Você troca o açúcar pelo adoçante?

Entenda por que o uso em excesso pode causar problemas de saúde


Por Kelly Lopes / Foto: Fotolia

De acordo com uma diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS), a ingestão diária de açúcar recomendada para adultos e crianças é de até 5% das calorias ingeridas diariamente, o que, na prática, equivale a 25 gramas de açúcar. Isso representa em média seis colheres de chá ou um pouco menos de duas colheres de sopa.

Não é fácil se manter dentro dessa quantidade estabelecida pela OMS. Especialmente se levarmos em conta, por exemplo, o hábito de muitos brasileiros de adoçar o cafezinho consumido várias vezes ao longo do dia. Por isso, muitas pessoas buscam nos adoçantes o substituto para esse inimigo das dietas, para deixar os alimentos adoçados e até para ingerir menos calorias.

Foi-se a época em que usar adoçantes era um hábito exclusivo de diabéticos para controlar a glicemia (açúcar no sangue). Atualmente, o produto é indicado por profissionais da saúde para pessoas que buscam controlar o peso com dietas de baixo teor calórico e ainda para pacientes com hipertrigliceridemia (nível de triglicérides elevado).

Diferenças
Apesar do adoçante ser um produto comum na mesa dos brasileiros, ainda existem muitas dúvidas quanto aos tipos disponíveis no mercado. Por isso, a Folha Universal conversou com a especialista em nutrição clínica Carolina Angelina Martins. Ela explicou que existem diversos adoçantes e eles estão classificados em dois grupos: os de origem natural e os de origem artificial.

Ela relata que os que pertencem a essa última categoria devem ser evitados e alega que a melhor forma para consumir qualquer alimento é preferencialmente em sua forma original (in natura).

A nutricionista também sinaliza que o consumo de adoçantes artificiais deixa de ser saudável quando é abusivo e que há uma tolerância para cada tipo deles. “De maneira geral, o excesso de adoçante no organismo pode fazer mal à saúde.”

Uso exagerado
O uso moderado de adoçante ajuda a manter uma dieta saudável. O consumo em excesso, porém, pode provocar diversos sintomas, como dor de cabeça, enjoo, zumbido, insônia e enxaqueca, entre outros.

A especialista alerta para o uso indiscriminado do aspartame, que é contraindicado para portadores de fenilcetonúria (doença genética rara, caracterizada pela incapacidade do organismo de metabolizar a substância fenilalanina) e também causador de outros problemas. “Alguns estudos recentes mostram a relação entre o aspartame e o câncer, além da sua relação com a doença de Par-kinson, com ataques de ansiedade, vertigem, depressão, perda de memória e gerador de mais 70 tipos de sintomas”, salienta.

Por isso, em alguns preparos, é recomendável o uso moderado do açúcar ou de adoçantes naturais – salvo alguns casos em que são contraindicados, como os de pessoas diabéticas. “Para os diabéticos em fase de descompensação (quando há uma grande variação nos níveis de glicose) não é indicado o uso de adoçantes à base de frutose e maltodextrina, que são naturais, pois eles podem alterar a glicemia”, observa.

Carolina finaliza com algumas dicas: procure apreciar o sabor natural dos alimentos, substitua doces por frutas e reduza aos poucos o consumo do açúcar, pois, com o passar do tempo, nosso cérebro se torna cada vez mais intolerante a ele.

Adoçantes artificiais: sacarina e ciclamato (ambos derivados do petróleo), aspartame (ácido aspático e fenilalanina), sucralose (produzida por meio da modificação da molécula da cana-de-açúcar)

Adoçantes naturais: estévia (extraída de uma planta com grande teor adoçante, nativa do Brasil e Paraguai), frutose (extraída das frutas) e maltodextrina (extraída do milho)

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