Homem é linchado e queimado vivo após fake news

Notícia dizia que seu filho era estuprador. População torturou e o matou. Entenda o caso


Por Andre Batista / Foto: iStock

Um homem de 48 anos foi linchado e queimado vivo pela população da cidade de Comodoro Rivadavia, no sul da Argentina. Os crimes aconteceram após fake news serem espalhadas na internet.

Tudo começou quando um menino de 12 anos de idade foi estuprado na volta da escola. Rapidamente a população espalhou o caso pelo WhatsApp, afirmando que o agressor moraria na região. Aos poucos, essa informação – até hoje não confirmada – se transformou em acusação contra um rapaz de 21 anos de idade.

A população, revoltada, foi até a casa do acusado. Avisado sobre o que estava havendo, ele não foi para casa. Entretanto, seu pai estava lá. Ele tentou fugir, mas não pôde.

O povo tentou atropelá-lo, mas a polícia evitou. Tentou amarrá-lo e arrastá-lo pela cidade, mas a polícia também impediu. Infelizmente, os dois policiais presentes não foram capazes de impedir que a população espancasse e ateasse fogo ao homem.

Os assassinos não souberam que a vítima do estupro já havia negado que aquele rapaz fosse o agressor.

Em tempos de fake news, não apresse seu julgamento

O acusado precisou ser escoltado pela polícia até a delegacia para não ser morto também. Quatro suspeitos pelo homicídio foram presos. A Justiça investigará a ação dos dois policiais presentes durante o crime.

A cidade de Comodoro Rivadavia fica na província de Chubut. O ministro do governo da região Federico Massoni declarou: “O que aconteceu foi uma loucura total. Produto do uso irresponsável das redes sociais, que apontou uma pessoa de maneira equivocada”.

Entretanto, além da irresponsabilidade da fake news, também foi irresponsabilidade das pessoas que acreditaram. Não é possível apenas culpar as “redes sociais”. A culpa é das pessoas que criam, compartilham e julgam as vítimas das fake news sem investigar.

Uso da inteligência

“Pessoas que usam sua inteligência mais plenamente procuram compreender e não são rápidas para julgar. Rotular alguém por uma coisa que ouviu sobre ele, nunca figura em suas mentes”, afirma o escritor Renato Cardoso, criador do Projeto IntelliMen.

De acordo com ele, pessoas inteligentes “não acreditam em rumores, principalmente nesta era de fake news, grupos de interesse e juízes graduados em redes sociais”.

Portanto, antes de crer no que te enviam por WhatsApp ou qualquer outra rede social, investigue o que se está sendo dito. Especialmente se a notícia falsa é sobre alguém.

“Pessoas inteligentes procuram conhecer o máximo possível sobre este alguém — sua história, suas escolhas e motivações. E, se isso não for possível, suspendem seu juízo e aguardam o tempo mostrar”, conclui Renato Cardoso.

Leia a reflexão completa do escritor clicando aqui.

 

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