Por fora a “perigo”, mas, por dentro, só cacos

Apesar de ter crescido em um lar cristão, ela fez escolhas que só lhe feriram. Conheça a história de Jackie Kasabian, de 22 anos


Por Flavia Francellino / Fotos: Demetrio Koch e Cedida

Aos 16 anos, Jackie Kasabian, hoje com 22 (foto acima), morava com os pais no Estado do Tennessee, nos Estados Unidos. Mesmo tão nova, ela já tinha sido detida pela polícia quatro vezes. “Nas três primeiras os motivos foram brigas: duas na escola e uma na rua. Alguém falava alguma coisa, eu retrucava e dizia ‘vamos resolver isso na mão’”, se recorda. A quarta vez foi porque agrediu a própria mãe que não permitiu que ela saísse. “Para provocar minha mãe, fui à cozinha pegar uma faca. Coloquei no meu pulso e falei: ‘se não me deixar sair, vou me matar aqui mesmo.’ Ela veio tirar a faca de mim e lhe dei um murro. Os vizinhos chamaram a polícia por causa da gritaria.”

Jackie já tinha um histórico de rebeldia desde os 13 anos. Ela nasceu em um lar cristão e sempre recebeu ensinamentos dos pais sobre o que era certo e errado. Contudo, naquela época, ela não os entendia.

Ainda nessa fase, atitudes de bullying começaram a lhe ferir. Ela ouvia frases como “você é cafona”, “só se cobre” e “não usa maquiagem”, entre outras. “As pessoas reparavam nos meus defeitos – que, na verdade, não eram. Eu ficava calada, abaixava a cabeça, mas chegou a um ponto que não aguentei mais e me tornei uma pessoa que não levava desaforo para casa”, diz.

Depois ela descobriu uma forma de aliviar os sentimentos ruins: a automutilação. Ela relata que “preferia sentir dor no corpo a na alma”. Aos 17 anos, ela saiu de casa e foi morar sozinha em Boston, capital de Massachusetts.

Ela se torna “perigo”
Em Boston, Jackie começou a trabalhar como recepcionista até o dia em que conheceu a promotora de um famoso clube da cidade. “Apesar de ter apenas 18 anos, fui contratada para trabalhar lá. Um gerente de modelos me viu numa noite e achou que eu fosse ‘um potencial’ e aí nasceu a Danger (perigo, em inglês)”, narra.

Ela passou a fazer sessões de fotos, videoclipes e eventos. “Viajava muito em Boston, para Miami e Nova York, entre outros, mas, para que eu fosse aquela personagem, eu tinha que estar sob efeito de maconha ou álcool”, lembra a jovem, que logo se tornou dependente química.

Ela conta que sempre estava triste. “Sozinha, chorava, me mutilava, bebia mais ainda e fumava mais maconha. Era uma pessoa triste e queria morrer. Mas, na frente dos outros, era a ‘Danger’”, destaca.

 

Na ânsia de obter mais dinheiro, Jackie virou dançarina. “Então, a ‘ficha caiu’. Certa noite, fiquei sentada onde as meninas se trocavam, me olhando no espelho, e falei para Deus: ‘o que estou fazendo aqui?’”

Determinação
No dia seguinte, Jackie assistiu a uma reunião na Universal. “Meu pai já tinha sido Pastor naquela Igreja e, por isso, as pessoas sabiam quem eu era”, conta. Vencendo a vergonha, ela retornou outros dois dias e falou para Deus o que sentia. Em seguida, alcançou a paz de que precisava. Ao abandonar os velhos hábitos, Jackie teve foco para receber o Espírito Santo. Então, o vazio que sentia foi preenchido. Hoje ela diz que “é feliz de dentro para fora” e tem uma vida transformada. Ela e seus pais servem a Deus, atualmente, no Havaí.

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