Traumas da infância, abuso de álcool e desejo de morte ficaram no passado

Saiba como Caroline da Silva colocou um ponto final nos problemas que tiravam sua paz


Por Kelly Lopes / Fotos: Cedida e Demetrio Koch

Desde muito cedo, a vida de Caroline da Silva Souza, hoje com 25 anos (foto acima), foi marcada por dor e sofrimento. Criada pelos avós maternos até os 8 anos, ela foi morar com a mãe ao completar 9 anos. Ela pensava que poderia recuperar o tempo perdido longe dos pais, mas um acontecimento marcou sua vida.

Dias depois de se mudar, Caroline foi abusada sexualmente por um familiar. “A minha infância foi roubada. Não fui aliciada nem passaram a mão em mim. Eu fui violentada. Aquilo me machucou muito, me tornei uma adolescente fechada e queria expor aos outros o ódio que passei a carregar”, diz.

A partir desse fato, a jovem se tornou rebelde e agressiva, não obedecia aos pais e nutria ódio pela mãe por causa dos anos em que viveram distantes. Passou a frequentar bailes funk e afirma que corria riscos de morte em razão dos constantes tiroteios e invasões policiais que ocorriam neles.

“Me lembro de um fato que me marcou bastante e depois do qual passei a ingerir bebida alcoólica. Fui desafiada por ‘colegas’, durante um baile, a virar um copo de vodka. Os chamei de fracos e virei a garrafa. Bebi muito naquela noite, perdi os sentidos e quando acordei estava na casa de um rapaz desconhecido. Eu estava toda suja, machucada e tinha sido violentada mais uma vez.”

Depois disso, a angústia da jovem aumentou e ela só desejava morrer. Caroline afirma que era atormentada por vultos e vozes que a induziram a tentar o suicídio cortando o pulso. Ela foi levada ao hospital e sobreviveu, mas havia desistido de viver.

Mas seu drama não teve fim nesse momento e ela traz à memória aquele que julga como um dos piores momentos de sua vida: “o ódio que eu tinha da minha mãe era tão grande que em uma madrugada, novamente ouvindo aquelas vozes, me senti dominada, peguei uma faca e fui até o quarto dos meus pais. Eu acreditava que se matasse todos, inclusive meu irmão pequeno, e me matasse em seguida, ninguém ficaria sofrendo. Mas meu irmão acordou, eu cai em mim e sai correndo”, lembra.

A partir desse episódio, Caroline não conseguiu mais ficar perto da família e, por isso, se refugiava mais ainda nas bebidas, baladas e amizades. Ela ficava vários dias sem dar notícias aos pais. Apesar disso, chegou o momento que o álcool e as companhias já não supriam o imenso vazio e a tristeza que ela sentia. Com depressão, ela se isolou do mundo e ficava trancada em seu quarto. Ela não queria ver ninguém, não tomava banho nem se alimentava. Com isso, emagreceu 13 quilos. “O fim que eu imaginei para mim foi vegetar até morrer. Nada mais me preenchia nem os muitos amigos que achavam que eu era feliz. Só eu sabia o que tinha dentro de mim. O ódio e a depressão me consumiam.”

Uma luz na escuridão
Um dia, de dentro do ônibus, ela viu uma igreja Universal e decidiu descer e ir lá. Era uma quarta-feira e a jovem ficou impactada com as palavras do pastor, que parecia conhecer sua vida.

“Ele disse para as pessoas que não conhecia a dor de cada uma delas, mas chamou as que tinham desejo de suicídio. Em seguida, ele falou que o batismo nas águas era para quem desejava uma nova vida. Eu fui na frente do Altar e decidi me batizar. Eu queria uma vida diferente. Então, essa foi a primeira vez que falei com Deus.”

Desse dia em diante, Caroline conta que sua vida ficou diferente. Ela se batizou nas águas, perdoou as pessoas que um dia lhe fizeram mal e ficou livre do vício, do ódio e da depressão. Hoje, tem um ótimo relacionamento com a mãe e seus familiares.

“Minha vida foi transformada. Sou feliz e nada me tira essa paz e essa alegria. Meu prazer é ajudar as pessoas que passam pelo mesmo que eu passei”, finaliza.

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