Cuidado com a meningite

Entenda mais sobre a doença que acomete crianças e adultos e que pode ser fatal


Por Eduardo Prestes / Arte: Eder Santos

No Brasil, durante a década de 1970, houve uma epidemia de meningite. O surto foi controlado com vacinação em massa. Nos anos seguintes, foram adotadas algumas políticas, como o calendário e a carteirinha de vacinação, mas, recentemente, a doença voltou ao noticiário com o surgimento de casos que resultaram em morte. Para o Ministério da Saúde, a enfermidade é considerada endêmica e, por isso, são esperados casos ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais.

Identificação
De acordo com a doutora Rosa Maria Nakazaki, diretora da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de São Paulo, a doença tem várias causas. “Ela pode ser causada por lesão física, neoplasias, doença autoimune, medicamentos e por infecções por vários micro-organismos, como fungos, parasitas e, mais frequentemente, vírus e bactérias. O diagnóstico é feito com base na história clínica e pelos sintomas. Devem ser realizados exames físico e laboratoriais específicos de sangue e Líquor (líquido cefalorraquidiano) para identificação do agente etiológico”, explica a médica sanitarista.

Quadro clínico
A médica afirma que no início o diagnóstico pode não ser muito fácil. “Os sintomas variam conforme a idade do doente. Nos bebês, os sinais mais frequentes são mãos e pés frios, baixa atividade, com a criança ficando mais ‘largadinha’ ou com irritabilidade, choro intenso e inquietação, rigidez de nuca, com dificuldade para flexionar a cabeça, e recusa alimentar, além de gemidos e sonolência, com dificuldade para despertar, manchas vermelhas na pele, vômito, diarreia e convulsões. Adultos e adolescentes também podem apresentar esses sintomas juntos ou
isolados”, esclarece.

Maior incidência
É preciso ficar atento à meningite bacteriana, em especial à meningocócica e à pneumocócica, que representam estados graves da doença. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2018, foram registradas 1.072 ocorrências de meningite meningocócica no Brasil e 218 mortes. Em 2017, no mesmo período, foram 1.138 e 266, respectivamente. Em relação à meningite pneumocócica, foram 934 e 282, em 2018; e 1.030 ocorrências e 321 mortes, em 2017. As meningites causadas por outras bactérias somaram 2.687 notificações e 339 óbitos em 2017; e 2.568 e 316, em 2018.

Vacinas
A doutora Rosa Maria explica que, para esses dois tipos, há vacinas disponíveis na rede pública de saúde. “Contra o meningococo a vacina disponível nas unidades de saúde é a Meningococo C Conjugada. É importante manter os ambientes ventilados, pois o meningococo não sobrevive no ar ou nos objetos. Contra o pneumoco, a vacina ofertada no calendário nacional é a 10 Valente, que protege contra dez sorotipos dessa bactéria. Outras vacinas conjugadas para o meningococo são a Quadrivalente ACWY e a Monovalente B, ainda não disponíveis no calendário nacional (gratuito)”, conclui.

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