Dois pesos e duas medidas?


Por Ana Carolina Cury / Foto: iStock

Você já deve ter ouvido a expressão “dois pesos e duas medidas”. De origem bíblica, dizer isso significa afirmar que são utilizados critérios diferentes para julgar casos idênticos, ou seja, há uma conduta controversa e injusta frente a situações iguais ou parecidas.

Não se pode, então, utilizar um peso e apresentar duas medidas distintas. Um quilo será sempre um quilo em qualquer lugar. Por exemplo, se uma pessoa pede um quilo de bananas ao vendedor e paga por ele, mas recebe apenas 800 gramas, será prejudicada. Pode ser que a vítima não descubra a verdade, mas Deus é claro em Sua Palavra ao dizer que abomina essa prática, como descrito em Provérbios 20:23:

“Pesos diferentes são abomináveis ao SENHOR, e balança enganosa não é boa.”

E em Provérbios 20:10:

“Dois pesos diferentes e duas espécies de medida são abominação ao SENHOR, tanto um como outro.”

Porém, a injustiça não se limita apenas aos comerciantes, porque a prática da “balança enganosa” não ocorre apenas no comércio. Vemos parcialidades no dia a dia, a todo momento. Pessoas que, por exemplo, são condenadas, mas, pelo fato de terem alto poder econômico e influência, conseguem punições menores, enquanto as menos favorecidas, se praticarem o mesmo crime, não obtêm o mesmo benefício.

No ambiente profissional, por exemplo, algumas pessoas xingam os colegas de trabalho ou tratam mal os que que estão em posições hierárquicas inferiores e exigem respeito, mas não admitiriam se o mesmo acontecesse com elas e se alguém as tratasse assim.

Em outros casos, há o marido que desrespeita a esposa, trai, mas não aceitaria passar pela mesma situação. Para ele, é normal cobiçar outras mulheres, mas a esposa deve estar sempre lá à disposição dele e tolerar aquela situação.

Existe ainda aquele cidadão que fura fila, mente quando lhe é conveniente, desvaloriza a família e estaciona seu carro em vagas que não são permitidas, mas é o primeiro a criticar a corrupção no nosso país.

De acordo com estudo divulgado pelo Instituto Data Popular, sete em cada dez brasileiros admitem já ter cometido atitudes corruptas em situações cotidianas. O instituto ouviu 3.500 pessoas em 146 cidades de todo o País. A atitude ilícita mais comum no dia a dia é comprar produtos piratas. O ato foi admitido por 67% dos entrevistados, enquanto 75% afirmaram que conhecem alguém que já teve esse comportamento. Ou seja, mais uma vez, a pessoa é capaz de impor um peso à postura de outra e agir do mesmo modo ou pior, usando para si mesma outra medida.

Então, o que é certo vale para alguns, mas para outros não? Infelizmente, é exatamente isso que podemos observar, sobretudo, no período eleitoral.

Você deve ter ouvido o posicionamento político dos artistas em seus shows, entrevistas e redes sociais. Não é segredo para ninguém que eles têm milhares de seguidores e exercem uma enorme influência sobre o público.

Recentemente, em um grande evento de premiação musical, diversos músicos foram claros ao demonstrarem seu posicionamento político.

Entre os que se posicionaram estava Pabllo Vittar que, em entrevista ao canal nos bastidores do evento, foi claro ao dizer: “o mais importante da noite de hoje foi mostrar que a nossa música pode ser arte, mas também pode ser resistência”. E, assim, até o momento, o que se tem visto é uma mídia favorável à prática, quando ela parte das celebridades.

Mas é curioso notar que o mesmo não se aplica ao caso dos pastores que, quando manifestam qualquer pensamento político em suas igrejas, são perseguidos arduamente pela imprensa e podem enfrentar grandes problemas na Justiça por isso.

Essa atitude pode então ser considerada com o que chamamos anteriormente de ter “dois pesos e duas medidas”? A luta ideológica em nosso país só tem validade e pode ser exercida por determinados setores da sociedade civil?

Fica a reflexão e o alerta para você que tem se deixado influenciar por aqueles que vão contra a fé cristã. Em Deuteronômio 25.13:16, está escrito: “Na tua bolsa não terás pesos diversos, um grande e um pequeno. Na tua casa não terás dois tipos de efa*, um grande e um pequeno. Peso inteiro e justo terás; efa inteiro e justo terás; para que se prolonguem os teus dias na terra que te dará o SENHOR teu Deus. Porque abominação é ao SENHOR teu Deus todo aquele que faz isto, todo aquele que fizer injustiça.”

O alívio é que o dia 7 de outubro ainda não chegou. Ainda dá tempo de escolher os seus candidatos com inteligência e, sobretudo, sabedoria.

*Efa correspondia a uma medida judaica usada para definir quantidades – de grãos e às vezes líquidos – e era muito utilizada no comércio.

 

 

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