Redes sociais elevam risco de depressão em meninas

As adolescentes que acessam essas mídias são duas vezes mais propensas a ter o problema do que os meninos


Por Janaina Medeiros / Foto: Fotolia 

Um estudo da University College London, do Reino Unido, revelou que existe ligação entre o uso excessivo de redes sociais e a depressão em meninas. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram quase 11 mil adolescentes.

Eles descobriram, primeiramente, que dois quintos das meninas de 14 anos acessam as redes por mais de três horas diárias, enquanto somente um quinto dos meninos dessa faixa etária fica conectado pelo mesmo período.

A partir dessa relação, verificaram que as adolescentes são duas vezes mais propensas do que os meninos a mostrar alguns sintomas de depressão. Nas meninas, os sinais do transtorno aumentavam gradualmente conforme também aumentava o número de horas que permaneciam nas redes sociais. Já entre os meninos, esses sinais eram notados quando passavam três ou mais horas por dia conectados às redes.

Os cientistas descobriram que 40% das meninas e 25% dos meninos tinham experiência de assédio on-line (cyberbullying). O estudo ainda revelou que elas também apresentavam outros problemas, como baixa autoestima, insatisfação com a própria imagem e insônia.

Efeitos nocivos
Embora a internet traga benefícios, muitas vezes não é usada de forma saudável. Muitos jovens têm o hábito de comparar a própria vida com a de outras pessoas nas redes sociais.

Esse comportamento pode causar consequências drásticas, explica o psicólogo Thiago Matos Destro: “o adolescente acaba ficando triste, desanimado, porque vê que a vida dele não é tão boa quanto a de outra pessoa que ele viu na postagem.”

A aparente felicidade publicada pode desencadear outros sentimentos negativos. Segundo o profissional, os jovens veem nas mídias sociais a oportunidade de serem aceitos. Se virem que alguma postagem não recebeu curtidas ou comentários, ficam frustrados. Se ocorre o contrário, com a obtenção de muitas curtidas, ficam ansiosos. “As curtidas e os comentários trazem uma satisfação passageira. Então, logo eles sentem necessidade de postar novamente”, justifica o psicólogo.

Ele reforça que o uso excessivo das redes também contribui para a solidão. “Os jovens deixam de estar em outros ambientes e as interações sociais ficam restritas apenas à rede social”, diz.

Solução
Para que haja equilíbrio no uso das redes sociais, é preciso limitar o número de perfis seguidos e não interromper as atividades diárias para acessá-las.

Thiago Destro recomenda que os pais estimulem os adolescentes a usufruírem de outros ambientes. “Ir ao cinema, sair para ver amigos, fazer uma leitura e passear no parque são alternativas para estimular que se desconectem das redes”, sugere.

Se você percebe que seu filho ou alguém do seu convívio tem mostrado sinais de depressão e que o uso das redes sociais tem contribuído para isso, converse com ele, mostre o isolamento que a internet está lhe causando e escute o que ele tem a dizer. Peça ajuda a Deus e a grupos de apoio. O Força Jovem Universal (FJU), por exemplo, tem diversos projetos que auxiliam meninas e meninos a vencerem seus conflitos internos. Um deles é o Help. Para saber mais sobre ele, acesse a página no Facebook.

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