No lugar da criminalidade, capacitação


Por Débora Picelli / Foto: Cedidas

De acordo com o anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado no final do ano passado, o número de jovens entre 12 e 17 anos que foram apreendidos no Brasil pela prática de crimes aumentou em quase seis vezes, entre 1996 e 2014. Ainda, segundo esse levantamento realizado na época, o principal crime praticado por menores de idade no País é o roubo (45%); seguido do tráfico de drogas (24%), crime de homicídio (9,5%) e, por fim, o furto (3,3%).

Mas, existe uma forma de evitar e afastar os jovens das decisões erradas. De acordo com a psicóloga e orientadora educacional do Colégio Humboldt, Karin Kenzler, é preciso que os pais entendam as transformações pelas quais os filhos estão passando e proporcionem um ambiente seguro e afetivo a eles. “É importante deixar que o adolescente compartilhe e acompanhe o raciocínio, o pesar dos prós e contras, e se exercite na tomada de decisões. Que se dê a ele participação na elaboração de limites, acordos e decisões, sempre com supervisão dos pais”, aconselha.

Karin ainda faz questão de ressaltar que o modelo corretivo de educação, à base de broncas e castigos, funciona apenas até certa idade. “Porém, com a chegada da adolescência, a eficácia cai, porque o filho irá se rebelar, opor ou fazer escondido”, reforça ela.

Novos caminhos

Muitos adolescentes não tiveram um direcionamento de vida correto e, para esses que se perderam em suas decisões, fica o sentimento de exclusão da sociedade.

Contudo, na contramão dessa realidade está o grupo Universal Socioeducativo (USE), que tem realizado atividades de capacitação de jovens que acabaram pendendo para a vida errada e, hoje, se encontram privados de liberdade, cumprindo medidas corretivas. Frequentemente, os voluntários promovem cursos com o objetivo de resgatá-los e afastá-los da criminalidade. Eles também atuam na evangelização e ressocialização de ex-internos.

Prova disso é que, recentemente, o grupo iniciou o curso de barber shop (barbeiro) com 10 ex-internos de unidades socioeducativas das cidades de Praia Grande, Itanhaém e Mongaguá, localizadas no litoral sul de São Paulo.

As aulas estão acontecendo aos domingos, das 14h às 16h30. Em Mongaguá, por exemplo, o curso está sendo ministrado em uma das dependências da Escola Estadual Professor Antonio Nunes Lopes da Silva, pelo professor Expedito Alves, profissional da área.

Durante os encontros, os alunos aprendem modelos de cortes, entre outras técnicas para atuar no segmento. Ao final do trimestre, todos receberão uma certificação.

Segundo o responsável, Christian Chiaramonti, essa é uma grande oportunidade concedida a eles, que, muitas vezes por serem ‘rotulados’ pela sociedade como ex-internos, não conseguem oportunidades de emprego. “Por meio do curso profissionalizante eles poderão se tornar grandes profissionais, até porque é uma área que está em expansão no mercado de trabalho”, pontuou.

Gabriel Brendho (foto ao lado), de 17 anos, ex-interno da Unidade P2 (do litoral), já tem colhido resultados por meio da chance que teve e está sabendo aproveitar. O jovem abriu um salão na garagem de sua casa. “Essa foi uma grande oportunidade. Foi algo completamente raro. Os voluntários acreditaram em nós, e nos conduziram ao sucesso, mas, claro, depende do nosso esforço. Eu mesmo passarei para frente tudo o que eu aprender nesse curso. A chave para o sucesso é a fé. Se a tivermos, tudo dará certo. Colocando Deus à frente, nada poderá nos parar”, comentou o jovem.

Para saber mais sobre as ações que o Universal Socioeducativo realiza, clique aqui.

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