Cuidado com a hepatite

Hepatites B e C não costumam apresentar sintomas, mas podem levar à cirrose e ao câncer no fígado. Conheça os tipos da doença e previna-se


Por Rê Campbell/ Arte: EdiEdson

A hepatite é uma inflamação no fígado e pode ser causada por vírus, medicamentos, álcool e drogas. No Brasil, mais de 66 mil mortes associadas às hepatites virais foram registradas entre 2000 e 2016, segundo o Ministério da Saúde. A hepatite C foi responsável por 75,8% das mortes, enquanto a hepatite B foi associada a 21,4% delas. Existem cinco tipos de hepatites virais: A, B, C, D e E. Para ajudar a combater a doença, o governo federal sancionou no início do ano uma lei que institui o Julho Amarelo, mês dedicado a ações contra as hepatites virais.

Muitos brasileiros não sabem que têm hepatite, pois os tipos B, C e D não costumam apresentar sintomas. Por isso, é importante fazer exames. Sirlene Caminada, coordenadora do Programa Estadual de Hepatites Virais de São Paulo, alerta que as hepatites B e C são graves.

“Os vírus das hepatites B e C afetam as células do fígado e podem causar fibrose, cirrose e câncer. No caso da hepatite B, quando a doença se torna crônica, o paciente precisa de tratamento para o resto da vida”, alerta.

Vacine-se
A vacina é a melhor forma de prevenção contra a hepatite B. “No Brasil, temos vacina gratuita para a população contra a hepatite B. Ela é eficaz e muito segura. Não usa vírus vivo atenuado, então há pouca reação”, informa Sirlene, destacando que desde 2016 a vacina foi incluída no calendário de vacinação dos adultos e é aplicada em três doses. Para as crianças, a primeira dose é dada poucas horas após o nascimento. Se você, leitor, nasceu antes de 1998 e não tomou a vacina, procure um posto de saúde.

Cuidado na manicure
A hepatite C é o tipo mais comum no Brasil. A transmissão é por sangue contaminado e não existe vacina contra o vírus. Por isso, é preciso ter cuidado ao fazer as unhas em salões ou passar por procedimentos como micropigmentação de sobrancelha. “É importante levar o próprio alicate ao fazer manicure”, esclarece a infectologista Vanessa Lentini da Costa Spilleir, professora na faculdade Santa Marcelina.

Tratamento
A hepatite C pode ser curada com o tratamento oferecido gratuitamente pelo SUS. “Desde 2015, nós temos a possibilidade de tratá-la com medicamentos administrados por via oral e com poucos efeitos colaterais. O tratamento dura de 12 a 24 semanas e o paciente fica curado”, diz Sirlene. Quanto mais rápido a doença for identificada e tratada, menores são as chances de ter lesões graves no fígado.

Remédios
Além das hepatites virais, os medicamentos também podem causar inflamação no fígado. “O uso contínuo de medicamentos, como paracetamol, além de anabolizantes e shakes de emagrecimento, pode levar à hepatite medicamentosa. Evite a automedicação”, diz Vanessa.

 

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