HIV fez 1,7 milhão de novas vítimas em 2018

Maioria dos infectados fez sexo fora do casamento e sem proteção


Por Andre Batista / Foto: Getty Images

O vírus HVI, causador da AIDS, infectou 1,7 milhão de pessoas somente em 2018. O número foi divulgado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) em meados de julho.

De acordo com o documento “Atualização Global Sobre a Aids – Comunidades no Centro”, em que a informação acima está contida, mais da metade de todas as pessoas infectadas fazem parte das chamadas “populações-chave”.

Esse grupo de pessoas inclui: profissionais do sexo, pessoas que usam drogas, homens que fazem sexo com homens, transexuais, presidiários e parceiros sexuais de presidiários.

São raras as pessoas que recebem o vírus via transfusão de sangue. Acredita-se que as chances para que isso aconteça esteja em 1 para 2 milhões de transfusões de sangue.

Ou seja: a outra grande parte da população que contraiu HVI em 2018 o fez em consequência de sexo desprotegido.

Para a diretora do Unaids, Gunilla Carlsson, isso é extremamente preocupante. Especialmente porque cada vez mais jovens contraem o vírus.

“Continua a ser inaceitável que 6 mil meninas adolescentes e mulheres jovens, entre 15 e 24 anos de idade, sejam infectadas pelo HIV toda semana”, afirma ela.

Promiscuidade e doenças

O vírus HVI, sozinho, infectou 1,7 milhão de pessoas. Mas o número de infectados por todas as doenças sexualmente transmissíveis é imensamente maior. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada dia 1 milhão de pessoas contraem doenças sexualmente transmissíveis (DST) no mundo inteiro.

São tantas pessoas e tantas doenças no mundo, que até mesmo uma nova superbactéria incurável surgiu e está fazendo milhares de vítimas. Clique aqui para saber mais sobre ela.

Mas o que tem causado tudo isso?

O próprio documento da Unaids dá a resposta: sexo irresponsável.

O especialista em relacionamentos Renato Cardoso, coautor do livro “Casamento Blindado 2.0”, em seu podcast, chama atenção para o perigo que a banalização do sexo traz para cada pessoa.

“Promiscuidade não é legal”, alerta ele. “Não vamos nem argumentar as razões morais ou religiosas sobre isso, porque não é necessário. É a natureza quem está punindo isso. A Biologia está punindo este tipo de comportamento”.

E as punições são malignas. Conforme ele mesmo lembra, embora muitas pessoas não saibam, muitas DST são letais.

“Há pessoas que não acreditam em princípios morais, porque acham que isso depende da opinião de cada um. Mas a Biologia não está nem aí com modas ou novos tempos. A Biologia segue regras. Então, se as regras estão dizendo que vale tudo – eu durmo com um hoje, com outro amanhã, ou com três – a Biologia está dando o seu feedback.”

E a maneira mais eficiente para se proteger desse feedback mortal é guardando o sexo para dentro do casamento. A fidelidade ao matrimônio é a maior “vacina” contra DST.

Ouça a íntegra dessa edição do podcast “Escola do Amor Responde”, clicando aqui.

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