A rotina da fé

Para aqueles que têm um verdadeiro compromisso com Deus, fazer tudo o que se relaciona a Ele é um prazer, mas é um peso para os que não se firmaram diante dEle. Qual é o seu caso?


Por Marcelo Rangel / Foto: iStock

O Senhor Jesus usava exemplos do dia a dia, como vemos no Novo Testamento, para ilustrar Seus ensinamentos.

Certa ocasião, citou a história de um agricultor para fazer os ouvintes entenderem os frutos da fé (Mateus 13), a de um administrador para falar de servir a Deus e ao materialismo ao mesmo tempo (Lucas 16) e a de um pastor que encontra uma ovelha perdida para falar do resgate dos afastados (Lucas 15).

Enquanto muitos sacrificaram tudo de si mesmos para ter uma vida plena sob o direcionamento de Deus, receberam o Espírito Santo e vivem o verdadeiro prazer de conviver com Ele 24 horas por dia, infelizmente, também não são poucos os que ainda estão “de bobeira” na fé, ou seja, apesar de tê-la à mão, não fazem uso dela para se tornarem realmente filhos de Deus e ficarem munidos de Seu Espírito. São esses que veem tédio na rotina de um cristão verdadeiro ou até realizam certas ações, mas só como uma obrigação, um peso.

O Pastor Leandro Maquinez usa o mesmo método do Senhor Jesus, os exemplos cotidianos, para fazer o leitor pensar a respeito de tudo isso. “Vamos imaginar a rotina de um dentista. Todos os dias alguém chega ao seu consultório e relata um problema comum: uma cárie, um dente quebrado, uma dor, etc. Provavelmente existem uns dez motivos mais frequentes que causam mais de 90% das consultas. E será que o dentista se cansa dessa rotina?

Não! Isso porque ele se sacrificou por ela, estudou mais de seis anos para alcançar esse sonho”, comenta o Pastor.

Depois, ele cita os pilotos de aeronaves. “Os mais maduros acumulam milhares de horas de voo. Fazem sempre o mesmo: decolam, voam, aterrissam – talvez, centenas de vezes em um mês. Será que odeiam essa rotina? Não! Eles a amam. Sacrificaram muito para estar ali”, justifica, lembrando do tempo dedicado àquele sonho de voar cultivado, muitas vezes, desde a infância.

Mas o Pastor também usa o exemplo de uma situação contrária a essas. “Pensemos em um advogado que está atuando como vendedor de automóveis. Ele se sacrificou para se tornar jurista. Mesmo que ganhe um bom dinheiro para vender carros, ficará frustrado, essa rotina será um peso para ele, pois é diferente daquela pela qual se sacrificou estudando Direito.”

Em seguida, ele compara esses relatos às atitudes de quem é cristão de verdade. “O mesmo acontece com aquele que está no Altar. Se ele sacrificou sua vida e seus sonhos para servir a Deus, ama a rotina do Altar. Acorda, medita na Palavra de Deus, vai à Igreja, vive o que aprende. Para quem sacrificou, essa rotina é uma maravilha! Anos e anos podem passar, mas ele nunca enjoa”, detalha.

No entanto, ele lembra que “para quem não sacrificou sua vida no Altar, a rotina da fé é um peso. Ele vive pensando em quebrá-la e em fazer algo diferente porque não consegue ter prazer no cotidiano. Se alguém não está feliz com a rotina que tem, é porque não sacrificou para estar ali”, destaca.

Com a sabedoria do Espírito Santo, usando o raciocínio da fé, o Pastor esclarece uma dúvida que muitas pessoas têm: por que muitos frequentam uma igreja e suas vidas simplesmente não seguem em frente?

Simples: porque, na verdade, essas pessoas não estão totalmente no Altar, ou seja, na presença do próprio Deus, sob Sua direção. Elas até vão às reuniões, dão o dízimo, podem frequentar os encontros da Força Jovem Universal (FJU) ou comparecer às palestras do IntelliMen, mas põem seu coração e sua mente no que fazem? Estão ali verdadeiramente livres do pecado, que só as afasta de Deus, ou pensando em suas próprias vontades “lá fora”, enquanto ali dentro só “batem ponto” e estão por obrigação?

Contudo elas ainda se acham no direito de questionar o próprio Deus pelo fato de suas vidas não decolarem, enquanto Ele está ali à disposição, mas elas é que não se submetem verdadeira e inteiramente a Ele e à Sua vontade.

É por isso que, para muitos, estar na presença do Altíssimo dia e noite, seja na igreja, seja em qualquer outro lugar, é seu verdadeiro prazer. Enquanto, para outros, a rotina da fé é um simples cumprimento de agenda.

Ocorre, porém, que uma agenda serve, no máximo, para lembrar um compromisso momentâneo. Mas ter um compromisso permanente e eterno com o próprio Deus gera o verdadeiro prazer de viver esta vida, enquanto se fica à espera da outra ao lado dEle.

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