O que deixamos na vida das pessoas?


Por Núbia Siqueira / Foto: iStock

Saudade é uma palavra difícil de definir e de encontrar sinônimos no dicionário. Normalmente ela chega de mansinho, quando nossa memória nos remete às recordações de pessoas, lugares ou circunstâncias boas que no presente já não desfrutamos mais. Essa ausência pode ter um ar nostálgico, mas ao mesmo tempo é doce e suave, capaz até de nos fazer sorrir sozinhos.

A Bíblia narra a história de Jeorão, um rei de Judá que, embora tenha recebido muito amor, bons ensinamentos e exemplos de seu pai, Josafá, subiu ao trono e agiu de forma contrária às instruções que recebeu. Ele desobedeceu a Deus, odiou e tramou o mal contra todos, tanto que chegou ao ponto de assassinar seus próprios irmãos. Foi idólatra, insensível, carrasco, e, para ter todo controle em suas mãos, oprimiu o povo agindo impiedosamente todos os dias de seu reinado. Mas, como tudo tem um fim, e Quem o decreta é o Próprio Deus, o profeta Elias recebeu a ordem Divina de enviar a Jeorão uma carta. Em suas linhas portava o aviso de que ele seria atingido pelo mal e, assim, arcaria com a consequência de seus atos. Os últimos anos da vida deste rei foram como uma antessala do tormento eterno, pois colheu o juízo da maldade que ele havia praticado (2Cr 21.12-20).

No auge do autoritarismo, as pessoas não podiam manifestar a rejeição que tinham a Jeorão. Porém, quando ele morreu, estavam livres para expressar o alívio que sentiam com sua partida. Isto é, o povo ficou tão feliz em saber da sua morte, que as Escrituras revelam que ninguém em Jerusalém queimou incenso, um costume da época praticado na ocasião da morte de um rei. Além disso, seus súditos não acharam justo colocar seu corpo junto ao sepulcro dos reis. Por isso, sepultaram-no sem honra alguma em um lugar qualquer. Jeorão não deixou marcas positivas, pelo contrário! Ele despertou nas pessoas que o conheceram, e naquelas que ouviram falar dele, o sentimento de repúdio e reprovação.

“ (…) e foi sem deixar de si saudades; e sepultaram-no na cidade de Davi, porém não nos sepulcros dos reis” (2Cr 21.20).

Ao ler a história triste deste homem, como não refletir em nossa própria vida? Estamos todos sujeitos às mesmas circunstâncias de Jeorão, ou seja, com a nossa vida podemos levantar alguém, mas também derrubá-lo; abençoar ou fazê-lo sofrer.

Nem precisamos morrer para provocar aversão nas pessoas, não é mesmo? Tem gente que o convívio é tão difícil que basta que ela se ausente um pouquinho para que todos os demais respirem aliviados. Por outro lado, têm pessoas que nem precisam falar. Só de estarmos próximos a elas aprendemos e somos inspirados a sermos melhores.

É loucura pensar que alguém permanecerá na mesma condição elevada sempre. Mais sandice ainda é fazer desta posição uma concessão para humilhar, desprezar, maltratar ou ferir o outro.

Tudo neste mundo é momentâneo, e ter consciência da nossa pequenez e finitude nos torna moderados e humildes.

Temos em Jeorão o modelo de pessoa que jamais podemos ser, pois quem faz mal ao seu semelhante, na verdade, faz mal a si mesmo. E quem despreza os Conselhos do Altíssimo, se destrói com suas más escolhas.

Nos vemos na próxima semana. Até lá!

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