O que você sabe sobre melanoma?

Manchas e pintas que parecem ser inofensivas podem ser algum tipo câncer de pele


Por Maiara Máximo / Fotos: Fotolia e Cedida

Você sabia que, por ano, o câncer de pele corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil? Entre eles está o melanoma, um tipo de câncer de pele que tem origem nos melanócitos – células produtoras da substância melanina, que determina a cor da pele de um indivíduo. Considerado um dos cânceres de pele mais frequentes em adultos jovens e brancos, o melanoma afeta mais o público feminino. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), estima-se que até 2019 sejam diagnosticados cerca de 7 mil novos casos de pessoas com melanoma no País. Desse total, cerca de 3 mil casos serão homens e 4 mil, mulheres.

Apesar disso, esse tipo de câncer representa uma taxa pequena de malignidade: apenas 3% dos melanomas são detectados como neoplasias malignas. Porém a doença exige cuidados por causa da alta possibilidade de ocorrer metástase (quando o câncer se espalha para outros órgãos).

Segundo o dermatologista Domimberg Ferreira (foto a esq.), o melanoma pode também ocorrer em outras partes do corpo, como nas orelhas, no trato gastrointestinal, nas membranas mucosas, genitais e até nos olhos (na retina, por exemplo). “O melanoma pode ser um câncer com grande letalidade por ter essa capacidade de invadir qualquer órgão, criando metástases, inclusive no cérebro e coração.”

O dermatologista ainda explica que há diversos tipos clínicos de melanoma: nodular, lentigioso, acral, maligno ou disseminado. O nodular, que é o mais comum, tem a configuração de um nódulo, geralmente com limites definidos. Demora muito para invadir e se espalhar pelo corpo, por isso tem prognóstico mais favorável. O lentigioso, normalmente, é o tipo que surge no rosto.

O acral refere-se ao melanoma que surge nas palmas das mãos ou plantas dos pés. Já o maligno ou disseminado corresponde ao melanoma que causa invasão linfática, vascular ou neural. “Somente pelo exame físico e pela biópsia da lesão suspeita é possível identificar o subtipo de melanoma”, ressalta o especialista.

O médico ainda fala que, para a doença existir, é preciso que a pessoa tenha predisposição genética e se exponha a fatores ambientais, como à radiação ultravioleta. “Geralmente, o paciente apenas se queixa de uma pinta ou lesão estranha que vem aumentando de tamanho, porém, a sintomatologia é inespecífica.”

Se o melanoma for detectado no início, o prognóstico é positivo. O tratamento depende do estágio da doença. “Por isso, é importante ter o diagnóstico precoce. Quanto mais cedo se diagnostica, mais fácil de tratar. O tratamento vai desde a extirpação da lesão até a radioterapia ou quimioterapia.”

Fatores de risco

Exposição à radiação ultravioleta
A radiação ultravioleta A (UVA) penetra na pele mais profundamente e a radiação ultravioleta B (UVB) provoca até queimaduras. Por isso, pessoas que vivem, durante muitos anos, em regiões de muito sol, em grandes altitudes ou que permanecem muito tempo expostas ao sol do meio-dia têm mais chance de desenvolver melanoma e outros tipos de câncer de pele. Sendo assim, é muito importante usar filtro solar diariamente. Pessoas que fazem bronzeamento artificial, em razão da radiação, também têm risco aumentado de apresentar a doença.

Pintas ou marcas de nascença
Existem algumas síndromes genéticas associadas ao surgimento de cânceres de pele. Esses são tumores benignos que começam a aparecer em crianças e adultos jovens. A maioria não causa problema, mas pessoas com muitos destes sinais têm risco maior de desenvolver o melanoma.

Pintas displásicas
Às vezes, elas se parecem com as pintas normais, mas podem ter características do melanoma. Elas são maiores e têm forma ou cor anormal. Podem aparecer na pele exposta ao sol, bem como na pele que, normalmente, está coberta, como das nádegas ou do couro cabeludo. Nas pintas suspeitas aplica-se a regra do ABCD (veja explicação na ilustração abaixo).

Pele clara, sardas e cabelos claros
Os brancos com cabelos ruivos ou loiros, olhos azuis ou verdes, com sardas ou que se queimam facilmente estão sob mais risco de ter a doença.

Xeroderma Pigmentoso
É uma condição rara, hereditária, resultante de um defeito em uma enzima que normalmente repara danos ao DNA. Pessoas com esta condição apresentam maior risco de desenvolver a doença em idade jovem porque têm menos possibilidade de reparar o dano ao DNA causado pela exposição à luz solar.

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Direcionada a quem sofre com uma doença, dores ou problemas de saúde persistentes. Todas as terças-feiras, no Templo de Salomão ou em uma Universal mais próxima de você. Para saber os horários, acesse aqui.

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