Eles transformaram um ano ruim em um ano bom

Na última edição do ano, a Folha Universal traz histórias de pessoas que conseguiram fazer de 2018 um ano de conquistas. Quer saber como? Leia a reportagem a seguir

Por Rê Campbell / Foto: Mídia FJU Paraná / Mídia Godllywood Amapá / Demetrio Koch / Cedidas

A curitibana Luana Carvalho, de 21 anos, começou 2018 no “fundo do poço” por causa do uso de drogas. Ela conta que o consumo de maconha e cocaína tinha saído do controle e ela vivia em função dos entorpecentes. “Pensei que fosse morrer este ano”, confessa. Luana já não se concentrava no trabalho ou nos estudos. Por causa disso, abandonou tudo.
Segundo a jovem, o uso de álcool e outras drogas teve início na adolescência. “Era uma adolescente revoltada. Comecei a fumar narguilé com 15 anos, passei a beber vinho e bebidas mais fortes e conheci a maconha. Aos 18 anos, descobri a cocaína.”

Ainda pior

No primeiro semestre de 2018, Luana chegou a aceitar o convite da mãe, Regina, para ir a uma reunião da Universal na tentativa de abandonar as drogas, mas não conseguiu. Sem dinheiro, ela vendia itens pessoais para sustentar o vício. “Fui vendendo minhas coisas até que fiquei sem nada no guarda-roupa.” A relação de Luana com a família também ficou mais difícil, pois ela se recusava a ouvir os conselhos dos pais para que mudasse de atitude.

Quando a situação já estava ruim, ela deu um passo ainda mais perigoso: “conheci um rapaz que era traficante e começamos a namorar. Ele me convidou para ir morar com ele.”

Decisão

Depois de um mês que estava vivendo com o namorado, Luana explica que passou a sentir nojo das drogas. “Eu não sabia o que estava acontecendo. Depois descobri que minha mãe estava participando da Cura dos Vícios”, afirma, citando uma reunião da Universal. Luana revela que decidiu mudar de vida após uma viagem. “Fui fazer uma viagem com meu namorado para buscar drogas. Eu comecei a passar muito mal no meio do caminho, olhei para a cara dele e vi um demônio. Pedi para ele parar o carro em um posto. Lá, fiz uma oração, falei com Deus e pedi mais uma chance.”

O episódio ocorreu em setembro. Depois disso, a jovem voltou para a casa da família e passou a participar da reunião da Cura dos Vícios com a mãe. Assim, ela deixou as drogas. “Terminei o namoro. Comecei a fazer orações, propósitos e a ler a Bíblia todos os dias. Eu seguia os ensinamentos de Deus para ter uma comunhão com Ele.”

Além de superar a dependência química, a jovem destaca que vivenciou outras transformações depois que passou a praticar a fé. “Comecei a olhar para a minha família com amor e nosso relacionamento melhorou. Desde o dia em que conversei com Deus, comecei a viver de verdade”, comemora ela, que voltou a sonhar e já tem planos para 2019. “Vou fazer um curso de desenho para aprimorar minhas habilidades, sou boa nisso. Também quero abrir uma empresa”, conclui.

Você também pode

Luana conseguiu superar a dependência de drogas e fez de 2018 um ano de conquistas. Mas, afinal, como transformar um ano ruim em um ano de sucesso? Para muitos brasileiros, 2019 vai começar com dívidas, desemprego e problemas familiares. Nessa situação, é comum sentir angústia e ter dúvidas.

Apesar do cenário difícil, o Bispo Rogério Formigoni garante que é possível vencer os obstáculos do próximo ano. De acordo com ele, o segredo está em uma palavra: fé. “A única maneira de colocar fim ao sofrimento e ao problema crônico é por meio da fé prática, porque fé não é o que você fala, é o que você faz. Praticar a fé é o que traz à existência o que ainda não existe. Com essa fé, você pode derrubar obstáculos e alcançar seus objetivos”, ensina.

E como fazer isso? Segundo o Bispo Formigoni, é preciso ter atitude. “Se temos atitudes iguais, vamos ter resultados iguais. Quantas pessoas chegam ao fim do ano dizendo que mais um ano se passou e nada mudou? Por que não mudou? Porque elas não fizeram nada para mudar. A fé diferente vai trazer resultados diferentes. Para ter um 2019 diferente, é preciso reavaliar atitudes, conceitos e ver onde você tem
que mudar.”

O Bispo Alexandre Mendes concorda e acrescenta que não basta ir à igreja para fortalecer a fé. “Pensar que a fé é praticada apenas indo à Igreja é o motivo do fracasso de muitos. A fé é um exercício diário”, esclarece. Ele ainda indica o primeiro passo para fazer de 2019 um ano verdadeiramente novo: “colocar Deus à frente de tudo.”

Dívidas e fome

O casal Eliana Pires, de 43 anos, e Rosivaldo Pires, de 45 anos, também enfrentou dias muitos difíceis em 2018 e chegou a passar fome. No início do ano, a moto de Rosivaldo foi apreendida porque estava com o licenciamento vencido. Aí os problemas começaram, pois o veículo era usado para realizar serviços de mototáxi e garantia a renda dos dois.
Sem emprego, Eliana começou a fazer trufas de chocolate para vender nas ruas de Macapá, capital do Amapá. Os insumos para os primeiros doces foram comprados por uma amiga dela. “Chove muito no começo do ano aqui e eu trabalhava o dia inteiro, chegava toda molhada em casa, mas o dinheiro não supria nossas necessidades. Alguns dias eu vendia muito pouco e a renda dava só para o material. E, como eu pegava pouquinho dinheiro, ele acabava rápido.”

Com o passar das semanas, a situação financeira do casal piorou. “Nós estávamos endividados, não dava nem para pagar a energia. Um mês nós conseguíamos pagar a conta e no outro ficávamos sem energia.” A renda obtida com a venda de trufas era insuficiente até para a alimentação. O casal já frequentava a Universal e recebia ajuda de outros membros. “Era uma miséria total, nós passávamos fome. As minhas colegas da igreja traziam comida para nós.”

Mudança

Eliana conta que participava de reuniões do grupo Godllywood e passou a seguir alguns conselhos sugeridos durante os encontros semanais. “Tivemos que fazer um propósito pessoal e eu decidi focar na minha vida financeira. Comecei a orar para que nossa vida melhorasse e para que meu esposo tivesse mais atitude, pois ele sentia muito sono e não tinha disposição.” Ela começou a realizar as tarefas propostas pelo grupo e mudou algumas atitudes dentro de casa. “Eu era muito bruta, passei a conversar com meu marido e a praticar minha fé todos os dias.”

Aos poucos, Rosivaldo recuperou o ânimo e começou a enviar currículos. Ele foi chamado para uma entrevista de emprego em maio. “Fiquei na certeza de que as coisas começariam a mudar. Quando recebi a notícia de que ele havia sido selecionado para a vaga, eu soube que aquilo era de Deus.” Eliana afirma que a vida do casal mudou em vários aspectos. “Nós colocamos Deus na frente de tudo e hoje não falta alimento nem dinheiro para a energia elétrica. Minha vida mudou de tal forma que eu até me surpreendi. A vida espiritual está melhor e meu casamento se fortaleceu. Hoje meu marido tem muita disposição, ele já está acordado às cinco da manhã.”

Ansiedade

A artesã Patricia Paula Batista, de 32 anos, começou 2018 com muita ansiedade. Mãe de uma jovem de 15 anos, de uma menina de 4 anos e de um menino de 2 anos, ela conta que a rotina materna a esgotava. “Tenho duas crianças pequenas, elas têm muita energia e eu não estava conseguindo lidar com aquilo.” Além disso, Patricia diz que a situação financeira da família a preocupava. “Meu marido tinha dívidas com agiota. Comecei a apresentar sintomas de ansiedade e síndrome do pânico há um ano e meio. Eu sentia um medo muito grande, não conseguia dormir, tinha muitos pesadelos e era muito nervosa”, fiz.

O ápice dos sintomas ocorreu em abril de 2018. Na época, Patricia estava organizando o aniversário de 15 anos da filha. “Eu estava na correria, encarregada de decorar a festa dela. Foi uma pressão, eu tinha muitas preocupações e não estava dando conta. Comecei a passal mal, já era de madrugada, tive uma sensação de morte iminente. Então pedi ao meu marido que me levasse à Universal, pois eu já tinha frequentado. Quando chegamos lá, encontramos um obreiro que estava esperando um carro para ir embora. Ele fez uma oração, conversou comigo e nos convidou para retornar à Igreja.”

Depois disso, Patricia afirma que voltou a participar das reuniões da Universal. Lá, buscou forças para superar a ansiedade. “Foi difícil, mas quando comecei a seguir a Palavra de Deus e as orientações do pastor, as crises foram diminuindo.”

Patricia explica que a situação financeira da família melhorou e o marido quitou as dívidas, o que trouxe mais alívio. Hoje, ela faz artesanato e é voluntária do grupo Calebe na cidade de Cotia, no Estado de São Paulo. “Eu me apaixonei pelo grupo, fui muito bem recebida e hoje sou secretária. Com a prática da fé, aprendi a lidar com a ansiedade, a manter a calma e a focar em outras coisas.”

Sem emprego

Nataliane Carolina de Souza, de 28 anos, recebeu a notícia de que ficaria sem emprego em janeiro de 2018. Na época, ela era gerente em uma loja de roupas masculinas. “Os donos me avisaram que eu seria mandada embora, mas, como eram meus amigos, eles me deram alguns meses.”

Nataliane relata que já tinha o sonho de abrir sua própria loja, mas sempre adiava o desejo. Com a demissão, ela percebeu que era o momento de tirar o plano do papel. Ela saiu da loja em que trabalhava em março e decidiu usar o dinheiro que recebeu para comprar mercadorias. “Peguei meu acerto e comecei a montar a loja. O dinheiro não era suficiente, mas Deus foi me enviando pessoas que me deram apoio. A pessoa que fez os móveis, por exemplo, deixou que eu pagasse o serviço de forma parcelada”, diz.

Com a ajuda do marido, Marconi Pereira de Souza, de 36 anos, ela conseguiu encontrar um imóvel para alugar em uma área comercial da cidade de Venda Nova, em Minas Gerais. “Acredito que tudo foi dando certo depois que participei da Fogueira Santa em dezembro de 2017. Eu coloquei meu coração e minha vida no Altar e me voltei totalmente a Deus.”

A loja do casal foi aberta em abril. Marconi garante que o empreendimento está prosperando. “Graças a Deus a loja já tem muitos clientes, conseguimos a fidelidade deles. Já compramos um carro próprio. Desde que chegamos à Universal, estamos desenvolvendo essa mente empreendedora”, diz. Segundo Nataliane, a expectativa é continuar crescendo. “No primeiro mês o retorno foi ótimo, em 30 dias vendemos R$ 16 mil. Para quem ganhava R$ 4 mil por mês é um valor muito bom”, finaliza.

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