Família se une na fé contra a Esclerodermia

Saiba como o adolescente João Vitor venceu uma doença autoimune


Por Kelly Lopes / Foto: Mídia FJU Rio de Janeiro

Não há nada mais preocupante para os pais do que ver seu filho doente, ainda mais quando a doença é vista como incurável pela medicina. O casal de administradores Liliane Pessoa de Castro, de 42 anos, e Márlon Marcos de Castro, de 45 (foto acima) teve essa preocupação em 2012, quando o filho deles, João Vitor Pessoa de Castro, tinha apenas 7 anos (foto abaixo).

De acordo com os pais, tudo começou com uma mancha marrom que apareceu na coxa esquerda de João. A princípio parecia uma picada de mosquito, porém, com o passar dos dias, além de persistir, a mancha se espalhou. Então eles decidiram levá-lo ao dermatologista. Depois da consulta, o diagnóstico foi de esclerodermia linear, uma doença autoimune, condição que ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo.

“Ele iniciou um tratamento, que durou dois anos, com uma pomada de alto custo, mas as manchas foram se espalhando para outras regiões do corpo. O local onde elas surgiam ficava rígido. O tratamento não teve resultados”, recordou Liliane.

Em 2014, sem sucesso no tratamento, a dermatologista aconselhou que buscassem a ajuda de um reumatologista, área médica especializada em doenças que acometem os tecidos conjuntivos, que incluem as articulações, os ossos, os músculos, os tendões e os ligamentos.

A reumatologista solicitou diversos exames e confirmou o diagnóstico que já tinha sido dado dois anos antes. Naquele momento, as manchas já haviam aparecido em diferentes partes do corpo, como pé, cintura e barriga. A médica alertou que não nasceriam pelos na região em que as manchas surgissem. Um dos riscos que a doença apresentava era impedir o desenvolvimento dos ossos, o que afetaria o crescimento do menino.

Medicação dolorosa
A orientação médica era para que a família esquecesse a parte estética e se preocupasse em manter a saúde dos órgãos internos do menino. João, então, deu início a um longo tratamento para controlar a evolução da esclerodermia, que para a medicina não tem cura. Desta vez a medicação trouxe traumas para João. Eram injeções semanais que lhe causavam enjoos e dores.

A família tinha começado a frequentar a Universal pouco tempo antes de receber o diagnóstico de João. Para Márlon Marcos, a doença veio para desanimar a fé deles, porém eles decidiram perseverar na fé e na confiança em Deus.

Juntos faziam propósitos nas correntes de cura, realizadas às terças-feiras, e usavam a água do tratamento apresentada para Deus em favor da cura dos enfermos, aos domingos.

“Todos os dias eu passava a água do tratamento no local da primeira lesão que apareceu nele e também bebíamos um pouco determinando a cura em oração. Sempre tivemos a certeza da cura do João e sabíamos que seria no tempo de Deus e não no nosso”, disse Márlon.

A cura
Na adolescência, João se revoltou contra a doença, pois já não aguentava mais tomar as injeções. Ele passou a orar sem depender da fé dos pais e pedia a Deus que o curasse. “Já não suportava aquela situação que me entristecia muito. Em orações determinei minha cura usando a água do tratamento e a resposta veio de Deus.”

No início de 2019, a equipe médica avaliou os novos exames e decidiu suspender o tratamento. As lesões já não tinham o aspecto endurecido como antes e, por isso, seria necessário apenas o acompanhamento periódico. A doença, finalmente, não apresentava mais sinais de evolução.

A mãe de João diz que, naquele momento, chorou de alegria, pois não aguentava mais ver o sofrimento do filho. Ela sabia que Deus tinha curado seu filho. “Hoje o João está curado. Para quem poderia ter o crescimento afetado, digo que ele mede 1m74 aos 14 anos. Até os pelos no corpo estão normais. Hoje é só alegria”, disse Liliane.

Para João e seus pais, a cura foi uma resposta da fé e da perseverança deles em Deus. A família segue fazendo o tratamento com a água consagrada em favor da saúde.

O que é a esclerodermia?

Trata-se de uma doença rara, de causa desconhecida, que atinge o tecido conjuntivo, que sustenta os órgãos e sistemas do corpo humano. É autoimune e não contagiosa. Sua principal característica é o espessamento da pele, que pode ser percebido pela rigidez ao toque e nas articulações. Existem dois tipos de esclerodermia: a sistêmica e a localizada.

A sistêmica afeta a pele e os órgãos internos do organismo, como esôfago, pulmão e rins. Esta é a forma mais frequente em mulheres, sendo mais comum a partir dos 40 anos.

A localizada afeta áreas restritas da pele, sendo mais comum em crianças. Pode ser do tipo linear, quando as áreas de espessamento da pele são no sentido vertical do corpo, ou morfeia, forma clínica mais comum e que se apresenta por meio de uma ou mais placas de pele espessada com graus variados de pigmentação. Ela pode atingir os tecidos mais profundos (músculos e ossos) e retardar o crescimento ósseo da criança.

O tratamento pode ser feito com medicações tópicas aplicadas diretamente na pele, por via oral ou injetável, com corticoides e imunossupressores. Para a medicina a esclerodermia não tem cura. É fundamental que o paciente procure ajuda médica para fazer o tratamento.

Fontes: Sociedade Brasileira de Reumatologia e Sociedade Brasileira de Dermatologia

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