Por que o discurso de ódio deve dar lugar à união

Presidente escolhido pela maioria governará para todos


Por Redação / Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom (Agência Brasil)

Após a vitória de Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL), no último domingo (28), um fato chamou atenção de quem acompanhava as notícias. O perdedor Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), não mencionou diretamente em seu discurso o presidente eleito Bolsonaro e não o parabenizou pela vitória – nem por meio de um cordial telefonema – como é tradicional no Brasil e em outros países democráticos, como os Estados Unidos. Ele preferiu usar um tom de resistência e reforçar que fará parte da oposição ao governo eleito. Somente no dia seguinte fez uma postagem no Twitter parabenizando o adversário.

No primeiro discurso feito após perder as eleições, porém, entre reclamações pelo impeachment de Dilma e pela “prisão injusta” de Lula, o petista afirmou que defenderá a nação “daqueles que de forma desrespeitosa pretendem usurpar o nosso patrimônio, o patrimônio do povo brasileiro”, em referência clara ao presidente eleito.

Disse ainda que “tem muita coisa em jogo” e que defenderá a população, dando a entender que Bolsonaro não permitiria que novas eleições ocorressem em 2022.

Prometendo defender a democracia, Haddad se esqueceu de algo muito importante: a democracia.

A partir de agora, somos um

Os discursos pós-eleição brasileira em 2018 traz à memória as eleições norte-americanas de 2008. Naquele ano Barack Obama e John McCain trocaram muitas farpas durante a disputa eleitoral. Mas imediatamente após a vitória de Obama seu opositor reconheceu a derrota e parabenizou o novo presidente, desejando-lhe sucesso nos anos vindouros.

Esse é o exemplo de democracia estruturada e imperturbável que serve de modelo para o mundo inteiro. Há uma disputa de ideias e valores, mas após as urnas manifestarem a vontade do país todos se unem na busca por um futuro melhor.

Ao ser questionado sobre como seria a relação dele com Obama, McCain afirmou: “Ele era meu adversário. Agora é meu presidente”.

Haddad e grande parte da esquerda brasileira, na contramão, segue colocando em dúvida a solidez da democracia brasileira ao afirmar que têm medo das atitudes que Bolsonaro tomará.

O presidente foi eleito com um plano de governo e seguir ele é sua responsabilidade. Quem o elegeu espera que isso aconteça. A vontade do país, hoje, é que o presidente eleito possa colocar em prática o que prometeu e, mesmo antes de assumir a Presidência, o candidato derrotado já se declara contrário a isso.

Evidentemente Haddad e os eleitores do PT podem se manifestar, mas o discurso de ódio deve ser abandonado em busca de união, como o presidente eleito declarou em seu discurso imediato após a vitória: “Faço de vocês minhas testemunhas de que esse governo será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa não de um partido. Não é a palavra vã de um homem. É um juramento a Deus. Podem ter certeza de que nós trabalharemos dia e noite para isso”.

Haddad defende a democracia, mas ignora o fato de que a maioria dos brasileiros escolheu os planos políticos de seu adversário. E respeitar isso é a base de qualquer nação democrática.

Independentemente dos motivos que levou cada brasileiro a escolher seu candidato, é hora de lutarmos juntos por um país melhor. Já não há espaço para maus perdedores ou maus vencedores.

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