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Casos de Malária podem aumentar até 50% neste ano

Por Katherine Rivas / Foto: Fotolia

Enquanto o Paraguai comemora o título de nação livre de malária, outorgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em junho, o Brasil segue na luta para erradicar a doença. Após registrar queda das ocorrências nos últimos anos, o País voltou a contabilizar um aumento do número de pessoas infectadas em 2017.

Cláudio Maierovitch, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), pontuou que o número de casos pode chegar a 293 mil até dezembro de 2018. Até o mês de março deste ano já foram registrados mais de 50 mil infectados.

O cenário é desanimador, pois o Brasil tinha alcançado, em todo o ano de 2016, o número mais baixo de casos ao longo de 37 anos: o equivalente a 128 mil infecções.

Alcançar essa marca histórica fez com que muitos pesquisadores e governantes deixassem os cuidados e o fortalecimento de ações de combate de lado para focar na erradicação de surtos que atingem a população urbana, como dengue, zika e chikungunya.

Dados

Em 2017, o número de casos registrado foi de 193 mil. O relatório do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica (Sivep-

Malária) mostra que apenas na Região Amazônica o crescimento foi de 10% para o período 2016-2017, com 12.773 ocorrências. Os mais afetados foram os Estados do Pará, Amazonas e Roraima.

Ciclo

A doença infecciosa e febril é causada pelo parasita Plasmodium. Este protozoário se manifesta em dois tipos: o Plasmodium falciparum (pode evoluir para o caso grave da doença) e o Plasmodium vivax, que é menos nocivo.

No Brasil o mais comum é o vivax, que representa 90% dos casos. O parasita tem como hospedeiros o mosquito-prego (Anopheles) e o homem. A transmissão ocorre quando a fêmea infectada pica uma pessoa ou quando a pessoa infectada é picada pelo mosquito, que transmite, por sua vez, a doença para outra pessoa. É um ciclo infeccioso que só é interrompido com tratamento adequado.

A transmissão também pode ocorrer por compartilhamento de seringas de pessoas infectadas, transfusão de sangue e de mãe para feto durante a gravidez.

Sintomas

Mal-estar, calafrios, febre, suor intenso e prostração são os principais sintomas dessa enfermidade. A febre tem um intervalo de dois dias.

O tratamento utiliza algumas combinações terapêuticas com medicações à base de arteminisa e primaquina para eliminar o protozoário do sangue o mais rápido possível. Se o diagnostico é confirmado, o Sistema Único de Saúde (SUS) fornece gratuitamente o tratamento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). É importante fazer o tratamento até o fim, de forma correta e oportuna, para garantir a cura da doença.

Prevenção e conscientização

A prevenção acontece por meio da distribuição de medicamentos e inseticidas. A recomendação é o uso de mosquiteiros e repelentes. Outra alternativa é borrifar inseticida nas paredes da casa e, além disso, eliminar criadouros. Quem vai ficar em área de risco deve usar roupas de mangas longas e evitar locais de risco à noite, pois o mosquito tem o hábito de sair no final da tarde ou ao anoitecer para obter sangue

Em junho, a Fundação Bill & Melinda Gates realizou uma doação de R$ 2,2 milhões ao Ministério da Saúde e à Fundação FioCruz para pesquisas do controle da malária. É preciso considerar a necessidade de combater a doença e de lutar pela sua erradicação. Não se deve fechar os olhos para esse problema, que, em casos graves, pode apresentar consequências neurológicas e causar a morte do paciente. Fique atento!

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