O que não contaram para as mulheres sobre a autoestima

Muitas pensam que o amor-próprio virá quando atingirem a perfeição


Por Camila Dantas / Foto: Fotolia

De acordo com pesquisas realizadas pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps) em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e outras entidades, o Brasil está em segundo lugar no ranking dos países que mais realizam cirurgias plásticas e as mulheres são as que mais recorrem ao procedimento.

Muitas se submetem a essas transformações e fazem investimentos exagerados em roupas, sapatos, acessórios e em tratamentos de beleza como forma de encontrar realização e paz. Já outras justificam que não é a maquiagem ou a transformação física que farão com que sua autoestima seja elevada e defendem que são as conquistas profissionais e os conhecimentos adquiridos que as tornam realizadas e assim desvalorizam os cuidados com a beleza e a estética.
Segundo Deborah Moss, neuropsicóloga e mestre em psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), a busca pela autoestima é um processo de dentro para fora. “Autoestima é gostar de si mesma e fazer as pazes consigo mesma. Ela está ligada ao conhecimento de si”, diz.

A especialista explica que esse conhecimento tem relação com a questão psicológica. É preciso que a mulher reflita a respeito de seus traumas, complexos e questões emocionais não resolvidas que provavelmente estão enraizadas desde a infância. “A busca pela autoestima leva ao autoconhecimento, ao resgate da infância ou de algo pendente do passado mas que afeta o presente”, alerta.

Autoaceitação
O problema surge quando a mulher busca perfeição: quando ela deseja ser ainda mais bonita ou mais inteligente e, pelo fato de fazer isso de forma exagerada, passa a se cobrar demais. “Esse desequilíbrio pode surgir por causa de conceitos errados. Por exemplo, por acreditar que é preciso ser perfeita para ser boa e ter valor. Dessa forma, ela vai lutar para alcançar essa excelência e poderá se tornar rigorosa consigo mesma e não aceitar suas próprias falhas”, comenta Deborah.

Para ela, o melhor é procurar a autoaceitação e viver de bem com as mudanças. Assim será possível encontrar o equilíbrio emocional e entender suas imperfeições e suas virtudes. “Essa busca é constante, pois sempre estamos mudando, mas pode ser algo tranquilo se formos nos ajustando de uma forma saudável”, conclui.

A escritora Patrícia Lages comenta, em um de seus textos publicados no blog da também escritora Cristiane Cardoso, que a solução para viver mais feliz consigo mesma pode estar justamente em não depender do quanto estamos bem ou do quanto estamos nos sentindo bonitas apenas em um determinado momento. “Se estivermos seguras de quem somos e do que queremos, não será o nível de autoestima que guiará as nossas vidas”, avalia. Ela aponta que devemos guiar nossos passos e decisões pela razão – e não pelo sentimento – e que o ideal é ser e não estar feliz apenas em certas fases.

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