A fragilidade da vida e o que você precisa saber

Não sabemos quando algo ruim irá acontecer conosco ou com alguém próximo. Mas podemos decidir em vida o que ocorrerá depois. Entenda como é possível fazer isso


Por Redação / Fotos: Adriano Machado/REUTERS, Tânia Rêgo/abr, Ricardo Moraes/REUTERS, Código19/Folhapress e Demetrio Koch

“Este começo de ano está pesado demais.” Com certeza, se você mesmo não disse isso já ouviu alguém próximo dizer, por causa das grandes tragédias ocorridas recentemente.

   Ninguém espera ver ou ouvir qualquer desastre ser divulgado nos noticiários. Mas, mais do que isso, ninguém espera fazer parte dele. Em cada tragédia que vemos pessoas têm seus sonhos interrompidos inesperadamente. Muitas perdem a vida de forma repentina. A morte chega para cada uma delas e, em apenas um segundo, suspende os planos que tinham para os próximos dias, meses, anos.

A Bíblia diz, no capítulo 12, do livro de Eclesiastes, que a vida pode ser interrompida a qualquer momento e menciona que, inesperadamente, pode acontecer o rompimento do fio de prata que liga a alma ao corpo, mas deixa o alerta que é preciso se lembrar de Deus antes desse acontecimento: “lembre-se dEle, antes que se rompa o cordão de prata, ou se quebre a taça de ouro; antes que o cântaro se despedace junto à fonte, a roda se quebre junto ao poço”.

Mas será que as pessoas que perdem a vida de uma forma abrupta estão preparadas para a chegada desse momento e certas do destino de suas almas?

Em Brumadinho, Minas Gerais, por exemplo, no dia 25 de janeiro, a barragem de uma mineradora se rompeu e liberou um mar de lama que matou centenas de pessoas. Outras centenas, até o fechamento desta edição, estavam ainda desaparecidas.

Certamente, cada uma delas, que estavam em seu trabalho, nas ruas ou em suas casas, no momento em que viu o mar de lama se aproximando não esperava que aquele seria o último instante de sua vida. Elas não nutriam o pensamento de que iriam morrer em um espaço de tempo tão curto. Se não fosse a tragédia, viveriam a rotina de um dia normal.

Da mesma forma, uma semana depois, no Rio de Janeiro, um incêndio matou alguns meninos que dormiam em um alojamento no Centro de Treinamento (CT) do Clube de Regatas Flamengo. Dez adolescentes que lutavam pelo sonho de se tornar jogadores profissionais tiveram suas vidas interrompidas por um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado. Suas famílias, amigos e boa parte da população brasileira ficaram consternados com a lamentável tragédia que levou a vida desses jovens que tinham tantos sonhos a serem conquistados.

Ainda no Rio, os deslizamentos e inundações causados pelas últimas tempestades de verão também deixaram um rastro de destruição, ceifaram inúmeras vidas e desabrigaram milhares de pessoas.

No dia 11 de fevereiro, mais uma tragédia ilustrou os noticiários: a morte do jornalista Ricardo Boechat, em um acidente aéreo na Rodovia Anhanguera, em São Paulo. Ele tinha trabalhado normalmente pela manhã em seu programa de rádio na Band News e participou de um evento no interior paulista. E, próximo à hora do almoço, perdeu a vida surpreendentemente por causa da queda do helicóptero em que estava. O piloto também morreu no acidente.

A preparação
Notamos que está difícil acompanhar as notícias ultimamente. Em qualquer uma dessas catástrofes ficamos todos boquiabertos com a forma como as mortes aconteceram. Toda a tristeza vista nas telas e impressa nas páginas de jornais atinge quem as vê em seus sofás, dentro de suas casas, e causa uma onda de abatimento e apreensão realmente espantosa.

Assim como muitas dessas pessoas talvez não estivessem preparadas para aquele instante de tormenta que passaram, quem as vê está? A Bíblia mostra, no Evangelho de Lucas, capítulo 12, versículo 20, que Deus já nos deixou o alerta para que estejamos sempre preparados para o dia que morrermos, pois não temos o controle de quando será esse momento: “Mas Deus lhe disse: Louco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”

Essa preparação envolve o destino da nossa alma. Se estamos em comunhão com Deus e zelamos pela Salvação, estamos preparados para nos encontrarmos com Ele ao fim da vida, seja qual for o modo que ela acontecer. Mas, se não priorizarmos o relacionamento com Ele, quando a vida se esvair abruptadamente, não teremos mais tempo de fazer essa preparação.

E se você morresse agora?
Muitas pessoas talvez pensem: “vou aproveitar a vida e quando estiver mais velho eu penso em Deus”. Contudo, pelas tragédias que vimos até aqui, entendemos que pode ser tarde demais para nos voltarmos a Deus e, assim, alcançarmos a Salvação, que é o passaporte para a entrada no Reino dEle.

Em uma mensagem postada no blog do Bispo Edir Macedo, o Bispo Sergio Corrêa escreveu que muitas pessoas estão morrendo de forma inesperada nos últimos tempos, mas nem todas se prepararam para o local que será destinado às suas almas. “Temos visto pessoas morrerem de várias formas, em acidentes, assassinatos, doenças, etc., porém o que mais preocupa não é saber a forma como morreram, mas para onde foram essas almas após a morte. Observamos pessoas de vários povos, línguas, culturas, religiões e costumes andando de um lado para o outro sem a mínima noção do futuro que aguarda suas almas depois da morte.”

Ele declarou que é preciso refletir sobre a chegada desse momento: “no final do seu ciclo aqui nesta Terra, quando sua alma se descolar do seu corpo envelhecido pelo tempo ou você for surpreendido por uma fatalidade, quem virá buscá-la? Você terá o doce encontro com os anjos celestiais, os quais lhe conduzirão ao Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, ou você terá o trágico, cruel e apavorante encontro com os portadores da segunda morte, a saber, o lago de fogo e enxofre?” (Apocalipse, 20.12-15).

Com base nos acontecimentos recentes, vemos que é necessário estar sempre preparado para a nossa partida repentina. Para isso, é preciso praticar os ensinamentos que estão na Palavra de Deus. “Isso só é possível por meio de uma entrega total e completa, pela fé sacrificial ao Senhor Jesus no Altar: ‘Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após Mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-Me; Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de Mim, achá-la-á’” (Mateus, 16.24-25), reforçou o Bispo.

Portanto, não temos como planejar o nosso futuro terreno, mas temos como planejar o da nossa alma. Para isso, o Bispo orientou: “você, que não tem certeza de sua Salvação, comece agora a mudar o rumo e o destino de sua alma.

Ela é sua e você, somente você, pode escolher quem terá autoridade para levá-la: Deus ou o diabo. E você, que já tem a certeza da sua Salvação, o que está esperando para fazer alguma coisa a mais para mudar o destino da alma de seus vizinhos, parentes, amigos e desconhecidos? Saiba que você foi salvo para salvar; liberto para libertar; curado para curar, e isso lhe será cobrado. Coloquemos a mão na consciência e vejamos o que estamos fazendo para despovoarmos o inferno e povoarmos o céu de almas que estão à beira do caminho”.

Atraídos para o inferno
As histórias a seguir mostram como pessoas que estiveram bem perto da perdição eterna acordaram a tempo. São pessoas que tiveram uma atitude capaz de mudar o destino de suas vidas, de suas almas e também das de seus semelhantes.

“Tive um derrame cerebral”
O mecânico Milton Precivale, de 53 anos (foto a esq.), explica como escolhas erradas quase arruinaram sua vida.
“Eu era obreiro na Universal, tinha uma família maravilhosa e uma boa oficina automotiva que me enchia de orgulho. Até que resolvi me afastar. Não me afastei só da igreja, mas da vida,

justamente achando que a aproveitaria.

Me esfriei para a fé. E ‘caí fora’.
Comecei a beber e, depois de um tempo, consumia de uma só vez duas caixas de latas de cerveja. Eu andava armado e arrumava confusão. Em casa, batia na minha mulher e maltratava meus filhos. Era como se minha própria mente tivesse sido roubada de mim e outra coisa pensasse no lugar dela. Sem Deus, o Senhor Jesus e o Espírito Santo, somos presas fáceis de espíritos malignos em geral. Eu até tinha uns ‘flashes’ de lucidez, me perguntava ‘o que é que estou fazendo?’, mas não conseguia sustentar esse pensamento por muito tempo.

De tanto fazer besteira, arruinei minha família financeiramente. Fui despejado de casa e da oficina ao mesmo tempo.

Continuava na bebida e ‘ia levando’. Mas, um dia, algo aconteceu. Fui levado às pressas para um hospital. Tive um princípio de derrame cerebral e cheguei a um passo de enfartar. Pensava: ‘acabou, estou no fim da linha’. Sabia muito bem para onde estava indo se morresse naquela hora, por causa da vida que levava. Aquilo mexeu demais comigo.

Comecei a ver vultos e a ouvir vozes. Era o inferno começando a me receber, pois já havia dentro de mim um espírito de morte. Então pensei no Senhor Jesus, pedi uma nova chance e prometi que a agarraria se a recebesse. Sobrevivi e tive alta. Queria retomar a vida, mas não sabia como. Um de meus filhos me convidou para ir à Universal, mas eu não queria. Até pensava em recomeçar numa igreja, mas na não queria voltar à Universal, tinha vergonha por ter saído de lá, mas resolvi aceitar. E a primeira vez que pisei de novo nela foi no Templo de Salomão, pouco depois da inauguração. Naquela reunião, percebi que estava de volta.

Naquele dia no hospital, eu sentia que minha hora havia chegado e estava indo para o inferno. Na Universal, sei que posso até morrer a qualquer momento, como qualquer pessoa pode, mas agora posso ir com a certeza de que estarei com Deus, pois vivo de acordo com o que Ele quer de mim. Minha família vive em paz comigo hoje. Novamente tenho orgulho de minha oficina e meus clientes gostam do serviço que presto.

Mas para aquelas pessoas que vemos nas notícias, que morreram em tragédias neste começo de ano, foi o fim de verdade para muitas, pois não escolheram a Deus e não conquistaram a Salvação. Para elas, não tem mais como melhorar. Eu sei o ‘campo minado’ que é a mente de um afastado, que pode explodir ao menor passo errado, que nos leva à morte e impede a Salvação. É bíblico que mais e mais tragédias acontecerão. Não serão só essas. Elas estão só começando. E quem não conseguir sobreviver a elas só pode fazer alguma coisa a respeito de suas almas agora, enquanto estão aqui e não depois que morrerem.”

“No mundo, ficamos insensíveis às tragédias”
O corretor de imóveis Marlon Junior Luna, de 30 anos, (foto a dir.) conta que muitos se sentem superpoderosos e acham que nada de ruim vai acontecer a eles .

“Quando envolvidos com o lixo, nos desumanizamos. Assim, quando vemos tragédias, nossa mente está ‘cauterizada’, a verdadeira gravidade dessas situações não entra nela.

De início podemos até ficar impressionados, começarmos a refletir. É para isso que uma notícia jornalística serve: para alertar e fazer pensar. Mas aí, no ‘mundão’, nos distraímos e essa reflexão para. É um amigo que chama para falar de algo sem importância, é alguém que chama para sair e lá se vai o momento que era para ser de meditação, de usar a razão e de praticar a fé inteligente.

Também fechamos os olhos para ‘tragédias’ que acontecem na nossa própria vida. Eu cheguei à Universal com 14 anos. Levava a sério, mas, aos 19 anos, os apelos do mundo conseguiram me tirar de lá. Foram quase 10 anos de tempo perdido, como se eu estivesse anestesiado, embora percebesse de vez em quando que algo estava errado. Eu até começava a pensar, tentava voltar, mas vinham as distrações e eu ia adiando. Me envolvi com vícios.

Num Réveillon, eu já com uns 28 anos, bebi demais. O choque veio quando um amigo me mostrou uma foto que tirou de mim jogado numa calçada, completamente dopado, largado. Vi que era hora de finalmente começar a agir de modo diferente.

Voltei a sério para a Universal. Fui batizado pelo Espírito Santo e me entreguei de verdade. Parei de viver no ‘piloto automático’. Hoje entendo, com o Espírito, o que Deus quer e o que não quer de mim. E minha Salvação eu procuro todo dia, mesmo nos atos mais simples, pois devo agir de acordo com a vontade do Altíssimo para alcançá-la. Ela é o meu bem mais precioso.

Agora é sobre Salvação que penso quando vejo as tragédias deste começo de 2019. Penso sobre aquelas pessoas que morreram de repente: para onde foi a alma delas? Se prepararam em vida, se entregaram a Deus, aceitaram o Senhor Jesus? Por mais homenagens que façam a esses mortos, isso não vai mudar a realidade daquelas pessoas quanto à Salvação, se elas não se entregaram a Deus aqui, vivas ainda. A oportunidade delas passou.

O tempo de refletir e de tomar a decisão que levará você para a Salvação é um só: agora. Não espere uma tragédia grande ou pequena acontecer em sua vida. Pode ser tarde demais.”

“Se eu morrer agora, já era”
O pedreiro autônomo Aroldo Alexandre dos Reis, de 48 anos (foto a esq.), fala qual memória vem à sua mente quando vê as notícias trágicas.

“Está acontecendo muita coisa triste em 2019 e o ano mal começou. Fico pensando no que as pessoas que morreram e suas famílias sofrem, porque eu também passei por uma situação horrível que quase me matou.

Havia cinco anos que eu frequentava a Universal e era obreiro. Mas me afastei e fiquei longe 15 anos. Nem sei dizer quanta coisa ruim eu fiz. Até perdi a conta. Perdi amigos de verdade e me envolvi com os falsos. Minha família me abandonou. Me envolvi com vícios e até entrei no mundo do crime. Cheguei a ter cirrose hepática e epilepsia.

Até que um dia, quando fazia uma laje numa casa, eu não prestei atenção e cheguei perto demais dos fios de alta tensão de um poste próximo. Me desequilibrei e toquei neles. Levei um choque de 12 mil volts e caí de uma altura de sete metros.

Acordei dois dias depois, num corredor de hospital, numa maca. Não entendia nada. Via pessoas em outras macas sofrendo e fiquei mais confuso ainda. Onde eu estava? Levantei o lençol e vi meu corpo cheio de queimaduras, muitas de segundo e terceiro graus. Me desesperei e minha esposa, que estava perto, correu para me acalmar e me contou que quase morri.

Depois os médicos me falaram que minhas queimaduras podiam infeccionar naquele hospital cheio e sem recursos. Mas naquele lugar estavam alguns obreiros da Universal. Eles oraram comigo, me ajudaram e logo conseguimos uma vaga num hospital melhor para queimados.

Fui ungido por um obreiro conhecido como Seu Sebastião, da Universal de Santo André. Ele sempre ia me ver. Quando eu pensava em desistir, ele orava comigo. Tive muita dificuldade para voltar a andar, sentia muita dor, mas seguia em frente. Voltei para casa e continuei a fazer o tratamento.

Comecei a ter uma labirintite forte e Seu Sebastião ia até minha casa e me levava para as reuniões. Ele me protegia para que eu não caísse. Chegava até a dividir o dinheiro que tinha no bolso para comermos, pois eu não estava trabalhando e não tinha economias. O que ele fazia me mostrou que Deus cuidava de mim, mas eu ainda estava confuso.

Um dia aconteceu uma coisa muito triste. Seu Sebastião morreu por causa de uma infecção alimentar séria. Posso dizer que, para mim, foi um choque maior do que o elétrico.

Só que, como eu estava aprendendo sobre a Salvação de novo na Universal, também pensei outra coisa: Seu Sebastião, aquele homem de Deus que tanto ajudou a mim e a tantas pessoas, faleceu, mas estava pronto para encontrar o Altíssimo. A Salvação dele estava garantida, pois até o fim ele fez a vontade do Pai. E pensei: ‘se eu tivesse morrrido naquele dia do choque ou se eu morrer agora, já era’.

Aquilo mexeu tanto comigo que peguei o mesmo caminho de Seu Sebastião. Voltei para Deus e tento ajudar a resgatar almas como aquele homem fez pela minha. Tenho um amor muito grande pelas almas que Deus quer para Ele e, hoje, recuperado, faço tudo e mais um pouco para mostrar que a hora de começar a ser salvo é já.”

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