Sua reação aos problemas amorosos pode determinar seu sucesso ou fracasso

Conheça histórias de pessoas que vivenciaram dramas no amor e tiveram respostas emotivas. Entenda a importância de reagir às dificuldades usando a razão


Por Ana Carolina Cury / Fotos: Gettyimages e Demetrio Koch

As pessoas gostam de planejar sua vida para alcançar a realização. E não é diferente no que se refere à área amorosa. O sonho de namorar, noivar, casar e ter um matrimônio de sucesso é unanimidade. Mas e quando as coisas não saem como esperado? O parceiro revela uma face até então desconhecida, o namorado decide romper o relacionamento ou parece que o par ideal nunca chega.

Independentemente das circunstâncias, é preciso saber como reagir às adversidades que surgem na vida a dois. “A verdade é que as pessoas normalmente não se preparam para lidar com as dificuldades. Quando são surpreendidas por algo ruim, a primeira resposta tende a ser automática, ou seja, fazem algo sem pensar. Vão direto da ação para a reação, como um animal qualquer faria, porque essa atitude é gerada por um instinto básico de defesa”, observa a médica psiquiatra Hebe de Moura.

O mais curioso é que o que diferencia o ser humano de outros mamíferos é o cérebro com um córtex frontal altamente desenvolvido, que é a área responsável pela inteligência e pela capacidade de analisar e comparar fatos antes de tomar uma decisão. Ou seja, o homem tem o poder de usar a razão e não ser refém do instinto.

Então, por que, mesmo assim, muitos preferem reagir de forma emotiva e irracional aos obstáculos da vida amorosa? “Porque escolhem não enfrentar a realidade e criam em suas mentes sonhos e ilusões, ou seja, romantizam muito e quando surge um problema se desesperam e se vitimizam. Para saber reagir corretamente, é preciso buscar as ferramentas certas para saber como reagir quando a tempestade atingir seu relacionamento”, orienta a especialista.

Com mágoas
A mágoa é uma das piores formas de reagir. Foi assim que a empresária Aline Patrícia Pinheiro de Campos, (foto abaixo) de 32 anos, agiu quando descobriu a traição do marido, o motorista Wagner Aparecido França, de 36 anos.

“Depois de três anos juntos engravidei e durante a gestação descobri que ele estava me traindo com uma moça do trabalho. Decidi não me separar, mas guardei muita raiva no meu coração e tive depressão”, relembra.

Esses sentimentos fizeram com que, anos depois, ela também o traísse. “Me envolvi com um rapaz da faculdade e fiquei mais de um ano com ele. Pensei que estaria me vingando, mas, na verdade, essa atitude só aumentou minha ferida emocional”, conta.

Wagner também sofreu muito quando soube que ela tinha um caso. “Me senti culpado e chorei muito. O pior é que já frequentávamos a Universal, mas não levávamos a sério o que ouvíamos. Em meio a tanta dor, decidi buscar ajuda espiritual. Nas palestras da Terapia do Amor, aprendi a ser um marido de verdade”, diz.

Arrependida, Aline decidiu fazer o mesmo. “Não aguentava mais ter uma vida dupla e decidi me entregar a Deus. Me batizei, abandonei meu amante, mudei meu comportamento, meu caráter, enfim tudo. Hoje, quando temos um problema, conversamos com calma para resolvê-lo e buscamos não deixar nada para depois”, afirma.

Ambos se perdoaram e deixaram o passado para trás. “A mágoa nos fez ter atitudes horríveis. Eu a traí por me sentir rejeitado e ela por vingança. Hoje somos unidos, procuramos estar sempre juntos, respeitamos as vontades um do outro e praticamos o amor inteligente”, completa Wagner.

De forma emotiva
Foi também no sentimento de rejeição que a designer de interiores Brunna Perez Mascaro, (foto abaixo) de 19 anos, apoiou suas reações. Ela insistiu em um namoro que não tinha futuro e, quando o rapaz decidiu romper, ela perdeu o chão. “Ele me tratava muito bem no começo do namoro e eu ‘me derreti’. Não demorou muito para fazer dele meu tudo, minha prioridade, fazia tudo por ele. É claro que, com o tempo, ele passou a me desvalorizar.”

O príncipe encantado só existia nos pensamentos dela. As brigas se intensificaram e o namoro acabou. “Ele saía mais com os amigos do que comigo. Me deixava esperando, bebia, mentia, tinha uma vida oposta à minha, mas eu preferia não enxergar essa realidade e acreditava que nossa relação poderia dar certo. Eu continuava lá, insistindo por nós, até que um dia ele disse que não mudaria e rompemos”, lembra.

Naquele momento, o vazio que existia no interior de Bruna se revelou ainda maior. “Fiquei totalmente perdida. Minha reação foi me apegar às pessoas na tentativa de aliviar o sofrimento. Era como se meu sol tivesse se apagado. Mas, a verdade, é que nada me fazia feliz”, fala.

Em mais uma madrugada de insônia, seus pais a convidaram para ir à igreja. “Lembro que cheguei em um domingo, no final de setembro de 2018. Tudo que ouvi me levou a preencher o buraco que existia dentro de mim. O Espírito Santo me ensinou que não preciso de outra pessoa para ser feliz, mas da presença dEle. Hoje não estou namorando, mas estou completa. Não sou mais carente nem ansiosa. Aprendi a reagir usando a razão e a confiança nEle”, conclui.

Ceticismo
Ao contrário de Bruna, a funcionária pública Elma de Oliveira, (foto abaixo) de 35 anos, não reagiu bem ao fato de estar solteira. “Tive um relacionamento sério em 2013 e não deu certo. Desde então, não namorei mais ninguém. Para mim foi muito difícil o fato de ter que superar o término e ter uma vida de solteira. Inicialmente, pensei em focar na carreira e não queria saber de amor. Me tornei uma pessoa cética quanto à vida amorosa”, relata.

Com o pensamento de conquistar a independência financeira, Elma não cuidou das marcas que o ex-namoro tinha deixado nela. “O trauma do rompimento ficou dentro de mim e quando alguém se aproximava querendo me conhecer melhor logo me fechava e não me interessava por ninguém”, revela.

Com o passar dos anos, ela notou que a solidão havia dominado sua vida. “Vi que não tinha ninguém para compartilhar minhas conquistas e isso passou a me incomodar. Minha família dizia que eu estava envelhecendo e que ninguém iria me querer. Passei a acreditar naquelas palavras e a me sentir inferior. Lembro que, com medo de ficar sozinha, comecei a procurar uma pessoa para me relacionar, mas não encontrava ninguém”, acrescenta.

Durante esse período crítico, ela pensou até em buscar pretendentes fora da igreja. Em meio a esse turbilhão de pensamentos, uma senhora fez um convite especial. “Ela me convidou para fazer um curso no grupo Raabe. Não tenho palavras para expressar o quanto esse curso me ajudou a vencer o medo de ‘ficar pra titia’. Aprendi que preciso primeiramente cuidar do meu interior antes de conhecer alguém.

Neste ano passei a frequentar a Terapia do Amor e, apesar de ainda estar solteira, me sinto feliz e realizada”, conclui.

Na força do braço
Muitos tentam lutar com a própria força, como fez a assistente administrativo Adriana Romão de Novaes, (foto abaixo) de 44 anos. Quando ela se casou com o empresário Eduardo Vieira Chagas, de 45 anos, imaginou que tudo seria perfeito. “Tinha o sonho de me casar e achei que o romantismo aumentaria a cada dia. Ledo engano. Só fui conhecê-lo de verdade quando fomos morar juntos. Mesmo casado, ele seguiu tendo uma vida de solteiro, ou seja, saía com os amigos e não me dava atenção”, recorda.

Eles tiveram dois filhos e Adriana passou a cobrar mais ajuda e atenção do marido, mas ele ficava cada vez mais ausente. “Ele começou a sair para beber e, além disso, teve uma noite que achei um papelote de cocaína nas roupas dele. Naquele momento, descobri que ele tinha vícios. Imediatamente o chamei para conversar, mas ele negou que usava drogas. Fingi que acreditei e não reagi”, explica.

O tempo foi passando e o vício ficou explícito. “Ficava calada. Não estava lutando por nenhuma mudança. Até que me revoltei e passei a brigar com ele. Lembro que um dia fui até o bar para buscá-lo e bati nele. Queria resolver aquela situação na força do braço, mas essa atitude não me ajudou a
mudá-lo”, conta.

Sem saber como lidar com os problemas, eles se separaram. “Em 2014, estava sozinha assistindo ao programa da Universal na TV e decidi ir a uma palestra. Lá, entendi que a ferramenta que deveria usar para reverter meus problemas amorosos era a fé. Passei a obedecer tudo o que era falado e meu comportamento mudou. Não demorou para que o Eduardo notasse a diferença em minhas reações e querer saber o que eu tinha feito”, observa.

Adriana não brigava mais com ele. Em vez disso, fazia correntes, propósitos e jejuns para que o ex-marido ficasse livre dos vícios. “Eu vi o sobrenatural acontecer. Ele pediu para ir à igreja comigo. Lá, decidiu abandonar a vida errada e lutar por nós. Reconstruímos nosso casamento e posso dizer que hoje somos felizes. Isso só aconteceu porque lutei e aprendi a reagir com as armas corretas”, conclui.

Reagindo da forma certa
O palestrante e apresentador Renato Cardoso ressalta a importância de ser forte emocionalmente e espiritualmente para reagir da melhor maneira frente aos problemas. “Quando você está sendo pressionado, atacado por um problema, sua reação imediata determinará o resultado final: se o problema vai lhe derrotar ou se vai se transformar em uma grande experiência de superação. Utilize essa arma que

Deus lhe deu e que está contida em Provérbios 24.10: ‘Se te mostras fraco no dia da angústia, a tua força é pequena’. Não estou falando aqui de reações emotivas, mas da reação inteligente, usada para o bem, para superar um
problema,” detalha.

A emoção faz que a pessoa aja por impulso e pense no sentimento do momento, mas, do outro lado, há a razão. Agir com a razão é pensar no amanhã, nas consequências de uma decisão. A razão coloca um freio na emoção.

Pessoas que não controlam seus impulsos estão sempre a ponto de explodir. A vida é feita de escolhas e em cada delas há um duelo entre razão e emoção, consciência e coração. Por isso, o melhor caminho para reagir da forma correta frente às surpresas negativas, principalmente no que tange à vida amorosa, é conquistar inteligência emocional e espiritual.

Sem dúvida, com esse fortalecimento, o Espírito do Autor da Vida, o Espírito Santo, o guiará para que as melhores atitudes, aquelas que colaborarão para o seu bem-estar, sejam tomadas.

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