Use a internet para vender

Estar na web não é só para lojas virtuais. O marketing digital é imprescindível para qualquer tipo e tamanho de negócio e tem custos mais baixos


Por Marcelo Rangel / Fotos: Fotolia e Demetrio Koch

Há não muitas décadas, alguém abria um negócio, pequeno, médio ou grande, e tinha que investir em alguma propaganda. Isso ia desde os antigamente populares “bancos de praça” (patrocínios desse tipo de mobiliário urbano em praças, geralmente em cidades interioranas, que acabava por beneficiar a população), tabuletas, cartazes e até anúncios em rádios locais ou mesmo em emissoras de TV, revistas e jornais de alcance nacional, de acordo com o tamanho da empresa.

A diferença daquela época para hoje é uma só, mas é grande: a presença da internet, em que não só somos consumidores de conteúdo, mas o produzimos. Nisso entra o chamado marketing digital: usar o alcance que a rede tem, um determinante para empresas de vários portes, a curto ou longo alcance geográfico. E com uma vantagem: o custo é muito menor do que o das mídias tradicionais.

“Graças à internet, uma nova forma de se relacionar com o público, de entender as necessidades e expectativas do mercado e de solucionar problemas dos consumidores já está aí, pronta para ser utilizada por qualquer empreendedor. E muitos já ganham dinheiro com isso. Muito dinheiro”, diz Almir Rizzatto, consultor em marketing digital e fundador da agência RZT Comunicação, de São Paulo.

Para Rizzatto, esse uso da rede mundial de computadores é essencial: “nesta era cada vez mais on-line e interativa, ter um negócio e não explorar tudo que o marketing digital proporciona é meio caminho para o fracasso. Soa até surreal, pré-histórico, uma marca ainda estar fora das redes sociais e não vender pela internet, por exemplo. E quando digo ‘marca’ me refiro a qualquer tipo de empresa, de todos os portes, e também os profissionais liberais”.

Mão na massa
Um exemplo prático bem claro do que Almir diz é o de Glaucia Martins Santos, de 30 anos (foto a esq.), de Várzea Paulista. Ela é um daqueles casos bem conhecidos de quem fazia bolos e doces com grande sucesso entre amigos e parentes e decidiu investir na área para, a princípio, reforçar o orçamento. Deu tão certo que o que era para ser um reforço acabou virando atividade principal, a ponto de ela deixar o trabalho anterior de vendedora em uma loja de equipamentos de informática e abrir sua empresa.

Sem saber, ela seguiu o conselho de Rizzatto desde o começo: “já comecei fazendo uso das redes sociais. Meu marido e eu já participávamos desses grupos de vendas que se vê tanto na internet e comecei a divulgar meus doces e bolos.

Os pedidos foram aumentando tanto que deixei o trabalho para formar minha empresa em casa, que hoje tem uma sede só para ela, e já temos quatro anos de atividade”. E não é só Glaucia que põe a mão na massa: seu marido e sua mãe também deixaram suas ocupações anteriores e trabalham exclusivamente no negócio familiar.

Semanalmente, Glaucia e sua equipe produzem uma média de 3 mil doces e 60 quilos de bolos, produção que “quase dobra para as festas de fim de ano e datas como a Páscoa”, revela. A empresária diz que 90% de sua produção é vendida graças ao marketing digital, “principalmente pelas redes sociais e aplicativos como o WhatsApp, pelos quais recebemos os pedidos”.

Qualidade na divulgação
Rizzatto concorda plenamente com a confeiteira: “e tem forma mais eficaz de se relacionar com os clientes do que pelas redes sociais? Com elas, é possível interagir com o público, atender solicitações, resolver problemas, esclarecer dúvidas e, claro, vender”. Mas é preciso atenção ao que se divulga, segundo o especialista: “é preciso ter um suporte qualificado e produzir ótimos conteúdos, materiais que, de fato, sejam relevantes para o consumidor. Se você fizer isso, encantará o cliente e o retorno pode ser enorme. E o melhor: a baixo custo”.

É a vez de Glaucia concordar, conforme sua experiência: “sabendo utilizar ferramentas como Facebook, Instagram, WhatsApp, Twitter, blogs, sites e outros, o resultado é excelente. Mas sempre com boas fotos, escrita correta e simples, não tem como errar. Cheguei a investir em panfletos, cartões de visita, carro adesivado e até pensei em um anúncio num programa de TV local, mas o custo de usar a internet é muito menor, além do alcance ser muito maior”.

Ajuda profissional
Mas e quem tem ou quer começar um negócio e acha que ainda não sabe explorar o marketing digital com tanta naturalidade? É aí que entra a ajuda dos especialistas no assunto. “Produzir conteúdo para site, blog e redes sociais não é para qualquer um. É preciso saber como fazer isso, como se comunicar de forma adequada – e também ter profissionais capacitados para fazer o atendimento aos clientes pela internet. Caso você seja empreendedor e não tenha ninguém internamente capaz de fazer esse trabalho, terceirize”, aconselha Rizzatto.

Ele explica que “hoje existem inúmeras agências e profissionais especializados. Vale a pena, afinal, é a sua marca que está em jogo”.

A realidade é que quem não fizer uso dos recursos da internet para divulgar suas atividades ou produtos, mesmo que de uma forma bem simples – mas bem-feita – ficará para trás. E isso você, com certeza, não quer.

Dicas de quem entende do assunto

  • Bom produto e bom atendimento são as melhores propagandas – a internet só ajuda. Por isso, é preciso tomar alguns cuidados antes de postar conteúdos e atender seus clientes. Veja:
  • Texto e fotos devem ser de qualidade. Precisam cativar o cliente;
  • É preciso atender o público e realizar os pedidos no prazo e com eficácia. Não caia na tentação de vender mais do que é capaz de produzir e entregar;
  • Tenha sempre uma maior interação com o público, sabendo suas necessidades, gostos e se estão satisfeitos;
  • Recorra à ajuda de profissionais no assunto, quando necessário.

Fonte: Almir Rizzatto, especialista em marketing digital

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