Afinal, onde está o homem de hoje?

Nem sempre o que parece um "avanço social" significa um progresso nesta época de troca de papéis


Por Marcelo Rangel / Foto: Fotolia

Certa vez falamos aqui quanto aos rótulos com os quais a mídia e algumas pessoas classificam os tipos de homem que elas imaginam que existam. É um tal de metrossexual para cá, de übersexual para lá, de lumbersexual acolá. Tudo muito “sexual”, como se o papel masculino fosse apenas esse. Há piores: “fofo-boy” (esse é de doer), esquerdomacho, muso fitness, entre outros. Haja paciência e tempo livre para inventar tanta baboseira.

E isso virou moda tanto para quem cria os rótulos como para quem acha que deve se enquadrar em um desses grupos falsamente masculinos. Como se cada um não tivesse a capacidade para se definir como é: sendo só homem mesmo.

Então, lá vai: você não precisa se encaixar em nenhuma dessas designações malucas que alguém inventa só para encher blogs de assuntos irrelevantes e que, na próxima virada de esquina no mundo das manias, serão esquecidas como se nunca tivessem existido. Ser homem é assumir seu papel de homem, mesmo que ele ande meio confuso nos últimos tempos.

Mas, já que tocamos no assunto, pergunte por aí se a mulherada sente falta de homens de verdade hoje em dia tanto ao seu lado quanto na sociedade. Mulheres elas mesmas já são – e muito bem – e não precisam que a ala masculina se transforme numa espécie de concorrência para elas, feminizando-se também. Nem de longe isso
significa machismo.

Algumas correntes mal-intencionadas tentam forçar uma delicadeza nada masculina nos homens, além da sensibilidade que todo ser humano tem. Mas muitas pessoas não percebem que isso é uma armadilha perigosa: fazer com que o indivíduo se sujeite ao máximo às emoções e deixe a razão em segundo plano. Um percurso direto para a derrota.

É lógico que os homens têm sensibilidade para notar o mundo à sua volta, mas de um jeito masculino. Desde que a sociedade surgiu, a capacidade destes indivíduos perceberem os acontecimentos e responderem a eles virilmente – protegendo a família ou o grupo local de habitantes – é que definiu sua sobrevivência e seu avanço. E assim surgiram os líderes.

Você se lembra das histórias dos líderes de grupos sociais ao longo da história? Certamente recordará que as figuras de comando percebiam o que era benéfico, o que era ameaça e baseavam nisso tudo as decisões para o desenvolvimento ou a defesa de todos.

Definitivamente, quem mandava não era aquele sujeito que usava coque porque o vizinho ficava ótimo com o mesmo penteado ou que fazia retoques com filtros em sua foto no Instagram enquanto outros pegavam nas ferramentas, nas armas, aprimoravam-se na boa política ou preparavam as gerações seguintes para as mesmas funções.

A partir do momento que um homem de fato percebe seu papel – seja na família, seja na comunidade, no trabalho, na Igreja ou onde for – como comandante ou eficiente comandado por reais líderes, sua identidade fica bem clara para si mesmo e para todos. Uma palavra da escritora belgo-americana Elisabeth Eliott (1926-2015) para ilustrar esse fato: “as mulheres de verdade sempre estarão aliviadas e gratas quando homens estiverem dispostos a ser homens”.

Então, mesmo que inventem um termo rotulador para criar moda, ao entender o que é ser um homem – algo a que o Projeto IntelliMen se dispôs desde o início – ninguém vai cair nessa de se inserir nesses grupos que, na verdade, buscam uma ilusória identidade coletiva para quem não formou nem mesmo a individual.

Ser homem é, antes de tudo, algo simples, mas que requer atitude. O resto? É só golpe publicitário.

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