Tipos de amor: qual deles você tem por Deus?

De todos, o ágape é o único capaz de servir sem interesse pessoal, ele nasce na mente e é provado com atitudes e decisões firmes. Entenda

Por Núbia Siqueira / Foto: iStock

A primeira frase que ouvimos sobre Deus é: “Deus é amor!”.

E passamos a repetir isso por anos, desconhecendo seu verdadeiro significado. O Novo Testamento foi escrito em grego, a língua reconhecida internacionalmente na época. Se no português, uma única palavra expressa os vários tipos de “amor”, no grego, várias palavras são usadas para expressar esse termo. Veja:

Amor “eros”: físico e sexual, vivido entre o homem e a mulher.

Amor ”storge”: amor familiar.

Amor “phileo”: amor da amizade, baseado em retribuição.

Amor “ágape”: amor Divino, incondicional, perfeito e ilimitado.

Dependendo das altas taxas de hormônios (rs), o amor “eros” está sempre em ação. Aliás, existem pessoas que são ligadas apenas ao físico e sexual e estão cegas para qualquer outro fator.

Naturalmente, todos liberam o amor “phileo” aos amigos, pois ele é condicional e nasce de uma troca. Sua origem está no coração, por isso, facilmente pode haver enganos, frieza, incompreensão e desentendimentos.

Na família, o amor “storge” entra em ação. Amamos porque temos laços, ou porque é do nosso sangue. Enxergamos os defeitos, nos chateamos, nos decepcionamos e até reclamamos, e ainda assim amamos ou suportamos.

Mas é do amor “ágape” que eu quero falar hoje, pois esse é o amor de Deus pelos seres humanos e que nós devemos ter também. Ele está sempre disposto a perdoar quem se aproxima dEle. Quer manter um relacionamento de forma incondicional e dar o Seu amor sem interesse, por isso tenta exaustivamente alcançar o homem, sem Se cansar.

Seu amor não está baseado em circunstâncias ou sentimentos, senão oscilaria e deixaria de ser perfeito.
Esse amor é alimentado pela fé e não pelo valor do outro ou por suas ações. Ele permanece, mesmo não sendo correspondido ou compreendido.

Esse é o único amor que suporta traição e rejeição. Ele nasce na mente e é provado com atitudes e decisões firmes. É o único capaz de servir sem interesse pessoal.

O Senhor Jesus amou Seus discípulos assim, por isso foi capaz de suportar a traição, o abandono e perdoá-los quando ainda sequer haviam se arrependido. Eles O amaram com o amor “phileo”, por isso tiveram medo das consequências de segui-lO e ficaram de longe.

Eles O conheciam fisicamente, mas não espiritualmente. Precisaram nascer da água e do Espírito para ter seus olhos abertos e amá-lO com um amor verdadeiro.

É bem fácil amar com o amor “phileo”, natural e passageiro. Mas aqueles que são de Deus serão sempre despertados para ir além e descobrir que o amor que permanece na eternidade é aquele capaz de suportar as injustiças, a ingratidão, as calúnias, o desprezo…

Esse é o amor que devemos semear com nossas vidas, mas poucos neste mundo estão dispostos.

Nos vemos por aqui e até a próxima semana!

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