Apenas 8% das mensagens divulgadas no WhatsApp são verdadeiras


Por Ana Carolina Cury / Foto: Fotolia

O tema fake news ganhou destaque recentemente por causa da grande disseminação delas, em especial entre usuários de redes sociais. Eleita pelo dicionário da editora britânica Collins como a palavra do ano de 2017, as fake news são, basicamente, as notícias falsas, frequentemente sensacionalistas, espalhadas por veículos de comunicação por inúmeros motivos.

No período eleitoral, essas notícias falsas se alastraram com força. Um levantamento, realizado pelos professores Pablo Ortellado, da Universidade de São Paulo (USP), e Fabrício Benvenuto, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e pela agência de checagem de fatos Lupa analisou 50 imagens de 347 grupos de WhatsApp distintos entre 16 de setembro e 7 de outubro. O estudo concluiu que, entre essas imagens compartilhadas, apenas 8% foram classificadas como verdadeiras. O objetivo da pesquisa foi analisar o fenômeno da desinformação e das mensagens falsas na plataforma.

Essa desinformação não se limita apenas à área política. A onda das notícias falsas no Brasil tem afetado drasticamente o ambiente virtual e influencia também no comportamento do brasileiro em outras áreas.
Quando o assunto é saúde, por exemplo, elas atuam de forma muito negativa para a sociedade, trazendo desinformação à população e sensação de incerteza em relação aos recursos médicos. Repassar informações falsas sobre saúde pode prejudicar o tratamento de uma pessoa ou até possibilitar o retorno de doenças já erradicadas no País.

Por isso, para combater as fake news nessa área, o Ministério da Saúde lançou o canal de comunicação Saúde Sem Fake News. Um levantamento inédito feito pela Pasta revelou que desde o mês de setembro deste ano – período em que o serviço foi lançado – mais de duas mil solicitações de checagem de todo o País chegaram até o Ministério da Saúde e, desse total, 400 se tratavam de notícias falsas.

Blinde-se da mentira
Muitas vezes, grupos mal-intencionados criam essas mensagens falsas. Elas são divulgadas por pessoas que não o fazem por maldade, mas simplesmente por não saberem identificar se o fato informado é concreto ou ilusório.
Por isso, segundo o Comitê Gestor da Internet, é preciso combater a propagação desse tipo de notícia. Para se proteger das fake news, desconfie de títulos bombásticos, pense antes de clicar em algum link, verifique as fontes que enviaram a notícia, duvide de informações compartilhadas sem referências e, se tiver dúvidas, não compartilhe de forma alguma.

É necessário também ler a notícia até o final – e não apenas o título –, buscar a confirmação da autoria do texto, vídeo ou áudio recebidos em outros sites confiáveis e também ficar atento à data de publicação do texto.
É claro que dá um pouco de trabalho checar a veracidade de um conteúdo, mas é essencial seguir esses passos para que você não se transforme em um fake reader, ou seja, aquele que compartilha mentiras nas redes sociais sem fazer nenhuma apuração.

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