Um lugar de fé e reverência a Deus

Conheça a história de uma das tribos de Israel que ajudaram o povo a se voltar para Deus após um longo período de derrota e entenda a importância de conhecer o Templo


Por Marcelo Rangel / Fotos: Demetrio Koch

Não há como entrar no Memorial do Templo de Salomão, em São Paulo, sem aprender, de forma acessível e prazerosa, como era a vivência espiritual de estar sob o senhorio de Deus na época do Antigo Testamento, bem antes de religiões ou denominações.

Mas o que aprendemos no Passeio pelo Jardim Bíblico, do qual faz parte a visita ao Memorial, está bem acima do sentido histórico. Vale a pena ficar atento, naquele espaço sob a cúpula dourada, aos pilares que sustentam a estrutura, nos quais estão os brasões das tribos que formaram o povo de Israel, cada uma com sua importância não só na formação de uma nação, mas em aspectos espirituais que serviram de base à fé que temos hoje.

Aser e os frutos da terra
As chamadas Doze Tribos de Israel eram provenientes dos filhos de Jacó e seus descendentes. Aser, por exemplo, era filho de Jacó com Zilpa, e seu nome foi dado à tribo que se formou a partir de sua família. A não ser por esse fato e por ele ter participado da venda do irmão mais novo, José, como escravo, não há grande destaque para esse personagem na Bíblia. Outro trecho bíblico em que Aser aparece é na ocasião da reconciliação de José, já quando era governador no Egito, com os irmãos.

Seu nome, em hebraico, significa tanto “bênção” quanto “felicidade”, dependendo da interpretação – o que faz completo sentido, pois uma leva à outra quando se está verdadeiramente sob a tutela de Deus.

Quando os hebreus tomaram Canaã para formar Israel, a Aser e sua descendência foram dadas as terras que tinham o monte Carmelo ao sul e o Líbano ao norte, uma região bastante fértil que, bem cultivada, gerou abundância de alimentos – daí o símbolo no brasão da tribo ser uma viçosa árvore, que muitos estudiosos dizem ser uma oliveira.

No período do Êxodo, muitos homens de Aser fizeram parte do exército dos hebreus enquanto aquele povo viajava pelo deserto rumo à Terra Prometida. Mais tarde, já durante o reinado de Davi, intenso em atividade militar, a tribo foi responsável por grande parte da alimentação das tropas, com produtos de ótima qualidade de suas lavouras.

A fé de um povo
Quando Acaz tornou-se rei de Judá, a realidade local era de perdição. O monarca, intensamente idólatra, levou boa parte do povo a adorar falsos deuses e a andar em pecado. Sua idolatria era tão grande que ele ordenou fechar as portas do Templo de Salomão original, abandonando a casa de Deus, proibindo o povo de a ela levar suas orações e sacrifícios, desmoralizando os sacerdotes e demais levitas. Como conta a Bíblia em 2 Crônicas, Deus deixou que aquele reinado caísse sob a violência dos assírios, porque não estava de acordo com Sua vontade.

Com a morte de Acaz, subiu ao trono seu filho Ezequias. O novo rei, temente a Deus, convocou seus súditos para uma guerra contra a idolatria. Ídolos e altares dedicados a eles foram destruídos; o Templo de Salomão foi reaberto e recuperado, com seus ministérios reativados. A muitos da tribo de Aser coube, então, um importante papel: recuperar entre todo o povo o costume da celebração da Páscoa e da Festa dos Pães Ázimos, em que os judeus de toda parte, em toda Israel e Judá, se dirigiam a Jerusalém para lembrar a libertação do cativeiro do Egito e novamente adorar a Deus conforme Seu direcionamento.

Os descendentes de Aser foram de grande importância nessa convocação pelas cidades e as celebrações que aproximavam o povo de sua história e de Deus novamente aconteceram, como não se via desde os prósperos tempos de Salomão (2 Crônicas 30.25-27).

Acaz: ontem e hoje
Assim como o rei Acaz fez de tudo para fechar as portas da Casa de Deus para Seus filhos, atualmente pessoas e instituições contrárias à vontade de Deus gostam de espalhar que o Templo de Salomão, no bairro paulistano do Brás, é apenas uma extravagância arquitetônica. Como o rei idólatra do Antigo Testamento, tentam desencorajar aqueles que querem encontrar Deus de uma forma íntima e definitiva no complexo que é um pedaço de Israel no Brasil, erguido com eficiência, com pedras que vieram diretamente da Terra Santa justamente com esse objetivo.

Por isso, a visita ao Templo não é só uma questão turística ou histórica: ela é imprescindível para o aprendizado do que é servir a Deus e ter acesso a Suas bênçãos, numa vida em constante melhoria, como destaca o pastor David Roitberg (foto a esq.), um dos sacerdotes do Templo: “como avançar nas questões espirituais do que envolve a vida cristã sem conhecer a base da fé? Reverência, respeito e disciplina para a vida com Deus são valores que atravessam as barreiras do tempo e são ensinados no Passeio, assim como a história do povo hebreu e a sua aliança com o Altíssimo feita no Tabernáculo”.

Por esse e outros motivos, vale a pena visitar o Templo para aprender qual é a ligação das ações de cada tribo de Israel com nossas vidas. A história daquele povo é a nossa, mas sua fé também nos diz respeito. Diretamente

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