Eventos pelo Dia das Mães apoiam mulheres, contra preconceito por filhos encarcerados

“A gente não escolhe ter filho bandido. Quando eles nascem, a gente não fala: ‘Vai ser bandido’.”


Por Unicom / Fotos: Cedidas

Em celebração ao Dia das Mães, o programa social Universal nos Presídios (UNP) realizará, no próximo domingo (12), diversas atividades para acolher e homenagear as mães daqueles que estão privados de liberdade e também as mães que estão presas em penitenciárias de todo o Brasil. Cerca de 100 mil familiares serão beneficiados.

O evento será realizado dentro e fora dos presídios com atividades diferenciadas, como dia de beleza, doações de cestas básicas, palestras, café da manhã ou da tarde, de acordo com a programação local de cada estado. Os voluntários também estão preparando lembranças para serem entregues a todas as mães.

Em Goiânia (GO), além de uma mesa farta de café da tarde, os voluntários organizarão um bazar solidário com mais de 5 mil peças de roupas femininas que serão oferecidas gratuitamente, em frente ao Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, o maior do estado. O evento será iniciado às 14h e são esperadas mais de 3.500 mães.

“O nosso objetivo é representar os filhos, homenageando suas mães, que não os abandonaram nem no pior momento de suas vidas”, disse o responsável pela UNP da localidade, Pedro Paulo dos Santos.

Condenadas com os filhos

“A gente não escolhe ter filho bandido. Quando eles nascem, a gente não fala: ‘Vai ser bandido’. Eu tracei um caminho, ensinei valores, levei para a escola. Mas aí, ele achou que tudo o que eu fiz era pouco e entrou para o crime”, lamenta Antônia Pereira, mãe de um jovem goiano, preso há quase dois anos.

Ela conta que desde que conheceu os voluntários do UNP, deixou de olhar para o preconceito que sofria e começou a lutar pela ressocialização do seu filho. “Aquele sentimento de condenação, de culpa, só me destruía. Hoje, eu me sinto acolhida, valorizada e mais forte para enfrentar os problemas do dia-a-dia”, relata.

O representante local da UNP afirma que essa realidade é muito comum entre as outras mães de encarcerados. “Enquanto eles cumprem pena no sistema prisional, outras condenações e violências recaem sobre as progenitoras. São condenadas pela sociedade e pela própria família. Muitas sofrem de autocondenação e procuram, em suas trajetórias, algum ato falho que justifique a conduta dos filhos”, finalizou.

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