Brasil tem epidemia de sarampo. A culpa é sua?

Após erradicar a doença, mais de 10 mil casos foram registrados em apenas um ano


Por Andre Batista / Imagem: iStock

O Brasil é um dos maiores responsáveis pelo surto de sarampo que está ocorrendo no mundo. De acordo com a Unicef, nosso país e outros nove são responsáveis por 74% do aumento de casos de sarampo registrados no planeta inteiro.

Esses países são: Filipinas, França, Tailândia, Madagascar, Venezuela, Sudão, Iêmen, Ucrânia e Sérvia. Somente no Brasil, foram registrados 10.262 casos da doença em 2018, após três anos sem nenhum caso.

Ao todo, 98 países apresentaram casos de sarampo em 2018.

Os culpados

A Unicef acredita que o aumento de campanhas antivacinas tenham influenciado o surgimento de novos casos em países ricos. No Brasil, porém, essas campanhas não têm força e, por isso, o mais provável é que outros fatores tenham contribuído para o aumento dos casos.

Um desses fatores é o fato de o Sistema Único de Saúde (SUS) deixar de investir nesse âmbito. O congelamento dos investimentos em Saúde em 2016 diminui as verbas para produzir, distribuir e incentivar a vacinação. Em 2015, 96% dos brasileiros foram vacinados contra o sarampo. O número de pessoas vacinadas diminuiu nos anos seguintes, chegando a apenas 85,2% em 2017. Acredita-se que, em 2018, esse número tenha sido ainda menor.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) determina que 95% da população de cada país seja vacinada. Portanto, o Brasil se encontra muito abaixo da exigência.

Os casos mais graves são dos estados de Pará, Roraima e Amazonas, onde os municípios não estão alcançando os 95%. Veja no gráfico abaixo a percentagem de municípios que bateram a meta da OMS na vacinação contra sarampo nesses estados:

sarampo

Consequentemente, esses são os estados que mais apresentaram casos de sarampo em 2018. Esses três estados também receberam muitos venezuelanos, grande parte não-vacinados. Embora possa ter contribuído para o alastramento da doença, a Unicef acredita que se o Brasil tivesse mantido suas crianças vacinadas conforme a OMS determina, o sarampo não teria se espalhado tão rápido.

Sarampo mata

O sarampo não tem tratamento definitivo e, portanto, é extremamente perigoso. Somente em 2017 mais de 110 mil crianças morreram pela doença, tornando-a uma das principais causas de morte em pessoas com até cinco anos de idade.

A facilidade de proliferação da doença também é preocupante, já que o vírus pode ser transmitido através da tosse, do espirro ou mesmo da fala.

Por isso, é extremamente importante que os pais vacinem seus filhos. Além das campanhas antivacinação, a falta de tempo dos pais também pode contribuir para a não-imunização das crianças.

Tudo isso, porém, deve ser superado.

A vacina é gratuita. Portanto, os pais devem encontrar tempo para levar seus filhos ao centro de vacinação.

Todas as pessoas que têm entre zero e 49 anos de idade devem ser imunizadas – com exceção de gestantes e imunodeficientes, que devem conversar com o médico antes de tomar a vacina.

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