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Por que nos preocupamos tanto com a vida alheia em vez de tomar atitudes para realizar nossos objetivos?


Por Rê Campbell / Fotos: Fotolia e Danny Moloshok/REUTERS

Ninguém gosta de ser chamado de fofoqueiro. Entretanto é comum encontrar pessoas que adoram falar da vida alheia. Fim de casamento, traições e romances proibidos são alguns temas que geram interesse. Na internet, muitos usuários de redes sociais acompanham de perto a vida de celebridades e não hesitam em fazer julgamentos quando algo não lhes agrada. Existem pessoas capazes de passar o dia todo falando da vida de famosos e anônimos. E o pior: quanto mais negativa a informação, mais os fofoqueiros alimentam os boatos.

Boato no Oscar
Recentemente, a cantora Lady Gaga e o ator Bradley Cooper foram vítimas de boatos sobre um suposto romance entre eles após a cerimônia do Oscar 2019. Eles apresentaram a música l por Shallow, ao vivo durante a premiação. Pouco depois, internautas passaram a espalhar o boato sobre um suposto clima de romance entre os dois. Ela desmentiu os rumores durante uma entrevista para o talk show do apresentador Jimmy Kimmel. “Para ser franca, as redes sociais são a privada da internet”, afirmou, em tom de brincadeira. Ainda que fosse verdade, o que o romance influenciaria na vida dessas pessoas?

Insatisfação
Afinal, por que tantas pessoas se preocupam em monitorar a vida alheia? Por que gastam tempo observando o que os outros fazem, em vez de se preocuparem com os próprios objetivos? O desejo de saber tudo sobre a vida de terceiros pode estar ligado ao funcionamento do cérebro. Quem explica é o professor Francisco Almeida, coach e especialista em gestão de pessoas e liderança. “O sistema límbico do cérebro, responsável pelas emoções, faz com que a gente se interesse por assuntos que fogem de nossa rotina, pois isso desperta nosso senso criativo”, diz. Mas essa curiosidade em excesso pode ser prejudicial. Ao olhar só para o outro, a pessoa acaba deixando seus sonhos de lado.

Almeida afirma que o interesse exagerado pelos outros também pode estar relacionado a uma insatisfação com a própria vida. “Quem se interessa muito pela vida do outro pode estar sentindo falta de algo. Talvez essa pessoa queira viver o que o outro vive”, exemplifica. Ele lembra que muitas pessoas vivem um tipo de vida, mas desejam coisas completamente diferentes de sua realidade. “Algumas pessoas sentem que estão em uma vida paralela: não gostam das coisas que fazem e sonham com o que gostariam de fazer. Elas vivem na ilusão e passam muito tempo acompanhando o perfil de outras pessoas nas redes sociais em vez de mudarem seus comportamentos e tomarem atitudes.”

Valorizar a si mesmo
Almeida explica que é possível mudar de foco e cuidar mais da própria vida. Para isso, entretanto, é importante começar com uma avaliação. “Para conseguir o que acha interessante na vida do outro, você deve se autoanalisar, avaliar as possibilidades e decidir o que deseja de verdade. O próximo passo é identificar suas forças e fraquezas. O que você gosta de fazer? Em que é bom? O que vai precisar fazer para chegar aonde quer?”, ensina.

Ele alerta que muitas pessoas desejam o sucesso, mas não conseguem perceber o caminho a ser percorrido. “Muitas vezes a pessoa só enxerga os resultados dos outros. Ela vê, por exemplo, uma pessoa que viaja sempre e quer viajar também, mas não se pergunta o que é preciso fazer para conquistar isso. É impossível conseguir algo relevante com pouco esforço”, esclarece.

Foco
Almeida afirma que manter o foco nos objetivos é fundamental para avançar. E não adianta apenas sonhar. Para concretizar metas, é preciso agir. “Após definir seus sonhos, recomendo traçar metas inteligentes, as chamadas metas smart: específicas, mensuráveis, atingíveis, relevantes e temporais.” Segundo ele, essas metas ajudam a manter a motivação e a direcionar os esforços.

Ele dá um exemplo: se uma pessoa tem o sonho de viajar para a Europa, deve transformá-lo em metas bem específicas. Quando ela quer ir? Quais países vai visitar? Quanto tempo quer passar lá? Quanto custam as passagens e a hospedagem? O que precisará fazer para juntar esse dinheiro?

Por fim, o professor acrescenta que cultivar a espiritualidade, valorizar a família e cuidar do trabalho e dos estudos também são ingredientes importantes para atingir os objetivos.

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