Rede aleluia

Godllywood – Raabe | 10 de agosto de 2016 - 23:35


10 anos de Lei Maria da Penha, contra a violência Doméstica.

Treze mulheres são assassinadas por dia no Brasil, situação lamentável quando a promessa de cuidar e proteção se termina. O companheirismo despedaçado por migalhas de orgulho, onde a força acaba destruindo um relacionamento.

Mulheres chegam ao Projeto Raabe desacreditadas, sem vida no dia a dia, aspecto emocional abalado, sem autonomia ou recursos pessoais e econômicos, às vezes ameaçadas, sem acreditar nas suas potencialidades, muitas ainda na esperança do arrependimento do parceiro, envergonhadas diante dos familiares, sofrendo caladas e sozinhas, autoestima sem existência, desprovidas de autodeterminação, sem conhecimento dos seus direitos, com muitas dúvidas e incertezas, humilhadas e como medo para reagir.

São aspectos que a sociedade já conhece, mas difíceis de lidar, porque quem vai entrar na intimidade de um casal, quem vai aconselhar ou ditar o que está errado?

Rotineiramente atendemos mulheres que chegam ao projeto Raabe com essas e muitas características de sofrimento: passaram ou estão passando por violência doméstica e traumas.

Quando encorajadas e determinadas poucas são as que buscam ajuda da lei Maria da Penha. Com medo, assustadas e machucadas, são aspectos que as dificultam de tomar uma decisão. Na prática acabam desistindo, pois precisam estar se sentindo seguras e com as devidas orientações, afim de tomarem uma atitude, sendo a lei mais protetiva, nem sempre há flagrante, para se livrem do problema.

Serviços estão à disposição, Hospital da Mulher, Unidades de Saúde, Defensoria, OAB, delegacias comuns e da Mulher, além de centros de apoio, mas desacreditadas e sem conhecerem os recursos, algumas vezes, na raiva, até buscam a delegacia. Entre tanto,  passadas horas do ocorrido, ainda voltam atrás e ficam apenas com mais um boletim de ocorrência.

Atendimento Cura Interior Abril 2016AO projeto Raabe tem uma estrutura de acolhimento, orientação assistencial e jurídica, psicológica e espiritual, cuidados específicos após atendimento, para cada mulher emocionalmente desacreditada. Sozinhas elas não conseguem sair, pois, elas chegam com uma dor que não é palpável, dor na alma .

Embora aportado todo conhecimento da lei e recursos, a marca interior é visível, a sede de vingar-se é contundente, ao ponto que esquecem de se reconhecer, vivendo apenas a dor, sem força para lutar.

O Raabe traz a mulher o seu devido equilíbrio, reconhecer seu valor, com fé proporciona a chance e a oportunidade de tornar-se viva para viver.

O acolhimento, a escuta,  suporte e o esclarecimento são os pontos de relevância do projeto no primeiro momento, junto com a força da lei é uma maneira de lutar contra esse mal que aturde e separa as famílias.

A verdade a conduz, para que sozinha tome a decisão que for necessária. A força interior arranca as mentiras ouvidas e proporciona liberdade. Assim a mulher traumatizada ou machucada pela violência sabe que existe um Deus Justo que pode lhe proteger e com isso, fazer valer a Lei dos homens.

Toda ajuda é necessária, porém o mais importante é a mulher não alimentar o mal e achar que esta sozinha. Tomar coragem e buscar se atualizar quanto a lei, decidir denunciar, aproveitando a oportunidade quando ao projeto Raabe, que oferece serviços gratuitos diariamente.

 

Carlinda Tinôco

Coordenadora Nacional do Projeto Raabe



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    JéssicamidiaraabeAna lucia oliveira chaves machadojaqueline gomes Recent comment authors
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    Jéssica
    Visitante
    Jéssica

    Olá, como faço para participar do projeto em Juiz de Fora ?

    Ana lucia oliveira chaves machado
    Visitante
    Ana lucia oliveira chaves machado

    Esse projeto serve pra agressões piscologica

    jaqueline gomes
    Visitante
    jaqueline gomes

    Boa tarde ,gostaria de participar desse projeto,como faço?
    morro na ilha do governador,desde já agradeço!