É melhor beber da fonte ou ser a própria fonte?


Por Daniel Cruz / Foto: iStock

Você tem sede de que? Um carro novo? Um casamento sem brigas? Uma cura para uma enfermidade?

É natural que nós, seres humanos, desejemos bênçãos como essas. Mas você já notou que essas conquistas só saciam problemas dessa vida terrena? Por exemplo, se você adquirir a casa dos seus sonhos, depois de algum tempo ela poderá deixar de ser tão atrativa aos seus olhos, quanto ela é hoje.

A verdade é que tudo o que está relacionado com esse mundo perde o seu valor com o tempo. Mas o Senhor Jesus veio à humanidade para oferecer algo perpétuo: a oportunidade da pessoa se tornar uma “fonte de água viva”. Ou seja, além de você se tornar a própria bênção, por meio da sua existência, Deus pode abençoar outras pessoas. Você se tornará como uma lâmpada conectada à energia, a qual traz luz para um ambiente em trevas (Mateus 5.14).

Nós podemos compreender melhor essa proposta quando analisamos em detalhes a passagem bíblica que registra o diálogo entre o Senhor Jesus e a mulher samaritana – no capítulo 4, do evangelho de João. Inicialmente, lemos que era necessário Cristo passar por um território chamado Samaria, que ficava ao norte de Jerusalém. Essa necessidade existia porque, nesse local, Ele queria cumprir uma determinação Divina: conversar com uma mulher que colhia água no poço de Jacó. Pois, por meio desse diálogo, Ele poderia nos deixar uma explicação sobre a Sua missão aqui na Terra.

Na narrativa, o Senhor Jesus, sentando-Se próximo à fonte, pede para que a samaritana lhe dê um pouco de água. A mulher estranha o pedido, porque os judeus não se relacionavam com samaritanos (João 4.7-9). É aqui que surge o nosso primeiro aprendizado: “Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é O que te diz: Dá-Me de beber, tu lhe pedirias, e Ele te daria água viva. (…) Qualquer que beber desta água tornará a ter sede (referindo-Se à água do poço); mas aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede, porque a água que Eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.” João 4.10-14.

Nesse momento, o Senhor Jesus muda o sentido da conversa de uma sede “material” para uma sede “espiritual”, expressando qual é o principal desejo dEle para a nossa vida: conceder algo que é eterno, muito mais importante do que os nossos olhos carnais e limitados conseguem enxergar (Mateus 13.44).

Mas, até aquele instante, a mulher ainda não havia compreendido o que Cristo havia lhe apresentado e insiste em manter o diálogo no plano terreno, interessando-se por uma “bênção material”, portanto, passageira: “Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la.” João 4.15

Diante dessa cegueira, o Senhor Jesus penetra no mais profundo daquela alma e a alerta sobre a sua condição espiritual, da maneira que somente Deus poderia fazer: “Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá.” João 4.16. Como onisciente, Ele sabia que ela não era casada e vivia de maneira irregular com um homem, revelando, assim, o seu pecado. Concede, então, àquela mulher uma oportunidade de mudança.

Ao contrário do que, normalmente, acontece com alguém que tem os seus erros revelados, a mulher não se defende e reconhece a sua situação. Em seguida, ela deseja saber onde poderia se consertar – no monte de seus ancestrais ou em Jerusalém, onde os judeus se apresentavam para o Altíssimo. É aqui que recebemos o segundo aprendizado: a água viva é concedida somente aos que são conscientes de sua sede espiritual. É necessário o arrependimento de se viver distante da vontade Divina e apresentar um desejo de reconciliação.

Então, o Senhor Jesus nos deixa outra lição: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim O adorem. Deus é Espírito, e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade.” João 4.23-24

Em outras palavras, Ele esclarece que por meio da Sua revelação ao mundo e após o Seu sacrifício na cruz, a adoração verdadeira ocorrerá em nosso interior, com sinceridade. Não por meio de ritos religiosos, mas por meio de uma fé racional. A confirmação “Deus é Espírito” indica que o relacionamento passa a ser de “Espírito” para “espírito”. É por isso que Ele nos envia o Deus-Espírito Santo para habitar dentro de nós (1 Coríntios 6.19).

Entenda que para Deus não é suficiente lhe curar ou prosperar, Ele quer fazer de você uma nova criatura, uma fonte a jorrar pela Vida Eterna. O desejo dEle é lhe batizar com o Espírito Santo. Fazer de você a própria bênção (Gênesis 12.2).

Se você deseja beber dessa água espiritual, não perca tempo e se apresente para Deus. Você não precisa usar palavras bonitas em sua oração. Tudo o que Ele quer é um diálogo sincero.

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