Conhecer Jesus, mas não pertencer a Ele

O que aprendemos com o homem que traiu o Senhor, mesmo andando ao Seu lado


Por Kelly Lopes / Fotos: Blad Meneghel

Jesus sempre ensinou a todos que O seguiam sobre o arrependimento dos pecados, o Reino de Deus, o amor e a Salvação. Esses ensinamentos também eram ouvidos diariamente por Seus 12 discípulos – homens que foram escolhidos pelo Messias para pregar o Evangelho, tinham o privilégio de segui-Lo e também testemunhavam o Seu poder por onde Ele passava.

Entre eles, estava Judas Iscariotes, que na novela Jesus, da Record TV, é interpretado pelo ator Guilherme Winter. Na trama, ele era tesoureiro de Antipas, o tetrarca da Galileia, mas preferiu abandonar o cargo de confiança e pedir, em seguida, a Jesus para ser Seu discípulo. Porém sua ganância pelas coisas materiais e pelo poder logo se manifestou.

O caráter de Judas
Em algumas cenas, Judas revelou o que estava dentro dele, como quando roubou um anel de Chuza (Tadeu Aguiar) pensando em garantir seu futuro ou quando roubou moedas ofertadas, aproveitando-se da distração dos outros discípulos. Outro capítulo que mostrou a falha em seu caráter foi quando Tomé (Gustavo Rodrigues) pediu moedas para comprar alimento. Na ocasião, Judas afirmou, mentindo, que o dinheiro havia acabado. Depois disso, Maria Madalena (Day Mesquita) flagrou-o, escondido, contando as moedas. Para se justificar, ele afirmou ter mentido pelo bem dos discípulos.

A ganância dele ficou explícita quando Betânia (Jessika Alves), em um ato de amor e fé, lavou os pés de Jesus com seu bem mais precioso: um bálsamo. Enquanto todos se emocionaram com sua atitude que agradou a Jesus, Judas fez questão de dizer que o perfume deveria ter sido vendido para que o valor fosse doado aos pobres.

Em vários momentos, Judas discordou dos ensinamentos de Jesus. Influenciado por satanás, ele se convenceu de que a prisão dEle seria o motivo de uma grande revolta contra os romanos e que, dessa forma, o povo judeu ficaria livre da opressão. Em troca de 30 moedas de prata, Judas, então, traiu Jesus: beijou Sua face para sinalizar aos soldados quem era Seu Mestre.

“Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, indo ter com os principais sacerdotes, propôs: Que me quereis dar, e eu vo-Lo entregarei? E pagaram-lhe trinta moedas de prata. E, desse momento em diante, buscava ele uma boa ocasião para O entregar.” (Mateus 26.14-16).

Parecer ser o que não é
Ao analisar esse personagem bíblico, concluímos que Judas conhecia Jesus pessoalmente e andava com Ele, mas não pertencia a Ele. Da mesma forma, entendemos que não basta conhecer Jesus, ver Seus milagres e até expulsar demônios – porque Judas, usando a autoridade do Nome de Jesus, também expulsou demônios (Mateus 10). Ele dizia ser seguidor de Jesus, mas pertencia ao diabo porque era escravo do pecado (a ganância), razão pela qual ele mentiu, roubou, enganou e traiu.

Jesus sabia que Judas o trairia, mas não interferiu nessa atitude para que, em seguida, se cumprisse sua missão de Salvação, como está escrito: “Então Jesus acrescentou: ‘Não vos escolhi, Eu, aos doze? Todavia, um dentre vós é o diabo.’ Falava de Judas, o filho de Simão Iscariotes. Este, ainda que fosse um dos doze, mais tarde o haveria de trair.” (João 6.70).

Atualmente, muitas pessoas também dizem conhecer Jesus, mas são como Judas: joio em meio ao trigo e escravas do pecado. Mas, assim como ele teve o poder de fazer sua escolha, nós também temos. Somos livres para decidir o que é prioridade em nossas vidas, mas não estamos livres das consequências de nossas escolhas.

Em razão de suas escolhas, Judas, no final de sua vida, tomado de remorso, cometeu suicídio. A Bíblia diz a esse respeito que “… Judas se desviou, para ir para o seu próprio lugar.” (Atos 1.25). Esse “lugar” foi revelado nas Palavras de Jesus, quando orou a Deus: “Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles pereceu, se não o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura”. (João 17.12).

Livre do pecado
É preciso entender que no dia do Julgamento os nascidos de Deus serão separados daqueles que foram escravos do pecado. Os que decidirem servir e obedecer a Deus passarão à Eternidade ao lado dEle, em paz, mas os que decidirem servir ao pecado passarão a Eternidade em um tormento eterno.

Como, então, não ser escravo do pecado? Nascendo de Deus. A Palavra ensina: “Ora, sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não é escravo do pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o protege e não permite que o Maligno o possa tocar”. (1 João 5.18) Portanto, quem nasce de Deus é blindado por Ele de todo o mal.

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