As complicações de um procedimento cirúrgico


Por Maiara Máximo/ Fotos: Cedida e Arquivo Pessoal

A servente de limpeza Roberta Julia Streit Schmitt, de 38 anos (foto acima), e o marido, o analista de licitações Marcelo Antunes Schmitt, de 40 anos, são casados há seis anos e sonhavam ter filhos. Contudo descobriram que precisavam de ajuda médica para concretizar esse sonho. Em 2016, após tentar engravidar por cinco anos, Roberta procurou um especialista e, depois de fazer alguns exames, descobriu que tinha endometriose. Esse problema acontece quando o endrométrio, mucosa que reveste a parede interna do útero, cresce fora da cavidade uterina e afeta outras regiões do corpo. Em 50% dos casos, a endometriose causa infertilidade, o que provavelmente impedia Roberta de ser mãe.

Após fazer exames mais específicos, o médico verificou que a endometriose de Roberta estava muito perto da parede do intestino, o que poderia trazer complicações futuras para ela. Então, o especialista a encaminhou para fazer uma videolaparoscopia, que foi realizada em 17 de março de 2016.

Agravante
Segundo os médicos, a cirurgia foi um sucesso. Roberta recebeu alta no mesmo dia. Entretanto, após três dias em casa, ela começou a sentir fortes dores na região do intestino. Então, retornou ao hospital. “Eu fui direto para a emergência e o médico me disse que eu estava com infecção urinária, recebi a medicação e novamente tive alta. Mas as dores continuavam. Voltei no outro dia e fiz novos exames que constataram que a parede do meu intestino tinha ficado mais fina depois da cirurgia e por isso se rompeu”, lembra.

Por causa disso, Roberta teve uma infecção generalizada que poderia, ainda, se espalhar para outros órgãos. Diante da gravidade e do risco de morte, ela foi encaminhada com urgência para outro procedimento cirúrgico: a colostomia. O método consiste na exteriorização do intestino grosso pela parede abdominal, para eliminação de gases ou fezes. “Saí da sala de cirurgia em coma e fui direto para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) com a bolsa de colostomia que tive de usar durante três meses.”

A servente, que estava em coma, foi considerada um caso perdido pela equipe médica. Os especialistas falaram para o marido de Roberta que lhe davam apenas três dias de vida, pois o caso dela era grave.
Roberta e a família já frequentavam a Universal desde 2005. Então, sabiam que poderiam mudar essa situação.

A fé
O marido e a mãe de Roberta, Maria Salete Streit Mattei, começaram a participar das reuniões de cura e a levar a água consagrada para ela no leito do hospital. Mas, para piorar a situação, Roberta contraiu uma bactéria hospitalar.

Por isso, teve que ficar isolada das pessoas. Além disso, teve queda de cabelo e chegou a emagrecer 14 quilos. A família não desanimou e permaneceu lutando por ela. Então, aos poucos, ela começou a melhorar e recebeu alta.

Foram 14 dias na UTI do total de 29 dias de internação.

Roberta, que hoje tem uma saúde perfeita, reconhece que Deus agiu em sua vida. “Para sair daquela situação, só um milagre mesmo. Nem o médico acreditava que eu sairia dali viva. Ele até tirou uma foto comigo para mostrar o meu caso para outros médicos”, conclui.

O que é Videolaparoscopia ?

Segundo Ricardo Lasmar, membro da Comissão Nacional Especializada em Endoscopia Ginecológica, a videolaparoscopia é um procedimento cirúrgico realizado para se ter acesso a uma cavidade, com o uso de um sistema ótico destinado a cirurgias pélvicas e abdominais. Ela é diferente da laparotomia, que precisa de uma incisão ou abertura para acessar a cavidade. Entre as vantagens da videolaparoscopia estão permitir uma visão mais ampliada do problema para identificar as áreas doentes e as que não foram afetadas; ter acesso a regiões mais estritas da pelve; e não necessitar de grandes incisões para se estudar as partes superior e inferior do abdômen. Além disso, o pós-operatório é tranquilo, pois não secciona ou afasta a musculatura do abdômen. O especialista esclarece que esse procedimento é o mais indicado para pacientes com endometriose porque permite uma visão mais nítida e usa menos instrumentos cirúrgicos. “Essa associação permite que a cirurgia seja menos agressiva. Na videolaparoscopia, pode-se retirar a endometriose e deixar os órgãos e as estruturas preservadas, quando a doença não os agrediu.”

Ele diz que os riscos ocorrem em pacientes com condições cardiorrespiratórias graves e em alguns casos de tumores suspeitos de malignidade. Mas destaca que as complicações são as mesmas da cirurgia convencional. Ele explica o porquê de uma possível infecção generalizada: “as chances são as mesmas da laparotomia, sendo menor a possibilidade de infecção da parede abdominal, principalmente nas pacientes com maior índice de massa corpórea. Nelas, a vantagem da videolaparoscopia é ainda maior por essa razão”, finaliza.

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