Voluntários resgatam garotas de programa e travestis da exploração sexual


Por Unicom / Foto: iStock

O grupo EVG Night – programa social que oferece assistência a garotas de programa e travestis de todo o Brasil – já amparou, em seis meses, 8,5 mil vítimas de exploração sexual.

Segundo dados da Fundação Mineira de Educação e Cultura (FUMEC), o Brasil possui aproximadamente 1,5 milhões de pessoas, entre homens e mulheres, na prostituição.

Adriana Paes, natural de Vitória da Conquista, veio para São Paulo quando tinha apenas 15 anos. Aos 21, acabou entrando no mundo da prostituição.

“Em 1999 resolvi vir para São Paulo para morar com a minha irmã. Durante quatro anos trabalhei como autônoma, mas depois acabei entrando na prostituição a convite de uma pessoa que conheci na rua”, relembrou Adriana.

Atualmente, Adriana é voluntária do grupo na capital paulistana. Em todo Brasil, ela e mais 2,5 mil voluntários saem toda sexta-feira à noite, visitando becos, vielas, avenidas e nas proximidades de boates e motéis.

Havendo espaço para o diálogo, o grupo oferece apoio social com assistência de médicos, enfermeiros e psicólogos. São entregues também, para aqueles que desejam, livros como O Resgate, de Sergio Correia, obra que ensina a reconstruir a vida e Morri para Viver, de Andressa Urach, onde traz o relato de quem passou pela prostituição e foi transformada.

Segundo o coordenador da EVG Night, Bispo Alessandro Paschoal, o grupo também conta com a parceria de outro programa social, o Raabe. O auxílio é prestado por meio de conselheiros, advogados e assistentes sociais que amparam mulheres que sofrem com traumas provocados por violência ou abuso físico e psicológico.

“Nós também fazemos o acompanhamento das garotas de programa e travestis pelo celular, enviando mensagens de apoio”, declarou o coordenador.

Depois de 11 anos, Adriana conseguiu largar a prostituição e conta seu depoimento para outras pessoas que vivem na mesma situação que ela vivia antes.

“Eu vivia uma vida vazia e solitária, apesar de estar bem financeiramente e frequentar festas e barzinhos. Para quem estava de fora, eu parecia ser a pessoa mais feliz do mundo, mas, dentro de mim, existia muita angústia. Só depois que saí desta vida eu me senti verdadeiramente feliz e completa”, concluiu.

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