WhatsAppinite: como estão os seus polegares?

Evolução tecnológica trouxe também complicações para a saúde


Por Katherine Rivas / Foto: Fotolia

Em 2011, a WhatsAppinite – termo usado para definir a inflamação (tendinite) dos polegares causada pelo ato repetitivo de teclar no celular – já tinha antecessores. O mal conhecido como Síndrome do Polegar do Blackberry afetava milhares de jovens viciados em mandar SMS e e-mails pelo telefone.

O problema evoluiu com a chegada dos smartphones. Então, o vício de mandar SMS se transformou no envio cotidiano do “zap”. O acesso ao equipamento se democratizou. Além de favorecer o lazer, o ato de teclar tornou-se essencial para algumas profissões que fizeram do celular o novo computador.

Para Antônio Carlos da Costa, chefe do grupo de Cirurgia da Mão e Microcirurgia da Santa Casa de São Paulo e professor da Faculdade de Ciências Médicas, atualmente é muito difícil levar a vida longe dos smartphones “Os jovens não querem mais carro, eles usam o Uber, que já está no celular, e não gostam de fazer ligação telefônica, pois preferem teclar durante 30 minutos e são raras as vezes que mandam áudios”, afirma.

Ele explica que as nossas mãos não estão preparadas para sustentar esses movimentos repetitivos de permanecer com o polegar dobrado e fechado ao mesmo tempo. A articulação do polegar conhecida como trapézio metacarpiano pode apresentar dor ao ficar sobrecarregada. “O ser humano desenvolveu um tipo de pinça com o polegar para agilizar algumas atividades, mas ainda não tem capacidade para lidar com tudo no dia a dia.” Ele acrescenta que as queixas nos consultórios por causa deste problema se intensificaram nos últimos cinco anos, especialmente por parte de pessoas com mais de 30 anos.

Como identificar
O primeiro sinal de alerta é se você começou a digitar e sentiu dor no polegar. Se essa dor continuou depois do uso do celular e surgiu em outras atividades na cozinha ou no trabalho, por exemplo, é preciso procurar um especialista.

Muitas vezes, a dor é acompanhada de inchaço, aumento de volume e queimação nas mãos. Em casos crônicos, pode surgir uma rizartrose – tipo de artrose ligada à base do polegar. Outros sintomas podem ocorrer pelo fato de o cotovelo permanecer dobrado ou o pescoço abaixado, como formigamento nas mãos, dores e contraturas no local e até problemas na coluna cervical.

Tratamento
Costa diz que é preciso fazer um detox digital, mesmo que nos dias de hoje isso seja complicado, e dá dicas para evitar o problema ou diminuir os efeitos do uso frequente do celular .

Se a pessoa parar de teclar e a dor não melhorar, será necessário um tratamento específico. Neste caso, o paciente passará por exames clínicos para detectar se há alguma doença reumática e serão prescritos anti-inflamatórios para amenizar a dor.

Como evitar?

  • Diminua o vício do celular. Muitas atividades nas redes não são prioritárias. Dedique tempo apenas às realmente importantes
  • Se usa o celular para fins profissionais, procure enviar áudios no lugar de mensagens. Se não consegue enviar áudio, faça uso dos modos de voz de forma que o celular lhe ajude a digitar mensagens, e-mails ou relatórios
  • Se o polegar começar a doer, apoie o telefone em uma mesa e digite com os dois indicadores. Sempre que possível, use o dedo indicador para rodar a tela do celular
  • Use o WhatsApp Web no computador para digitar no teclado maior. Assim você usa menos os polegares para escrever
  • No ônibus ou ao se deitar, coloque o telefone de frente para os seus olhos e a uma distância focal de 30 a 40 cm e a 90 graus do seu cotovelo
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