Às marmiteiras de plantão

Antes renegadas, as marmitas agora ganham destaque quando o assunto é praticidade e alimentação saudável


Por Flavia Francellino / Foto: Fotolia

Se antes o que estava na boca do povo – e da mulherada – era se o novo shake ou a tal dieta mirabolante seria realmente milagrosa, agora o assunto que tem se popularizado (nos refeitórios das empresas, principalmente) é a marmita. Além de fazer economia e ter acesso a alimentos saudáveis, quem leva marmita tem um controle maior daquilo que ingere.

A nutricionista Tainah Scavone, de São Paulo, pontua que uma das vantagens de consumir a sua “quentinha” é a segurança alimentar, já que a pessoa tem ciência da maneira como os alimentos foram manipulados e higienizados, o que nem sempre é possível quando a alimentação é feita fora de casa.

Outro benefício listado por ela é poder agregar alguns nutrientes por meio de condimentos e temperos e diminuir massivamente o sódio, a gordura e o açúcar. Vale ressaltar que o Ministério da Saúde assinala no Guia Alimentar para a População Brasileira que é um risco consumir sódio e gorduras saturadas em excesso. O primeiro aumenta o risco de doenças cardíacas; e o segundo eleva a incidência de cáries, a obesidade e várias doenças crônicas.

Dá trabalho?
Em um estudo realizado pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, a Proteste, 80% dos entrevistados sinalizaram que seus hábitos alimentares atuais poderiam ser mais saudáveis. Os dois principais empecilhos apontados foram falta de dinheiro (57%) e de tempo (36%).

Esses fatores tendem a ser neutralizados quando a marmita entra em cena. É bem verdade que, muitas vezes, a mulher precisa se preocupar com a alimentação da casa (embora alguns homens também tenham habilidades incríveis como mestre cuca) e ter jogo de cintura para dar conta das demais atividades, mas basta se organizar para preparar o cardápio para a semana inteira e deixar as marmitas já com as porções, refrigeradas ou congeladas.

Cuidados
A nutricionista lembra que, quando a refeição for conservada em geladeira, o ideal é consumi-la no período de um a três dias, no máximo. Já o tempo de consumo dos alimentos mantidos no congelador é de três a seis meses. “Nesse caso, o mais indicado é fazer o descongelamento no refrigerador, pois alterações bruscas de temperatura podem provocar aumento de bactérias”, orienta Tainah.

Quanto aos alimentos crus, que serão usados em saladas, a nutricionista alerta para a importância da higienização. “Ela pode ser feita com escovinhas próprias e, em seguida, deixar os ingredientes de molho no hipoclorito de sódio. É só seguir as instruções do fabricante que estão na embalagem”, recomenda.

Ela dá ainda outra dica valiosa: não deixar a marmita muito tempo fora de refrigeração e transportá-la em bolsas térmicas.

Fitness e gourmets
Se antes era renegada, agora as marmitas ganharam os holofotes. O comércio, de olho em um público mais seletivo, buscou satisfazer algumas exigências do consumidor e elaborou opções tanto para quem quer emagrecer ou como para quem quer ganhar massa muscular. Daí surgiram as marmitas fitness, aquelas preparadas com valor nutricional específico para
cada público.

Já as marmitas gourmet têm como diferencial agradar quem tem um paladar mais sofisticado e busca algum tipo de variedade. No entanto, a nutricionista diz que os molhos, caldos e temperos diferentes usados na preparação podem tornar o preço do produto exacerbado. Para finalizar, ela faz um último alerta: “se informe quanto ao quesito qualidade higiênico-sanitária tanto do local que as fornece quanto do preparador” .

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