Quem aceita a corrupção como cultura não pode reclamar do governo que tem


Por Ana Carolina Cury / Foto: iStock

A identidade de uma pessoa está na sua cultura. Ou seja, ela é caracterizada por tudo aquilo que se aprende por meio do convívio com outras pessoas. E esses valores adquiridos podem exercer influências positivas ou negativas na formação do ser humano.

Por exemplo, mesmo que você não tenha filhos, provavelmente já presenciou cenas como essas: adolescentes que levam suspensão na escola por mau comportamento e os pais, em vez de corrigir o filho, confrontam o diretor; ou de um jovem que bate o carro porque estava embriagado, e a família logo compra outro veículo para ele.

O que, em sua opinião, acontecerá com esses filhos no futuro? Sem dúvida, eles se tornarão adultos individualistas. Mas de quem é a culpa? Certamente, é da cultura que lhes foi passada e dos comportamentos que foram estimulados neles. Porque, quando não concordam com as atitudes dos filhos e aceitam seus erros, os pais mostram que os filhos podem agir como bem quiserem ou entenderem.

O mesmo acontece no mundo corporativo. Quando um funcionário procrastina durante o dia, perde prazos e não é cobrado por isso, ele pode entender que aquele hábito é aceito pela empresa, quando, na verdade, não é, mas não há o posicionamento correto da chefia.

O preço do corrupto

Na política não é diferente. Quem aceita a corrupção, por exemplo, votando em quem é corrupto, está estimulando a cultura da corrupção para o futuro do país. O pensamento de que “todo político é ladrão” precisa mudar.

Uma boa notícia é que as práticas corruptas vêm sendo percebidas e combatidas cada vez mais nos últimos tempos.

Em 2015, pela primeira vez, esse tipo de comportamento foi apontado pelos brasileiros como sendo o maior problema do País em pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha. Isso porque o brasileiro se atentou para a gravidade do problema, depois da divulgação dos resultados da Operação Lava-Jato, iniciada em 2014. Políticos foram condenados, como, por exemplo, José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil do ex-presidente Lula, que hoje está preso, condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Mas, ainda há muito a ser feito. A Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que cerca de R$ 200 bilhões são desviados, por ano, no Brasil.

Todo esse dinheiro deveria estar sendo revertido em educação, saúde, moradia, infraestrutura e segurança da população.

Que cultura você quer para o País?

No próximo domingo, dia 28 de outubro, cerca de 147 milhões de eleitores brasileiros deverão ir às urnas novamente para o segundo turno das eleições. Nesta etapa do pleito, será escolhido o próximo presidente da República e em 13 estados e no Distrito federal serão eleitos os governadores.

O processo eleitoral no Brasil é historicamente marcado por grandes tensões políticas e também pela expectativa de dias melhores para todos. Mas, para que esses dias melhores cheguem, é preciso refletir que tipo de cultura queremos para a nação brasileira.

No que diz respeito à corrupção: você quer a propagação ou o fim dela? Lembre-se: quem aceita a corrupção como cultura não pode reclamar do governo que tem.

O Brasil merece uma nova chance, você não acha?

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