Como superar a perda após um suicídio

Todos os anos milhares de brasileiros tiram a própria vida. Quem fica precisa encarar a dor desta morte


Por Rê Campbell / Foto: Fotolia

Imagine a situação: você está trabalhando quando descobre que um familiar acaba de tirar a própria vida. Ninguém está preparado para esse tipo de notícia. Entretanto, todos os anos, milhares de brasileiros precisam lidar com a dor da perda provocada pelo suicídio. Só em 2016, 11.433 pessoas morreram por essa causa no Brasil. Entre 2007 e 2016, foram registrados 106.374 óbitos por suicídio no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. Apesar disso, pouco se fala sobre o tema. O que fazer quando um ente querido comete suicídio?

Culpa e luto
“Por que isso aconteceu? Por que eu não consegui evitar?” Essas são duas perguntas que pessoas que perdem familiares para o suicídio se fazem, segundo Andrea Murgel, terapeuta integrativa e especialista em terapia de luto.

Ela explica que o sentimento de culpa costuma estar presente nesses casos. “Muitas pessoas sentem culpa, acham que poderiam ter feito algo para evitar. Ninguém deve se culpar”, recomenda.

A terapeuta esclarece que o luto pela morte de uma pessoa querida tem diversas fases. Embora o processo seja doloroso, ele não é eterno. “O luto é um processo com começo, meio e fim. É preciso falar sobre o assunto e passar por essas fases para seguir em frente”, afirma. Segundo ela, o luto tem cinco fases. “É como uma montanha-russa, as fases acontecem de forma irregular”, conta.

A primeira fase do luto é chamada de negação e corresponde ao momento em que a pessoa não entende muito bem o que aconteceu; a segunda é a fase da raiva, em que a pessoa faz muitas perguntas. Depois disso vem a negociação, em que a pessoa tenta criar novos padrões para sobreviver. “A quarta fase, a da tristeza profunda, é a mais difícil, pois a pessoa tem consciência de que acabou, ela chora muito e procura se isolar. A última fase é a da aceitação, quando a pessoa aceita o fato. Aí brota outra pessoa, com muitos aprendizados”, detalha.

Ajuda
Para superar o luto, Andrea diz que é importante buscar ajuda. Além disso, ela destaca o papel da fé nesse processo.

“A fé é um aparato que ajuda a superar essa dor, ajuda a pessoa a se fortalecer”, avalia. Ela pondera que muitas pessoas não sabem o que dizer quando encontram alguém de luto. Nesses casos, a especialista diz que é fundamental exercer a empatia. “Dar um abraço, dizer ‘sinto muito’ e oferecer apoio são boas atitudes. Não pode haver julgamento”, finaliza ela, que é autora do livro A Mariposa Azul.


A gaúcha Arlete Pereira, de 57 anos, conta que buscou ajuda espiritual para lidar com a depressão da filha Fernanda.

“Sempre me perguntava: ‘o que eu fiz?’, ‘Será que deveria tê-la educado diferente?’ Eu a levava a especialistas, mas fortaleci minha fé nas reuniões da Universal. Além da direção de Deus, recebi ajuda de outras pessoas para desabafar”, lembra.

Ela explica que certa vez pediu que à filha que a acompanhasse à igreja. “Ela não me ouvia, então pedi que conversasse com um pastor”, afirma, acrescentando que depois disso a jovem fortaleceu a própria fé e conseguiu superar a depressão. Depois de algum tempo, Arlete soube que a filha já havia tentado se suicidar antes de ir à Universal. “Passamos por muitas lutas e a fé foi fundamental para superá-las”, conclui.

Suicídio
O suicídio é um fenômeno complexo, que pode afetar pessoas de diferentes origens, classes sociais e idades. Segundo o Ministério da Saúde, pessoas sob risco de suicídio podem dar alguns sinais de alerta. Elas se sentem sem esperança, com falta de autoestima e têm visão negativa da vida e do futuro. Elas também podem ficar caladas e se isolar. Muitas dizem frases como “vou desaparecer”, “vou deixar vocês em paz”, “eu não aguento mais”, “eu preferiria estar morto”. Se você conhece alguém que está sofrendo, ofereça apoio sem fazer julgamentos.

Depressão não é frescura
A depressão é uma doença que provoca sofrimento intenso e pode estar relacionada a alguns casos de suicídio. No Brasil, 5,8% dos habitantes sofrem de depressão, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para os que precisam de ajuda, a Universal oferece o Tratamentopara a Cura da Depressão às sextas-feiras em todo o Brasil.

“Depressão não é frescura e, assim como ela entrou na sua vida, ela pode sair. Ela não precisa ficar. Veja que são muitos acontecimentos traumáticos e muitas pessoas não têm estrutura para lidar com eles. Com isso, vem a depressão, que é a forma que seu corpo reage para lidar com essa dor”, explicou Bispo Renato Cardoso, que ministra as reuniões no Templo de Salomão, em São Paulo. Além do Tratamento, a Universal também oferece o serviço gratuito Help FJU, cuja missão é ajudar quem precisa de apoio. Se você está sofrendo, busque ajuda. Sua vida vale muito.

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