Ela foi dormir e acordou sem andar

Após o diagnóstico de hidrossiringomielia, Danielle Aguiar Oliveira e sua mãe, Maria Cristina, descobriram na fé a cura para a doença


Por Flavia Francellino / Fotos: Cedidas

Desmaios súbitos, dores nas costas, fraqueza e falta de memória e de sensibilidade nas pernas começaram a fazer parte do dia a dia de Danielle Aguiar Oliveira, de 18 anos, em meados de 2015. Sua mãe, a consultora jurídica empresarial Maria Cristina Aguiar Oliveira, de 56 anos, se recorda como os sintomas começaram a aparecer na filha: “os desmaios foram os primeiros sinais. Ela desmaiava pelo menos uma vez por semana na escola, ao tomar banho e ao descer as escadas de casa. Os sintomas foram progredindo e ela fazia uma série de exames com profissionais de diversas especialidades médicas”.

Várias possibilidades quanto ao que poderia ser foram apontadas, como “problemas de ordem fisiológica, psicológica e psiquiátrica”, enumera Maria Cristina.

Paralisada
Um dia, a jovem foi para a praia com as tias e caiu nas escadas do prédio. No outro caiu na escola e teve que se amparar nos ombros dos amigos para poder andar. Até que, no terceiro dia pela manhã, acordou e não conseguia levantar da cama. “Eu tentava ficar de pé, mas caía. Gritei pela minha mãe. Todos vieram correndo e me levaram para o hospital”, descreve. Depois desse episódio, a jovem passou a ter medo de dormir porque achava que sua situação poderia piorar.

Na pele
Exames e encaminhamentos foram solicitados. Cardiologista, psicólogo, psiquiatra, clínico-geral, ortopedista, neurologista e oftalmologista foram procurados, mas nenhuma anormalidade era descoberta.

Até que a gerente do Hospital Notre Dame, em Diadema, município da Grande São Paulo, a encaminhou para uma equipe multidisciplinar de doenças neurológicas na zona norte de São Paulo. “Após sete meses de idas e vindas a este hospital, ao investigarem a coluna dorsal dela, descobriram uma lesão na medula”, diz a mãe.
Chegaram, então, ao diagnóstico de hidrossiringomielia.

Danielle lembra o que escutou em relação à doença: “os médicos falavam que é uma lesão que tende a aumentar com o passar dos anos, que pode afetar a mobilidade e a sensibilidade e que prejudica o sistema nervoso central”.

Uma nova realidade na cadeira de rodas lhe trouxe desafios. “Foi difícil me habituar ao olhar das pessoas, além de ter que tomar banho sentada e ser carregada pelo meu pai em lugares sem acessibilidade. Eu me isolei. Se saísse três vezes no mês de casa era muito”, relembra.

A doença
“A hidrossiringomielia é um acúmulo anormal de líquido em alguma porção da medula espinhal”, explica Marcelo Volpon, neurocirurgião pediátrico da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto. Ele esclarece que os sintomas dependem de onde o acúmulo se encontra, que pode ser na região cervical, dorsal e lombar.

Não há uma idade específica para que a doença se manifeste. “Embora comum em crianças, não é exclusividade delas e pode também aparecer em adultos jovens e até em idosos. Contudo não existe pico de incidência.”

As causas podem ser congênitas (de nascimento) ou adquiridas por tumores, acidentes ou meningite. O tratamento da doença se relaciona à causa, o que varia de paciente para paciente. Boa parte dele é cirúrgico, mas pode ser necessária ação medicamentosa associada, revela o neurocirurgião.

Pode haver perdas da sensibilidade tátil e térmica (capacidade de distinguir calor e frio) e da percepção espacial (chamada propriocepção) e, em casos de distensão grave das fibras nervosas medulares, perda de força. “Mas isso ocorre em quadros mais avançados”, diz.

A última porta
A jovem foi encaminhada à fisioterapia, mas, a princípio, não teve resultados. Então, passou a fazer hidroterapia com fisioterapia. A ajuda foi bem-vinda e logo começou a fazer os exercícios sem dor. A única medicação que tomava era analgésicos.

A mãe, que estava na Universal havia 19 anos, já participava das reuniões do Jejum Coletivo, que acontece aos sábados, no Templo de Salomãos. Aparentemente, a situação da filha só piorava, mas ela não desistia de lutar. “Aprendi que o sinal da piora era o caminho para a libertação e a cura e cri no milagre.”

Hoje, Danielle está definitivamente curada. “Tive que me revoltar e colocar toda a minha força para conquistar a cura dela. Foi um desafio porque a mãe usa sentimentos. Mas troquei o sentimento por revolta e recebi a vitória”, diz Maria Cristina.

Danielle declara que “a fé serviu como suporte emocional que nenhum psicólogo ou psiquiatra pôde oferecer”.

Reunião da saúde restaurada
Direcionada a quem sofre com alguma doença, dores ou problemas de saúde persistentes. Todas as terças-feiras, no Templo de Salomão ou em uma Universal mais próxima de você.

Para saber os horários, acesse universal.org/enderecos

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