Videogame: crianças esvaziam conta bancária da família com jogos online

Conheça o vício induzido pela indústria do game e a forma de proteger sua família


Por Andre Batista / Foto: Getty Images

Quatro crianças menores de 10 anos de idade gastaram todas as economias da família jogando videogame online. Em apenas três semanas, eles pagaram 550 libras esterlinas (o equivalente a mais de R$ 2.570) à empresa responsável pelos games.

O pai das crianças, Thomas Carter, percebeu que algo estava errado quando não conseguiu passar o cartão de débito ao realizar uma compra. Ao consultar o extrato bancário, descobriu dezenas de operações bancárias realizadas via videogame.

No caso, as crianças estavam comprando as chamadas “caixas surpresa” em um jogo de futebol. Cada uma dessas caixas oferecia ao cliente a possibilidade de obter novos jogadores para a partida. Mas os jogadores revelados só são exibidos após o pagamento. Ou seja: é uma loteria. Em busca de Lionel Messi, as crianças gastaram tudo o que os pais possuíam no banco. E não conseguiram o personagem do ídolo.

Inconformado, Carter afirmou: “Você paga caro pelo jogo, mas a única maneira de obter um ótimo time é essencialmente um jogo de azar”.

Formas de viciar

A empresa responsável pelo videogame devolveu o dinheiro a Carter e retirou os jogadores comprados, após uma longa negociação. Mas, isso não muda o fato de que milhares de outras crianças no mundo inteiro estão participando de jogos de azar.

Esse é um dos métodos que as empresas de games utilizam para ganhar dinheiro e viciar seus jogadores. O cliente sempre acredita que na próxima caixa surpresa conseguirá bons resultados, o que raramente acontece. E, quando acontece, o cliente é incentivado a continuar comprando para conseguir prêmios ainda melhores.

Outra técnica utilizada para gerar gastos de clientes é o jogo online. Disputando com pessoas via internet, os clientes sempre querem ter ferramentas melhores que os adversários. O problema é que essas ferramentas são pagas.

O jogo de futebol citado acima tem classificação indicativa de 3 anos de idade. Quase todos os jogos de videogame são liberados para menores de idade. Mas, se consomem tanto dinheiro e possuem loterias, não deveriam ser proibidos?

O papel dos pais

É aí que os pais se fazem importantes no controle das crianças. Esses jogos não apenas as fazem menosprezar o trabalho árduo, que é sustentar financeiramente uma família, como também vicia os pequenos.

A educadora e coordenadora nacional da Escola Bíblica Infantil (EBI), Jane Garcia, explica que, embora pareçam inocentes, jogos de videogame devem ser tratados com muita seriedade pelos pais:

“É como criar um leão. Quando é pequeno, parece um gato inofensivo, mas quando crescer terá comportamento de leão. Hoje, educar e criar filhos é um desafio. A era digital facilita muito a vida, mas faz um estrago enorme com essa liberdade e facilidade que vêm sendo embutida, diariamente, aos seres humanos, e em especial nas crianças”.

Por isso, os pais devem ser norteadores de tudo aquilo que os filhos consomem. Selecionar cuidadosamente as atividades das crianças, especialmente em relação ao uso de tecnologias.

Até a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a considerar o vício nos games como distúrbio mental”, informa Jane. “Além disso, o uso sem limites do videogame e até celulares pode causar diversos problemas, como isolamento social, lesões por esforço repetitivo, dores de cabeça e ansiedade”.

Mais do que proibir

A proibição por si só, porém, não funcionará com as crianças. A principal maneira de fazê-las se afastar do vício em games é oferecendo outras atividades prazerosas. E, principalmente, praticando essas atividades com os filhos.

“Sempre sugiro trocar o videogame por um pet, por brincadeiras ao ar livre, enfim, alguma atividade que envolva toda família e seja, de fato, saudável”, orienta Jane. “A infância não dura muito tempo, então, nada melhor do que aproveitar com responsabilidade. Com certeza, no final, a criança será bem mais feliz. E a família também!”

A própria EBI está organizando a Escola Bíblica de Férias (EBF), onde incentiva a participação dos pais junto com as crianças. Serão realizadas atividades como artesanato, pintura, culinária e teatro.

“Aproveitamos essa pausa do semestre e propomos dias diferentes a toda família”, explica a coordenadora. “As atividades são sempre com foco bíblico, mas de maneira prazerosa. Assim, mostramos às crianças e à família que seguir a Jesus é tudo de bom e não tem nada a ver com caretice”.

Saiba mais sobre a EBF clicando aqui e acessando o site da EBI.

 

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