Sarampo volta a assustar o País

No fim de fevereiro, integrantes da tripulação de um navio que atracou em Santa Catarina foram diagnosticados com a doença


Por Redação / Foto: Fotolia

As infecções pelo vírus do sarampo dobraram em apenas um ano, em todo o mundo. É o que garante um levantamento realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Surtos prolongados têm sido registrados em países pobres e ricos e a vacina ainda continua sendo a melhor alternativa para prevenir surtos e eliminar a ocorrência da doença, cujo vírus causador é transmitido facilmente por gotículas de saliva expelidas durante a fala, tosse ou espirros.

Os sintomas incluem febre, infecção no ouvido, hemorragia, alterações neurológicas, como convulsões, e erupções cutâneas. A doença, que pode ser fatal, é de fácil transmissão. “Para cada pessoa infectada, até nove ou dez podem pegar o vírus”, disse Katherine O’Brien, diretora de imunização, vacinas e biológicos na OMS.

Casos no navio
No final de fevereiro, o Ministério da Saúde confirmou a ocorrência de casos de sarampo em um navio que saiu de Santos, em São Paulo, e seguiu para Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Amostras de sangue, urina e secreções foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL), em São Paulo, e pelo Laboratório Central (Lacen), em Santa Catarina. Até o fechamento desta edição, 18 casos suspeitos foram notificados ao Ministério da Saúde. Os pacientes são da Itália, Ucrânia, Índia, África do Sul e do Brasil. As autoridades estão aplicando vacinas nos tripulantes e nos passageiros para evitar a disseminação para o resto do País.

A necessidade de imunização urgente surgiu depois de tripulantes terem contraído a doença. O navio voltou ao Porto de Santos e a prefeitura do município, com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), enviou 110 profissionais para realizar a vacinação de mais de 9 mil pessoas. Em Balneário Camboriú, mais de mil pessoas também foram vacinadas.

Em 2016, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) forneceu ao Brasil o certificado de eliminação da doença, durante a 55ª Reunião do Conselho Diretor da Opas, em Washington, nos Estados Unidos. Em 2018, entretanto, o Brasil enfrentou um grande surto de sarampo, envolvendo 11 Estados, com 10.302 casos, sendo 90% deles concentrados no Estado do Amazonas.

De acordo com a Opas, a vacinação contra o sarampo resultou em uma queda de 80% no número de mortes pela doença entre 2000 e 2017 no mundo. A imunização é gratuita em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) e é preciso tomar duas doses da vacina a partir de um ano de idade. A tríplice viral cobre sarampo, caxumba e rubéola. Já a tetraviral (SCRV) contempla as três doenças e a varicela.

Vale lembrar que antes da introdução da vacina, disponibilizada desde 1963, e da vacinação em massa, a cada dois ou três anos eram registradas diversas epidemias de sarampo, que chegaram a causar aproximadamente 2,6 milhões de mortes ao ano.

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