Vaidoso demais?

Entenda quando o cuidado com o corpo e a aparência deixa de ser algo saudável para se tornar um grande problema


Por Marcelo Rangel / Foto:Fotolia

Você, certamente, deve conhecer um sujeito que não pode ver uma superfície reflexiva – espelho, vidro, pintura de carro – que fica se admirando por meio dela, extasiado com a própria imagem. Esse homem, depois que retorna de uma viagem, por exemplo, posta em sua rede social mais fotos de si mesmo do que dos lugares legais que visitou. E pode ser até que nas fotos postadas ele tenha usado recursos para “melhorar” sua imagem e para parecer ser o que não é.

Esse indivíduo, geralmente, costuma gastar boa parte de seu dinheiro em roupas desnecessariamente caras mais para ser notado do que pela qualidade que elas têm. Ele também tem o hábito de passar horas no banheiro “ajeitando” o cabelo, de usar mil cremes para a pele e de ir à academia apenas para se ver nos espelhos da parede, em vez de se preocupar em fazer os exercícios.

Atualmente, esse homem é conhecido por metrossexual: aquele que dispensa atenção exagerada à aparência com a intenção de atrair olhares e admiração para satisfazer apenas o próprio ego. Quando ele se torna o “ídolo” dele mesmo, isso se transforma em um grande problema.

A Bíblia dá um nome mais antigo para esse homem: vaidoso. E as Escrituras tratam, em muitos versículos, a vaidade exacerbada como o que ela é: um pecado. Quem se idolatra se coloca, por meio da sua própria vida, acima de Deus (veja, por exemplo, o que está descrito em 1 Pedro 2. 17-19 e Provérbios 29.23).

Não há absolutamente nada de errado em cuidar do corpo e da aparência. Pelo contrário, além de ser correto, é saudável. O errado é quando existe exagero: fazer do corpo um templo de si mesmo para angariar “adoração” por onde passar.

Hoje em dia, a sociedade vende a ideia de que o cuidado excessivo consigo mesmo faz parte de uma boa autoestima. Contudo cuidar da autoestima é diferente de sentir vontade de “aparecer” para as pessoas. A autoestima vem de dentro para fora: é sentir-se bem consigo mesmo e com o resultado de seus esforços. A segunda vem de fora para dentro: de depender do que as pessoas vão dizer ou pensar de sua aparência, já que houve “investimento” no corpo exatamente para ser notado!

Recentemente, a edição britânica da revista Esquire fez uma pesquisa com mulheres, mostrando-lhes imagens de homens fotografados nas ruas de Londres, na Inglaterra. Uma das entrevistadas, ao ver a foto de dois sujeitos “empetecados” na vestimenta, disse que dificilmente os namoraria, “pois um cara assim presta tanta atenção nele mesmo que sobra pouca ou nenhuma para a mulher e a família”.

É óbvio que uma mulher admira um homem bem cuidado, asseado e com roupas alinhadas. Mas um homem que se considera de Deus precisa avaliar se não está cuidando exageradamente de seu corpo a ponto de idolatrar a si mesmo e não ao Altíssimo.

Vale ainda dizer que um rapaz pode escorregar para o excesso de vaidade não só pelo cuidado com a própria aparência. Se encaixa nisso também aquele que deseja a mulher mais bonita do pedaço só para mostrá-la aos outros como se ela fosse um “troféu”. Ou ainda o que gosta de ter fama de conquistador, tendo as mulheres por perto para se sentir o “tal”. Esses, normalmente, pensam que o principal não é o fato de ter ao lado uma mulher que goste deles, mas sim inflar o próprio ego pelo fato de saberem que a tem. O problema é que as “carentes de plantão” acabam se rendendo a esses tipos de homem. Mas é preciso que fiquem atentas, pois um sujeito que só se preocupa com vaidade tem dentro de si um vazio. Pode ser até que ele também tenha um caráter duvidoso.

Vestir-se bem é saudável. Aparência é, sim, importante. O perigo é ela ser o centro de sua atenção. Se você pensa que seu corpo e sua roupa são mais importantes do que evoluir como um homem sábio, temente a Deus e realmente admirável, deve rever seus conceitos. Não tome como base apenas o que você vê no espelho. Invista também, e muito mais, em seu interior.

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