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Conheça a história de Agar, a escrava que foi abençoada

Por Andre Batista (*) / Imagem: Thinkstock

Agar sempre foi a segunda, a outra, a apagada, a que serve a quem tem poder para fazê-la servir. Nada disso, porém, impediu que ela pusesse seu filho sobre um povo inteiro.

Nascida no Egito, Agar seguiu Abraão por onde o homem andava. Não por ter algo com ele, mas por ter com sua esposa. Como era comum naquela época, Sarai era dona de Agar e, como dona de uma mulher, dona também de qualquer filho que ela tivesse.

Foi assim que Agar entrou definitivamente na vida de Abraão e na história. Como não conseguia ter filhos, Sarai deu sua serva ao esposo e, passados 9 meses, nasceu o primogênito de Abraão, aquele que cumpriria as promessas feitas por Deus muito tempo antes.

Agar passou de serva à mãe do herdeiro da casa e se deixou influenciar pela sensação de poder. Desprezou Sarai e foi punida por isso. Humilhada, fugiu grávida para longe dali.

“Volta para a tua senhora e humilha-te sob suas mãos. Multiplicarei sobremodo a tua descendência, de maneira que, por numerosa, não será contada. Concebeste e darás à luz um filho, a quem chamarás Ismael, porque o Senhor te acudiu na tua aflição.”

Isso foi o que prometeu o Anjo que lhe encontrou pelo caminho. E Agar voltou.

Qual a mãe que diante da dificuldade não se sacrifica por seu filho? Agar era uma serva pisoteada por Sarai e acreditou que fugir dali era o melhor para ela e para a criança. Jogou-se sem nada ao mundo que a condenaria por ser mãe solteira; quis o melhor para ela e para o bebê.

Acreditando no que o Anjo lhe disse, porém, aceitou ser humilhada novamente, pelo bem da criança.

Quando Ismael tinha 14 anos de idade, nasceu o segundo filho de Abraão, dessa vez do ventre de Sarai, agora já rebatizada como Sara. Como criança que era, Ismael caçoava do novo bebê e isso não agradava Sara.

A raiva da dona da casa se transformou em atitude da forma mais dura possível: no meio de uma madrugada, Abraão colocou para fora de casa Agar e Ismael. Apenas com pão e um odre de água, ela saiu errante pelo deserto.

A dor de ver o menino naquela situação de quase morte foi tanta que Agar chegou a deixá-lo só para não vê-lo morrer. Sentou-se distante e, mais uma vez, recebeu o Anjo.

“Ergue-te, levanta o rapaz, segura-o pela mão, porque eu farei dele um grande povo”, disse ele.

Todas as mães agiriam como Agar agiu. Embora a dor e o medo consumissem célula por célula de seu corpo, ela resistiu. Quantos desertos não são atravessados por mães hoje em dia? Vendo seus filhos sofrerem da sede de fé, sem terem o que comer ou esperanças na vida, elas ainda dão tudo de si para que eles sobrevivam e, em algum momento, encontrem Deus e sejam salvos.

A promessa do Anjo foi cumprida, Ismael se tornou o patriarca de um dos maiores povos do mundo, mas tudo foi feito pelas mãos de sua mãe.

(*) Gênesis 16 - Gênesis 21

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