesmo assim, devem ser pensadas e repensadas antes de explodirem.

Quantas inimizades (e até guerras, já que falamos nelas) não aconteceram sem necessidade só por uma divergência que poderia ter sido resolvida de forma exemplar, para que outros se inspirassem nisso e se lembrassem na hora de resolver seus conflitos de interesses ou de opiniões?

É, meu caro, ser homem é muito bom, mas não é fácil. Só que não podemos nos dar ao luxo de ceder a desculpas como ter “sangue nos olhos” ou de, infantilmente, por não termos inteligência para argumentar, apelarmos para a grosseria ou para a ofensa barata.

Um verdadeiro cavalheiro, aquele considerado honrado, pode até se preparar para se defender (ou a outrem, ou à sua pátria, o que for), mas deve, antes de tudo, saber que ele tem um dever para com a paz, a civilidade e com a sua identidade de homem de verdade. Principalmente nesses tempos de tantas e desnecessárias divisões.

Sem perder a linha

Um grande exemplo de discussão saudável foi dado pelo próprio Senhor Jesus quando argumentou com os fariseus no Segundo Templo. Rebatia as perguntas provocadoras com informação contundente e sabedoria, sem erguer a voz naquela ocasião. Leia o capítulo 8 do Evangelho de João e aprenda como um homem de verdade conduz um debate civilizado.

Um cavalheiro

Saber se portar num debate é sinal de cavalheirismo na prática, não só na teoria furada. E não é preciso se portar assim só em relação às mulheres, por mais que algumas apreciem bastante, mas com outros caras também. É disso, entre outras coisas, que fala o Desafio #13 do IntelliMen, no link migre.me/wcoMX

Hoje em dia o respeito é fundamental para que haja um bom relacionamento interpessoal. Se você é homem e deseja mudar suas atitudes, a hora é agora. Participe do projeto Intellimen e aprenda como ser um homem melhor. Para mais informações sobre o grupo clique aqui.

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