Está sofrendo com mau hálito?


Por Katherine Rivas / Foto: Fotolia / Arte: Edi Edson

Provavelmente você já deve ter ouvido falar da halitose ou até já padeceu com esse problema mas não sabe como ele surge. Sabe aquele medo de que o cheiro que sai de nossa boca seja extremamente desagradável? É o tão temido bafo ou mau hálito. Se já passou por isso, fique tranquilo! Você não está sozinho. Este mal afeta 30% dos brasileiros, segundo dados da Associação Brasileira de Halitose (ABHA).

De acordo com Maurício Conceição, dentista especializado no tratamento de halitose desde 1995, este problema não faz distinção entre gênero nem faixa etária e é um sinal de desequilíbrio no organismo.

Cerca de 90% dos casos de halitose são de origem bucal. O dentista explica que “existem cerca de 90 causas para a halitose. Quando surge na cavidade bucal pode ser provocada pela saburra lingual, que é a placa esbranquiçada ou amarelada formada no fundo da língua, ou por doenças da gengiva, como periodontite e gengivite”. Ele acrescenta que a decomposição das bactérias bucais aliada à falta de hábitos de higiene também contribuem para causar o problema.

Há também a halitose extrabucal, que pode ser de origem otorrinolaringológica ou gastroenterológica. Na primeira, o problema pode estar relacionado a distúrbios nas amígdalas, erros cirúrgicos, otite, rinite e sinusite. O gastroenterologista Rogério Toledo explica que o mau hálito causado por problemas gastroenterológicos pode ser resultado de úlceras, gastrite, refluxo e também de uma alimentação desequilibrada. O jejum prolongado, por exemplo, faz com que o organismo, na tentativa de obter energia, produza substências que alteram o hálito. Dietas com alto índice de condimentos, proteínas ou gordura animal também agravam o quadro. “Tudo influencia. Se eu não comer ou comer alimentos inadequados, por exemplo, e até mesmo a velocidade da mastigação”, orienta Toledo.
A halitose também pode ser sinal de doenças crônicas como diabetes, insuficiência renal ou hepática, divertículos de Zenker (faringoesofágico) e do megaesôfago e infecções gástricas por bactérias, como a Helicobacter pylori.

Como identificar?
Muitas pessoas entram em pânico só de sentir um gosto diferente na boca, mas os especialistas advertem que é importante diferenciar o hálito matinal, fruto das bactérias que se decompõem à noite, da halitose. “A própria pessoa não consegue identificar se está com mau hálito. Humanos se adaptam a odores e deixam de senti-los. Então, a melhor forma de saber se estamos com mau hálito é testando-o com uma pessoa de confiança”, recomenda Maurício Conceição. Ele orienta que devemos conversar com outra pessoa a 15 centímetros ou mais de distância para perceber se existe mau cheiro na boca.

Se o mau hálito persistir, procure um dentista. Dependendo do seu quadro, ele o encaminhará aos especialistas. O tratamento dependerá das causas. Podem ser indicados mudança de hábitos alimentares, estímulo da produção salivar ou até terapia fotodinâmica por meio de lazer. Seja qual for a técnica, fique tranquilo, o mau hálito
tem solução.

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