Youtube: mãe encontra vídeos que ensinam crianças a cometer o suicídio

Pedófilos e assassinos se escondem em vídeos supostamente inocentes. Saiba mais


Por Andre Batista / Foto: iStock

Essa foi uma semana extremamente difícil para a plataforma de vídeos Youtube. Primeiro um blogueiro provou que pedófilos utilizam a rede social para se comunicarem e trocarem conteúdos criminosos. Depois, uma psicóloga encontrou adultos ensinando crianças a se matarem em vídeos supostamente inocentes.

Em meio a todo esse caos, multinacionais anunciaram que não farão mais anúncios no Youtube até que tudo seja resolvido.

De fato, a internet tem se tornado cada vez mais perigosa para as crianças e os adolescentes. Até mesmo o Governo do Reino Unido já manifestou preocupação com as crianças que usam determinadas ferramentas online, como o Tinder. Essas crianças têm sido atraídas por predadores sexuais e abusadas.

 

Rede de pedófilos no Youtube

A primeira denúncia foi realizada pelo blogueiro Matt Watson e ganhou destaque ao ser publicada no The Wall Street Journal, um dos mais importantes periódicos do mundo.

Ali, mais uma vez ficou comprovado que pedófilos utilizam vídeos de crianças postados no Youtube. Os criminosos, além de armazenarem os vídeos, também se comunicam por meio dos comentários, inclusive repassando links de outros vídeos e de sites com pedofilia.

O pior nesse caso é que o próprio Youtube sugere vídeos para os pedófilos. Isso porque o site utiliza uma ferramenta que analisa o comportamento do usuário para recomendar vídeos parecidos.

Por exemplo: se alguém assiste a vídeos sobre o Corinthians, receberá como sugestão mais vídeos sobre o time.

Para os pedófilos funciona da mesma maneira. Ao assistirem crianças na piscina, por exemplo, recebem sugestão de mais vídeos de crianças na piscina.

“O site vai aprender com nosso comportamento, com nossa navegação. E quanto mais a gente visita um determinado tipo de conteúdo, mais ele vai afunilando aquelas sugestões e dando para gente conteúdo que ele acha que vai ser interessante”, explicou o perito em computação forense Domingo Montanaro, em reportagem do Domingo Espetacular, da Record TV.

Em poucos dias, o Youtube já excluiu centenas de perfis de pedófilos e excluiu vídeos que poderiam ser utilizados por eles. Mesmo assim continuam surgindo mais casos.

Grandes marcas, como McDonalds e Nestlé anunciaram que não darão mais dinheiro em publicidade para o site até que a questão seja resolvida.

Youtubers ensinam como se matar

Outra denúncia grave também ganhou destaque nos principais noticiários dos Estados Unidos. A rede CBS News divulgou o relato da blogueira e psicóloga Doutora Free Hess.

Ao investigar o que seus filhos assistem, Hess encontrou vídeos com adultos ensinando crianças a cometerem o suicídio. Em um dos casos publicados, um tutorial de como jogar videogames contém a imagem de um adulto descaradamente explicando como cortar o pulso:

“Lembrem-se crianças, de lado para atenção, de comprido para ter resultados. Acabe com isso”.

Outras centenas de casos foram denunciados. Conteúdos como esse estão presentes em muitos vídeos voltados ao público infantil da plataforma.

“A exposição a vídeos, fotos e outros conteúdos de autoflagelação e promoção suicida é um enorme problema que nossos filhos enfrentam hoje”, denunciou a psicóloga, indignada. “O suicídio é a segunda principal causa de morte em indivíduos com idades entre 10 e 34 anos. E o número de crianças que apresentam alguma forma de automutilação está crescendo rapidamente”.

Pais, cuidado!

Diante da ineficiência do Youtube em proteger as crianças, é fundamental que a sociedade esteja atenta. No início de 2019, o Instituto Alana denunciou conteúdos publicitários impróprios exibidos em canais infantis.

A coordenadora do Programa Criança e Consumo, Ekaterine Karageorgiadis, que fez a denúncia, ressalta que tanto os pais quanto a sociedade em geral precisam proteger as crianças de qualquer conteúdo impróprio. Para isso, é necessário estar muito atento.

“O estado tem o seu papel de legislar e de fiscalizar o cumprimento da legislação. As famílias também têm o dever de proteção dessas crianças no cuidado, na educação. E a sociedade como um todo. Eu não posso, como adulta, fechar os olhos para uma criança que está passando por uma situação de vulnerabilidade ou de abuso. Então, a responsabilidade é de todos nós”, afirmou Karageorgiadis ao Brasil Notícias, programa que vai ao ar diariamente pela Rede Aleluia e Rádio Record AM 1000.

Saiba mais sobre esses assuntos assistindo à reportagem veiculada no Domingo Espetacular:

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