Inteligência e preconceito não combinam

Em nosso país as denúncias aumentam a cada ano, mais ainda representam menos da metade dos crimes


Por Andre Batista / Imagem: iStock

Os crimes de ódio cresceram 17% nos Estados Unidos em 2017, de acordo com o Departamento Federal de Investigação (FBI). Foi o terceiro ano consecutivo em que esse tipo de crime aumentou (ainda não foram revelados dados sobre 2018).

Para o FBI, crime de ódio é caracterizado pela “ofensa criminal contra uma pessoa ou propriedade motivada, no todo ou em parte, por um preconceito contra uma raça, religião, deficiência, orientação sexual, etnia, gênero ou identidade de gênero”.

As maiores vítimas dessa onda de violência nos EUA foram negros e judeus. Os crimes contra judeus cresceram 37%, enquanto os crimes contra afroamericanos aumentaram 16%.

No Brasil, a situação é semelhante

Infelizmente, esse aumento na onda de ódio não acontece apenas nos EUA. Em nosso país as denúncias aumentam a cada ano. E o que é mais alarmante: especialistas acreditam que menos da metade das vítimas denunciem seus agressores.

No Brasil, é realizada uma denúncia de intolerância religiosa a cada 15 horas. Isso totaliza quase 600 crimes por ano.

Já a violência contra negros é tão grande que, apenas na Grande São Paulo, o número de denúncias aumentou 65% entre o primeiro semestre de 2017 e o primeiro semestre de 2018. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o racismo mata 23 mil jovens negros brasileiros por ano.

Todos esses crimes são subestimados por grande parte da sociedade, mas conforme afirma Jonathan Greenblatt, porta-voz da Liga Judaica Antidifamação, é esse tipo de preconceito que mais mata, direta ou indiretamente. A discriminação reduz acesso à saúde, educação e mercado de trabalho:

“Mais deve ser feito para enfrentar o clima divisivo do ódio. E isso começa com líderes de todas as esferas da vida e de todos os setores da sociedade condenando vigorosamente o antissemitismo, o fanatismo e o ódio sempre que ele ocorre”.

preconceito

Preconceito atrapalha o país

É evidente que quando a maior parte da população tem direito à educação reduzido por culpa do preconceito, o país sofre como um todo. A discriminação, seja ela racial, de gênero, religiosa ou de qualquer tipo, impede o avanço do país.

É o que explica o escritor Renato Cardoso, criador do projeto IntelliMen, que age auxiliando o homem a se comportar de maneira mais inteligente e eficaz:

“O preconceito é um dos maiores obstáculos ao progresso de uma pessoa e de uma sociedade”.

Por isso é tão importante para a sociedade como um todo discutir o problema e combatê-lo. Como explica Renato Cardoso, “o preconceito está em todo lugar, desde o religioso ao social, do cultural ao financeiro. É como disse Robert Anthony: A maioria das pessoas não pensa. Ela simplesmente reorganiza seus preconceitos”.

Não esteja na maioria

Se, como o educador e escritor Robert Anthony disse, a maioria das pessoas apenas reorganiza seus preconceitos, é imprescindível estar fora dessa maioria. Pensar é fundamental.

Renato Cardoso explica que “Inteligência e preconceito não combinam. Onde a inteligência é fraca o preconceito é forte. Não me refiro à inteligência específica, mas geral. Alguém pode ser muito inteligente para a engenharia mas completamente preconceituoso (e estúpido) com respeito a pessoas de outro país, por exemplo”.

Torna-se necessário, então, abrir mão do preconceito e pesquisar, buscar informações e conversar com as pessoas para tomar a decisão mais sábia.

“Precisamos abrir a nossa mente e não pré-julgar as pessoas. Ouvir o outro lado da história”, afirma o escritor.

A discriminação segue crescendo em vários locais do mundo. Não pratique você também essa violência. Para entender mais sobre o assunto, clique aqui e leia a opinião completa do escritor Renato Cardoso.

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