Guardar sentimentos ruins gera prejuízos emocionais e físicos

Pesquisas afirmam que sua saúde pode estar comprometida


Por Ana Carolina Cury / Fotos: Gettyimages e Cedida

Quem nunca ofendeu alguém, disse uma palavra na hora errada, teve um comportamento prejudicial ou interpretou algo de forma equivocada? Provavelmente, você passou por alguma situação em que magoou alguém (intencionalmente ou não) ou que foi magoado.

Mas como lidar com algo ou alguém que o feriu? Como seguir em frente sem peso na consciência e sem mágoa? A resposta está no perdão.

Perdoar faz bem para o corpo, a mente, a alma e o espírito, como mostram estudos da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos. Os resultados indicam que quem perdoa dorme melhor e que o perdão reduz a pressão arterial e isso diminui o batimento cardíaco, o que traz longevidade.

Já um estudo brasileiro, apresentado recentemente no 40º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), apontou relação entre dificuldade de perdoar e a ocorrência de enfarte agudo do miocárdio.

A master coach Ana Paula de Freitas detalha um dos benefícios de perdoar: “o perdão libera limitações emocionais que adquirimos ao longo da vida. Ele liberta das correntes do sentimento de mágoa”.

Não há felicidade
Quem não consegue perdoar e carrega ressentimentos acaba vivendo uma série de problemas. “Além de grandes insatisfações pessoais, essas pessoas podem desenvolver distúrbios emocionais, como estresse e depressão, e com isso prejudicar sua saúde física, imunológica e mental.”

Foi o que aconteceu com a promotora de vendas Gabriele Bacelar dos Santos, (foto abaixo) de 23 anos. Por reter mágoa de uma prima, ela acabou sofrendo sérias consequências. “A mágoa entrou na minha vida aos 17 anos. Vi minha prima, que considerava como irmã, ser agredida pelo namorado. Saí em sua defesa e ela ficou contra mim. Brigamos feio e, desde esse dia, além de odiá-la, me tornei uma pessoa amarga, tinha sentimentos negativos e me tornei rancorosa.”

Essa situação mal resolvida prejudicou todas as áreas da vida de Gabriele: “eu era uma pessoa que me magoava com facilidade, não conseguia namorar ninguém e tinha uma tristeza profunda na alma. Me sentia carregada espiritualmente”.

Tudo mudou quando, em abril de 2014, uma tia a convidou para ir à Universal. “Aceitei ir e conheci a fé inteligente. Foi lá que aprendi a importância tanto de perdoar o outro como de pedir perdão pelo que fiz. Liguei para a minha prima, pedi perdão e a perdoei também. Desde então, minha vida mudou.”

Gabriele parou de nutrir ódio e passou a cultivar bons pensamentos. “Hoje vivemos tão bem que nem parece que aquela situação aconteceu, mas isso só ocorreu porque eu entendi que sem o perdão seria impossível avançar tanto emocional como espiritualmente.

Quando a perdoei me libertei e pude conhecer verdadeiramente a Deus.”

Vencendo o orgulho
Mas, se perdoar faz tão bem, por que é tão difícil fazer isso? Um estudo publicado no European Journal of Social Psychology, da Universidade de Queensland, na Austrália, traz a resposta. A pesquisa solicitou que 228 voluntários descrevessem um episódio em que acreditavam ter prejudicado alguém. A recusa de se desculpar foi a atitude mais comum. De acordo com a pesquisa, essa postura está ligada à preservação da autoestima e a um comportamento defensivo.

Sendo assim, tanto perdoar quem lhe feriu como reconhecer um erro são atitudes que exigem a desconstrução do ego. Se foi você quem errou com alguém, é importante não apenas se desculpar como praticar o autoperdão. No caso de alguém ter machucado você, saiba que perdoar é uma decisão que não o obriga a voltar a conviver com quem o feriu nem significa que você concorde com os erros da pessoa que magoou você. Perdoar é seguir em frente e não desejar mal àquela pessoa. Você pode perdoar alguém e, ainda assim, manter limites que julgue necessários, como não ter nenhum contato se o fato envolveu agressões graves.

Mais próximo de Deus
Quanto ao aspecto espiritual, o Bispo Edir Macedo alerta que “muitos não têm a mínima ideia da importância do perdão.

Associam-no a algo corriqueiro que o tempo pode apagar. Se fosse tão simples assim, com certeza, o Senhor Jesus não o colocaria como obrigatório (como descrito em Mateus 6.14-15) nem que fosse preciso perdoar tantas vezes quantas fossem necessárias (confira em Mateus 18.22). O perdão é de Deus. A mágoa ou os ressentimentos são do diabo. O perdão salva, liberta, cura, transforma, enfim, identifica algo Divino. Se Deus, que é Justo Juiz, perdoa, quem é o ser humano para não perdoar?”

Por isso, quando a pessoa entende que o perdão é algo que faz tanto bem para ela mesma como para o outro, ela se torna livre, sem mágoas, alcança a paz e, sobretudo, se torna mais próxima do Autor da Vida, Aquele que nos perdoa sempre diante de nossa humilhação e arrependimento, mesmo que nossas dívidas sejam impagáveis.

Então, se Ele, que é Deus, nos perdoa, quem somos nós para não perdoarmos o próximo ou a nós mesmos?

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